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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O que pode detonar uma epidemia urbana de febre amarela



Se população de Aedes aegypti crescer, também aumentará o risco de transmissão urbana da febre amarela

Uma das maiores preocupações de cientistas que estudam a febre amarela e de autoridades que tentam controlar o atual surto da doença é evitar que o vírus comece a ser transmitido nas cidades pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue, chikungunya e zika.

Por enquanto, o Brasil só vem registrando casos de contaminação por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que são silvestres - ou seja, vivem em florestas. Ao longo de 2017, foram confirmados 779 casos de febre amarela, 262 deles resultando em mortes.

O surto poderia ser muito mais mortal se pessoas estivessem sendo infectadas dentro de centros urbanos, não apenas em áreas de parques e florestas. Mas nesta semana, um caso de infecção em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, acendeu um sinal de alerta.

Que grupos não devem tomar vacina da febre amarela - e como se proteger.!

A prefeitura informou que um homem de 35 anos teria sido contaminado na cidade, e não em área de mata. Mas o Ministério da Saúde esclareceu, depois, que o paciente trabalharia em uma área rural, embora morasse em bairro urbano. E que testes precisariam ser feitos para verificar se, de fato, ele foi infectado pelo Aedes aegypti. A pasta disse considerar "baixíssima" a possibilidade de haver infecção urbana.

Diante desse cenário, a BBC Brasil conversou com especialistas para saber o que poderia causar um surto de febre amarela nas cidades do país. A falta de controle do Aedes e uma série de fatores seriam necessários para que isso ocorresse. Confira:


A diferença entre a febre amarela urbana e a silvestre está nos mosquitos que transmitem o vírus em cada ambiente 

Como saber se a contaminação foi 'silvestre' ou 'urbana'?

Uma das diferenças centrais entre a febre amarela urbana e a silvestre está nos mosquitos que transmitem o vírus em cada ambiente.

Enquanto nas florestas insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes disseminam a doença, nas cidades o Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya, é a espécie com potencial de transmissão do vírus.

Vale lembrar que os mosquitos silvestres têm predileção por sangue de macacos e o Aedes, pelo humano - essas preferências vem de milhões de anos de evolução e adaptação genética desses dois tipos de inseto.

De acordo com pesquisador Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, será necessário fazer três tipos de investigação para determinar se o homem de São Bernardo do Campo foi infectado pelo mosquito Aedes aegypti:

- Mapear a rotina do paciente, para saber se ele passou por zonas onde existe a presença de mosquitos silvestres, de macacos ou de outras pessoas infectadas. É o que os infectologistas chamam de investigação epidemiológica.

- Detectar o momento exato de apresentação dos primeiros sintomas, para estimar o momento em que houve a contaminação pela picada do mosquito.

- Coletar e examinar mosquitos que habitam as áreas por onde o homem infectado passou, para verificar quais espécies apresentam o vírus - a chamada investigação "entomológica".

A partir dessas análises seria possível, segundo Lourenço, identificar se mosquitos silvestres ou urbanos infectaram o paciente.


Mosquitos silvestres têm capacidade muito maior de transmitir a febre amarela | 
O que seria necessário para um Aedes aegypti se infectar e transmitir febre amarela?

Segundo o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, alguns fatores combinados precisam estar presentes para que o Aedes aegypti passe a transmitir febre amarela nas cidades.

Primeiro, seria preciso que uma pessoa infectada com alta concentração do vírus no sangue entrasse em uma área com grande infestação de Aedes aegypti. É importante lembrar que um mosquito não necessariamente é infectado ao picar uma pessoa doente, ou contrai uma quantidade suficiente do vírus para passá-lo adiante.

E, para que o vírus se propague a ponto de causar um surto urbano, os Aedes infectados por essa primeira pessoa teriam que estar próximos a populações humanas vulneráveis a ele, ou seja, que não tenham tomado a vacina.

Após ser picado, o ser humano só mantém o vírus em concentração suficiente para infectar mosquitos por dois ou três dias, diz Lourenço.

Uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz mediu a capacidade do Aedes aegypti de transmitir o vírus da febre amarela. Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em áreas de mata do Rio de Janeiro, Manaus e Goiânia. O estudo mostrou que ele é capaz de passar a doença, mas sua eficiência como vetor varia de acordo com a população de insetos.

Os Aedes aegypti do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial de disseminar a febre amarela, com 10% dos mosquitos apresentando partículas do vírus na saliva 14 dias após a alimentação por sangue infectado. Ou seja, pelo estudo, a cada 100 mosquitos que picassem uma pessoa infectada, 10 se contaminariam.

Daí a necessidade de vários fatores combinados para a disseminação em meio urbano, como quantidade suficiente de vírus no sangue do ser humano infectado e presença de muitos Aedes para picar esse ser humano e retransmitir a doença no meio urbano.

Ainda assim, a capacidade de transmissão do vírus pelos mosquitos urbanos verificada na pesquisa é considerada preocupante pelos pesquisadores.

"Os dados apontaram que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegypti são altamente suscetíveis a linhagens virais no Brasil. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. O achado reforça a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle do Aedes aegypti", diz Lourenço.

Os mosquitos silvestres têm capacidade muito maior de transmitir a febre amarela. Segundo o estudo do Instituto Oswaldo Cruz, o percentual de Haemagogus do Rio de Janeiro infectados chegou a 20%. Entre os Sabethes locais, esse percentual alcançou 31%.

Controle da população de Aedes é essencial

O professor Aloisio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), diz que a população de mosquito Aedes aegypti existente hoje no Brasil ainda é, por enquanto, considerada pequena para ser capaz de provocar uma epidemia de febre amarela urbana.

Segundo ele, em períodos de chuvas e calor- ambiente mais propício para proliferação de mosquitos -, a existência de focos de Aedes alcança até 5% das casas brasileiras. Na África, onde há epidemia de febre amarela urbana, esse percentual varia de 20% a 40%.

Em período de chuvas e calor, a existência de focos de Aedes alcança 5% das casas brasileiras 

"Se tivesse uma densidade grande de Aedes no Brasil, existiria a condição de disseminar a doença na cidade. Por enquanto, a densidade baixa do mosquito não permitiu que a doença se disseminasse."

Falqueto destaca, porém, que é preciso manter ações de combate ao mosquito para evitar que o risco de epidemia urbana aumente.

"No Brasil, raramente chegamos a ter 5% das casas com foco de Aedes. Mas esse já seria um nível crítico. A partir daí a gente teria que se preocupar com o vírus em transmissão urbana."

O Ministério da Saúde diz que é "baixa" essa possibilidade de transmissão. De acordo com a pasta, as ações de vigilância com captura de mosquitos urbanos e silvestres não encontraram, até o momento, presença do vírus no Aedes.

"Já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela", disse a pasta, em nota.

"Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente."


Por enquanto, o Brasil só vem registrando casos de contaminação por mosquitos silvestres 

Medidas de prevenção

Como o tamanho da população de Aedes aegypti determina o risco de contaminação por febre amarela, os pesquisadores ressaltam que é essencial a participação da população para prevenir o aumento do número de mosquitos nas cidades e nos quintais de casas perto de matas.

Vacinar populações em áreas de risco é essencial para evitar risco de contaminação urbana do Aedes aegypti, segundo especialistas

"Com esse numero de casos de febre amarela pipocando, se por alguma razão as densidades de Aedes aumentarem, o risco de febre amarela urbana aumentará de maneira assustadora", diz o médico infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de São Paulo (USP).

É preciso estar atento ao acúmulo de água parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em jardins e varandas, assim como fazer a manutenção de calhas e manter caixas d'água e outros depósitos vedados.

Os especialistas do Instituto Oswaldo Cruz também recomendam que o Brasil considere exigir a imunização de pessoas vindas de países que são alvo de febre amarela, sobretudo da África, onde há a doença em centros urbanos. O país já exige Certificado Internacional de Vacinação a pessoas vindas de Angola e da República Democrática do Congo.

Além disso, vacinar populações de áreas de risco é essencial para evitar a proliferação da doença, segundo os pesquisadores.

"Eliminar os criadouros e controlar a proliferação do Aedes aegypti é uma medida importante para evitar a reemergência da febre amarela urbana no Brasil, além da questão básica e já amplamente conhecida de ele ser também responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya", diz Dinair Couto Lima, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz e uma das autoras da pesquisa sobre mosquitos transmissores.

Fonte.
Nathalia Passarinho
Da BBC Brasil em Londres
7 fevereiro 2018

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Risco de a febre amarela voltar a ser uma doença urbana é pequeno, dizem especialistas.


Apesar de a possibilidade existir, especialistas defendem que é muito pequena a possibilidade de ressurgimento da transmissão da doença por mosquitos que vivem nas cidades. O aumento de casos de febre amarela, com pessoas se contaminando nas franjas de matas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reacende um velho medo que surge a cada novo ciclo: a febre amarela pode voltar a ser uma doença urbana? A possibilidade existe, mas é muito pequena conforme relatos de especialistas no Estado de São Paulo com base em pesquisas sobre a evolução da epidemia e a biologia do vírus e dos mosquitos transmissores.

O ressurgimento da transmissão urbana, ou seja, por mosquitos que vivem na cidade, como o Aedes Aegypti, depende basicamente de três condições: ter muita gente contaminada em estado de viremia (com a presença do vírus circulando no sangue), vivendo em uma área onde haja uma população muito grande de mosquito e com capacidade de transmitir o vírus da febre amarela.

As longas e demoradas filas em busca da vacina na última semana podem até dar a sensação de que esta é a situação atual, mas os pesquisadores são categóricos: não é.

Para começar, a população de mosquito, por mais que traga uma série de problemas - vide as epidemias de dengue, zika e chikungunya dos últimos dois anos -, é considerada pequena para a febre amarela. 

"Na época em que a febre amarela era exclusivamente urbana (até o começo dos anos 1940), a densidade de mosquitos nas cidades era muito maior. O necessário para ter a transmissão urbana seria ter pelo menos o dobro do que temos hoje", explica o virologista e epidemiologista Renato Pereira de Souza, pesquisador científico do Instituto Adolfo Lutz. 



Todos os casos registrados nas últimas décadas foram e são exclusivamente do tipo silvestre. A contaminação ocorre quando uma pessoa sem vacina entra em área de floresta, como a região da Cantareira, na zona norte de São Paulo, ou está em um local rural próximo de uma mata e é picada por um mosquito silvestre que só vive ali. Esses insetos podem até voar em áreas urbanas
contíguas a parques, mas nunca irão para dentro das cidades.

Nelas, a transmissão caberia ao Aedes. Mas o mosquito que circula nas cidades brasileiras, apesar de ser capaz de transmitir a febre amarela, não é tão competente assim como vetor do vírus.

Então seriam necessários muitos mosquitos para impulsionarem uma epidemia.
Até as décadas de 20 e 30, as variantes de Aedes que existiam no Brasil eram de origem africana, essas sim bem aptas a transmitir o vírus. Mas elas foram erradicadas. A variante atual é asiática, menos capaz. Isso se soma ao fato de que há um controle do vetor nas cidades, como lembra Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas. "Embora (com esse controle) não se consiga impedir uma epidemia de dengue, zika ou chikungunya, conseguimos evitar a transmissão humana do vírus da febre amarela. No Aedes Aegypti, o vírus não se replica de forma tão eficiente quanto nos outros três. Tanto é que os índices de infestação no Brasil costumam ficar em 5%, chegando no máximo a 10% em alguns locais. Esses números nos dão quase a certeza de que não teremos um surto de febre amarela urbana", afirma.

Trabalho divulgado no ano passado por pesquisadores dos Institutos Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Evandro Chagas, para avaliar o risco de reurbanização da doença, mostrou que, em laboratório, o Aedes Aegypti, ao ser alimentado com sangue contaminado, teve o vírus detectado em sua saliva 14 dias depois. Esse é o principal indicador do potencial de transmissão da doença.
Mas na vida urbana, outras coisas estão acontecendo, como a ocorrência de outros vírus, que se saem muito melhor dentro do Aedes. "O vírus da chikungunya é o que tem a maior facilidade. Ele se replica mais rapidamente e, em três dias, já estava na saliva do mosquito. O da dengue leva cerca de uma semana. E o da zika e da febre amarela, em torno de 12 dias", comenta Ricardo
Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC.

Fator humano

O terceiro item da fórmula é a quantidade de pessoas em viremia. "No ser humano, o vírus da febre amarela só fica circulando no sangue - que é quando ele pode ser transmitido ao mosquito -, por um período de dois a quatro dias. Logo após a pessoa se contaminar ou quando ela já está em um estado mais crítico, isso não ocorre", explica Souza. "Por isso se diz que a transmissão da doença é um fator populacional. Não vai ocorrer tendo uma pessoa infectada ao lado de um mosquito. É preciso ter várias pessoas infectadas, com viremia e 
expostas a uma quantidade grande de mosquitos que vão transmitir para uma população suscetível. São várias etapas que têm de acontecer simultaneamente", completa. E com a vacinação em massa, mesmo que fracionada, esse lado da equação tende a diminuir ainda mais. Um exemplo disso ocorreu em Assunção, no Paraguai, em 2008, quando houve um pequeno
surto de febre amarela na região metropolitana. "Vacinando a população rapidamente, eliminando criadouros e borrifando mosquitos adultos, o vírus foi debelado e o aumento de casos, detido", conta Vasconcelos.

Há 111 anos, Brasil vencia os mosquitos.

No fim do século 19, as condições de saneamento nos principais centros urbanos do País eram insalubres. Mesmo na antiga capital, o Rio de Janeiro, o problema era grave e motivo direto das recorrentes epidemias de febre amarela. A situação era tão séria que muitos navios estrangeiros simplesmente evitavam aportar por aqui. O Brasil recebeu a alcunha de "túmulo dos estrangeiros". Rodrigues Alves assumiu a Presidência da República em 1902 dispostos a mudar radicalmente aquela situação. Já no ano seguinte, Oswaldo Cruz foi chamado para assumir a diretoria-geral de Saúde Pública, um cargo similar ao de atual ministro da Saúde. Sua missão era acabar de vez com a febre amarela. O médico logo criou o Serviço de Profilaxia, que colocou nas ruas as chamadas brigadas de mata-mosquitos - agentes sanitários que tinham por objetivo eliminar os focos do vetor da época, o Aedes Aegypti. O modelo de ação era autoritário: agentes entravam à força nas casas para destruir os locais de desova do mosquito.

Mas surtiu efeito: em 1907 a epidemia foi considerada erradicada. Desde o fim dos anos 1920, praticamente não houve nenhum surto epidêmico nas cidades. E desde 1937 a vacina está disponível. O último registro oficial de transmissão do vírus em uma cidade brasileira é de 1942. "A população era muito menor do que hoje, e a política sanitarista era totalmente truculenta, inaceitável atualmente", pondera a historiadora da Ciência Danielle Sanches, da Fundação Getulio Vargas (FGV). "Mas a gente perdeu um pouco o bonde dessa busca pelo saneamento."
Na avaliação do historiador Marcos Cueto, da Casa de Oswaldo Cruz, passou a predominar no país uma atitude passiva e tolerante. Segundo o também editor científico da revista História, Ciências e Saúde - Manguinhos, não houve uma política de vacinação entre a população urbana justamente no momento em que as cidades mais cresceram. "A febre amarela urbana inspira um pânico por 
causa dessa memória coletiva, essa lembrança inconsciente desses tempos calamitosos da epidemia urbana", afirma o historiador Jaime Benchimol, da Fundação Oswaldo Cruz. "E existe um risco de fato de uma volta da doença. Temos conhecimento de sobra, mas não temos é vontade política de enfrentar a situação", completa.

Este texto foi obtido no site do Instituto Evandro Chagas, clipping de um texto elaborado e publicado no jornal Gazeta do Povo on line.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Câmera flagra médico matando pombo com espingarda no Centro de S. Bernardo; veja o vídeo

O médico Cidney Knupp Neves, pneumologista que atua na clínica MedSaúde, na Rua Caraíbas, região central de São Bernardo do Campo, foi flagrado na última terça-feira (19) atirando em pombos que estavam nos telhados das casas vizinhas. Uma câmera de segurança registrou o exato momento em que, munido de uma espingarda, Neves apontou a arma e abateu uma das aves. As imagens não deixam claro qual o modelo do equipamento que pode ser do tipo “carabina de pressão”, comumente utilizado na prática esportiva de tiro.





A gravação, publicada nas redes sociais, causou indignação entre internautas que pedem providências da polícia. Muitos criticam a utilização de uma arma, dessa forma, em plena luz do dia e “sem controle”. Em contrapartida, há comentários em defesa da atitude do atirador, alegando que pombos devem ser tratados como “pragas urbanas”.

Uma vizinha afirmou por meio do Facebook que pretende denunciar o médico após sofrer ameaças. “Quando fui afrontá-lo, ele ainda fez gestos obscenos, me ameaçou e disse que os próximos alvos dele seriam os meus gatos e eu!”, declarou por meio do Facebook.

A reportagem tentou contato com o médico e com a clínica, mas não obteve sucesso até o momento. Temendo represálias, outros vizinhos contatados pelo SãoBernardo.INFO também preferiram o silêncio. Mais informações em breve.

fonte: http://saobernardoinfo

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O que será 2018 para a saúde?



 Epidemiologicamente falando, o ano de 2017 não foi tão terrível quanto o de 2015, quando foram confirmados os primeiros caso de zika (e de microcefalia causada pelo vírus) no país —neste ano, a incidência de novos casos foi baixa. 

Mas o ano que termina está longe de ser insosso quando o assunto são arboviroses, doenças causadas por vírus e transmitidas por artrópodes, como mosquitos. 

A febre amarela deu as caras como não se via havia décadas. São 777 casos de dezembro de 2016 a julho deste ano, superando o total aferido desde 1980, início oficial das estatísticas. 

A saúde em 2018

A população que mora no entorno de São Paulo viu parques entrando em quarentena e foi chamada para se vacinar contra a febre amarela, antes necessária apenas para quem viajasse a alguns Estados 

Felizmente, a doença não chegou às cidades. O cenário seria devastador, levando em conta o ilustre residente Aedes aegypti, responsável pela transmissão da febre amarela em centros urbanos. 

Em São Paulo, o sinal amarelo acendeu após a morte de primatas, vitimados pelo vírus em parques. A população vizinha viu os locais entrando em quarentena e foi chamada para ser vacinada. A meta era formar uma espécie de "cordão de isolamento imunológico", medida vista com reservas por especialistas. 

Apesar de não haver registros de febre amarela urbana, o perigo existe, diz o médico Antonio Bandeira, da Sociedade Brasileira de Infectologia. "O que preocupa não é nem tanto a quantidade de casos, mas a ocorrência nas imediações dessas áreas." 

Há o alerta do especialista, mas ainda é incerto como se mexerão as peças tabuleiro das arboviroses em 2018. 

Os elementos que determinarão se o próximo ano será bom ou ruim são dois. 

O primeiro é a susceptibilidade da população: se uma grande parte já foi infectada por algum vírus, a reentrada desse patógeno é dificultada. Se aquelas pessoas ainda são imunologicamente "virgens", o vírus pode, sim, deitar e rolar. 

Mas isso também depende dos fatores climáticos e ecológicos. Mesmo que uma população esteja propensa à infecção, se os vírus não tiverem um "meio de transporte", tudo se passa como se nada se passasse. Ou seja, sem uma condição climática que permita a proliferação de mosquitos não há como zika, chikungunya, dengue e febre amarela estragarem 2018. 

Não é sempre que podemos contar com a sorte, porém. 

Fonte: Jornal Folha de SP

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CASA BRANCA em Washington infestada de pragas ???



A Casa Branca, residência do presidente dos EUA e sede do executivo no país, está sofrendo com infestação de ratos e baratas, informou a emissora NBC, citando documentos da Administração de Serviços Gerais.

Segundo a NBC Washington, durante os últimos dois anos os funcionários da GSA – Administração de Serviços Gerais, agência independente do governo criada para controlar o funcionamento básico de todas as instituições federais norte-americanas, receberem diversas reclamações sobre ratos na Casa Branca, a residência oficial do presidente.

Além disso, pelo menos quatro notificações oficias sobre baratas foram emitidas pelos funcionários da presidência, bem como um alerta sobre formigas. Além do combate a pragas e insectos, em 2017 os funcionários do governo norte-americano pediram a substituição de diversos móveis e uma reforma do sistema central de isolamento.

A maioria das solicitações e reclamações foi feita após a posse de Donald Trump, que aconteceu a dia 20 de janeiro deste ano.

Este não é o primeiro caso, este ano, de problemas com ratos em edifícios governamentais famosos. Em agosto, o Parlamento do Reino Unido teve de aumentar o orçamento para combater os ratos que passeiam pelo Palácio de Westminster, depois de ter determinado que os deputados não podiam trazer os seus gatos para tratar do problema.

Mas esta não foi sequer a primeira vez que os ratos invadiram as Câmaras britânicas dos Comuns e dos Lordes – e o facto de os roedores terem aparecido foi, antes de mais, o que levou originalmente os parlamentares a decidirem por contra própria levar os próprios gatos para dar conta de tão dura missão.

Fonte:: ZAP/ Sputnik News

Mairiporã registra 22 mortes de macacos por febre amarela



A Prefeitura de Mairiporã, na Grande São Paulo, informou que 22 macacos encontrados mortos no município estavam infectados com o vírus da febre amarela. Entre agosto e novembro, houve o registro de 90 mortes de primatas e 50 casos ainda estão em análise no Instituto Adolfo Lutz.

O município não tem registros de casos suspeitos em humanos, segundo a gestão municipal. Dos 90 macacos, sete não puderam ser analisados porque estavam em avançado estado de decomposição e nove tiveram resultados negativos.

A prefeitura do município disse que os registros do ano de 2017 tiveram início no mês de agosto, quando também começou a campanha de imunização da população. Até o momento, 70 mil pessoas foram vacinadas, o que corresponde a 75% da população, de acordo com a gestão.

Na capital, onde um macaco foi encontrado morto no Horto Florestal (zona norte) em outubro, há quatro casos confirmados de infecção em macacos. O Horto Florestal e o Parque Estadual da Cantareira, além de 13 parques municipais estão fechados. Na zona leste, o Parque Ecológico do Tietê também foi fechado.

A médica Adriana Homem é moradora de um condomínio perto da Serra da Cantareira e conta que encontrou dois macacos da espécie bugio, um morto e outro doente, em seu quintal na quarta-feira, 29. "Desde domingo, foram 13 macacos mortos só no (condomínio) Sausalito. Isso não existia. A gente nunca tinha presenciado mortes ou visto macacos mortos. É um descaso", reclamou.

Adriana diz que ainda tentou socorrer um dos animais, mas ele não resistiu. "O que sangrava ainda estava vivo, meu filho foi fazendo massagem cardíaca no macaco, tentamos salvar." Ela afirma que tem ocorrido demora para o recolhimento dos animais.

Em nota, a prefeitura de Mairiporã informou que "todos os primatas mortos estão sendo recolhidos - seja de qualquer localidade, incluindo condomínios - e as vísceras são encaminhadas à análise do Instituto Adolfo Lutz, conforme protocolo da Secretaria de Estado da Saúde. Se eventualmente há demora para retirada de animais mortos, isso ocorre em razão da grande demanda".

Fonte: Estadão

Casal chinês é flagrado com 200 baratas vivas em mala de mão no aeroporto Marido afirmou que insetos seriam usados em "pomada" para pele de sua mulher; insetos foram confiscados e seu destino não é conhecido.



Agentes da alfândega em um aeroporto da China tiveram uma surpresa desagradável ao abrir a mala de mão de um casal e descobrir cerca de 200 baratas vivas.

O caso aconteceu no último dia 25 de novembro no aeroporto internacional de Baiyun, em Cantão, no sudeste do país, segundo o jornal chinês Beijing Youth Daily .

Os funcionários perceberam um movimento estranho na bagagem de um casal de idosos enquanto o objeto era colocado no raio X.

"Havia um sacola de plástico branca com vários itens pretos se movendo dentro dela", disse a funcionária Xu Yuyu ao site de notícias chinês Kankan News .

"Uma das funcionárias abriu a mala e uma barata pulou para fora. Ela quase caiu no choro", acrescentou.

Quando questionado sobre por que estavam transportando baratas, o marido afirmou que os insetos seriam usadas em uma "pomada" para a pele de sua mulher.

Ele não explicou qual era o problema de saúde dela.

Mas, segundo Xu, "se trata de um remédio popular antigo. Você mistura as baratas em algum creme medicinal e coloca sobre a pele", teria dito o homem aos agentes.

De acordo com as regras de transporte aéreo na China, não é permitido levar seres vivos na bagagem de mão.

O casal decidiu, então, deixar as baratas com os funcionários da alfândega. O destino delas não é conhecido.

Essa não é a primeira vez que algo do tipo acontece na China.

Em agosto, um homem foi flagrado tentando transportar os dois braços amputados de seu irmão em uma mala após passar pelo raio X de uma rodoviária na província de Guizhou, no sul do país.

À polícia, ele alegou que estava carregando os membros para enterrá-los quando seu irmão morrer. Segundo uma tradição de seu vilarejo, explicou, o morto tem de ser enterrado com todas as partes de seu corpo.

Ele acrescentou que os braços foram amputados quando seu irmão sofreu um choque elétrico.

Segundo as regras de transporte viário na China, os passageiros podem carregar partes do corpo humano se possuírem um atestado médico, além de autorizações da polícia e do Ministério da Saúde.

Fonte: BBC