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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Oscilação de temperaturas pode aumentar criadouros do Aedes, diz Sesau


Cuidados devem ser redobrados para evitar aumento de casos de zika, dengue e chikungunya


O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, quando as temperaturas sofrem variações, se alternando entre períodos de chuva e sol, é que o ciclo reprodutivo do mosquito fica propício e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.

“Sabemos que há casos de dengue, zika e chikungunya o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Porém, o inverno é um período em que há menos mosquito em circulação e, com isso, a maioria dos recipientes transbordam nessa época de chuvas, fazendo com que a fêmea do Aedes aegypti tenha menos local para desova. O nosso problema maior é que, como a temperatura vai oscilar nos próximos dias, a tendência é que o mosquito ecloda”, afirma Paulo Protásio.

Conforme o supervisor de endemias da Sesau, o clima de Alagoas nos últimos dias tem contribuído para que o mosquito leve de 7 a 8 dias para se desenvolver, passando de ovo a adulto. Para evitar que isso aconteça, ele diz que a forma mais eficiente de evitar surtos das doenças transmitidas por ele é eliminar o ciclo de vida do inseto.

Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Paulo Protásio lembra sobre a necessidade de não deixar os pneus expostos. Também é importante, segundo ele, limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como manter garrafas, lata e outros recipientes virados para baixo, de forma que não acumulem água.

“Portanto, uma inspeção semanal de dez minutos é suficiente para eliminar os criadouros domésticos, o que representa 90% dos focos que encontramos em nossas visitas. Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais poucos usados, bandejas atrás de refrigerados e outros espaços dos ambientes domésticos pouco utilizados, como, por exemplo, os banheiros da área de churrasqueira”, salienta, lembrando que essas ações durante o inverno serão ainda mais eficazes.

“Toda sociedade, neste momento, deve triplicar sua atenção para reduzir as oportunidades de a fêmea do Aedes aegypti depositar seus ovos em água parada. Isso vai contribuir para reduzir a população desses insetos e, por conseguinte, não teremos epidemias nem de dengue, zika ou chikungunya”, ressaltou.

Conforme o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), Alagoas registrou, de janeiro até junho deste ano, 987 casos de dengue, 75 de zika e 227 de chikungunya. No mesmo período de 2016, esse número era de 1.601 casos de dengue, 3.517 de zika e 9.587 de chikungunya.

19/07/2017 10:18A- A+
ASCOM - SESAU AL

Excesso de peso, gravidez e tipo sanguíneo “O” atraem mais mosquitos, revela estudo


Segundo os especialistas, fazer exercício físico à noite também atrai picada de mosquitos, que sentem o dióxido de carbono liberado pelos humanos



Tipo sanguíneo, gravidez, sobrepeso e até o suor podem ser fatores decisivos na hora de ser picado por algum mosquito. É que estudos falam que algumas características podem atrair os insetos, que muitas vezes repassam doenças para os homens, como dengue, zika e chikungunya.

Sergio Vañó, dermatologista do hospital Ramón y Cajal e professor de Dermatologia na Universidade de Alcalá de Henares, em Madri, concedeu entrevista ao jornal El País. De acordo com ele, alguns mosquitos gostam de picar umas pessoas mais que do outras.


Sobre o grupo sanguíneo, o tipo “O” é o preferido do Aedes albopictus, mosquito que também transmite dengue, zika e chikungunya, como explica o farmacêutico Diego Hoyos.

Além disso, ele indica que os mosquitos são atraídos pelo dióxido de carbono, produzidos ao respirar. “Os níveis de CO2 aumentam nos adultos, grávidas e pessoas com excesso de peso”. Por isso, a gravidez e o excesso de peso podem ser determinantes na hora da atração.

Os mosquitos têm 27 receptores do odor e “o ácido lático que o suor contém ativa seus radares”, afirma Arantza Vega, doutora membro do comitê de Alergia a Himenópteros da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica.

“Essa substância, com o dióxido de carbono, é um indicador de que somos mamíferos e, portanto, podemos proporcionar sangue”. Produzem mais ácido lático as grávidas, as pessoas altas ou quem acaba de fazer exercício.

E resta a pergunta: como podemos reduzir nosso atrativo natural para os mosquitos? Levando em conta os três fatores anteriores, é necessário banhar-se antes de dormir e não fazer exercício nas horas próximas do sono. Mas, sobretudo, com um bom repelente.

Fonte:Por Tribuna do Ceará em Saúde

terça-feira, 25 de julho de 2017

Novo vírus transmitido pelo borrachudo preocupa especialistas


Especialistas temem que a febre oropouche, transmitida pelo borrachudo e que pode causar febre alta, meningite e meningocefalite, chegue às grandes cidades

Borrachudo transmite vírus oropouche




Pesquisadores do Departamento de Biologia Celular, da FMRP-USP, diagnosticaram 128 casos de pessoas infectadas em Manaus.

Em breve, um novo vírus, que causa febre aguda e, em alguns casos, meningite e meningocefalite, transmitido pelo mosquito borrachudo, pode chegar às grandes cidades brasileiras. Segundo informações da Agência Fapesp, o alerta foi feito durante palestra sobre vírus emergentes na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até sábado na Universidade Federal de Minas Gerais.

Risco

“O oropouche é um vírus que potencialmente pode emergir a qualquer momento e causar um sério problema de saúde pública no Brasil”, disse Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), durante o evento.

“O Culicoides paraensis [borrachudo] está distribuído por todo o continente americano. O vírus pode sair da região amazônica e do planalto central e chegar às regiões mais povoadas do Brasil”, apontou.

O arbovírus oropouche – vírus transmitido por um mosquito, como o zika e a febre amarela –, mais comum nas Américas do Sul (principalmente na Amazônia) e Central e no Caribe, se adaptou ao meio urbano e tem estado cada vez mais próximo das grandes cidades brasileiras.

Além do Brasil, casos de febre oropouche, como a doença é chamada, foram relatados no Peru e em países do Caribe. Aqui, o vírus foi isolado em aves no Rio Grande do Sul e em macacos em Minas Gerais, onde foi detectada a presença de anticorpos neutralizantes – que ativa o sistema imunológico para combatê-lo – em um deles, e em Goiás.

Em seres humanos, em 2002, pesquisadores do Departamento de Biologia Celular, da Faculdade de Medicina de  Preto da USP, diagnosticaram 128 casos de pessoas infectadas em Manaus.

Sintomas semelhantes à dengue

Os pacientes apresentavam os sintomas típicos da infecção, como febre aguda, dores articulares, de cabeça e atrás dos olhos. Três deles desenvolveram infecção no sistema nervoso central.

A princípio, todos os pacientes identificados com a doença receberam o diagnóstico de dengue, uma vez que os sintomas são parecidos. Por esse motivo, os pesquisadores têm alertado sobre a incidência da febre oropouche em casos de suspeita de dengue.

Imunodepressão

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a associação do vírus em pessoas imunodeprimidas. Um paciente, por exemplo, tinha neurocisticercose – infecção do sistema nervoso central pela larva da tênia (Taenia solium) – e outro, aids.

“Isso mostra que algumas doenças de base ou imunodepressão podem facilitar que o vírus chegue ao sistema nervoso central”. É algo que quase ninguém pensa ao tratar de uma arborvirose e é preciso considerar essa possibilidade.”, explicou Figueiredo.


Fonte: Veja.abril.com.br

Ceará tem 4,8 mil novos casos de chikungunya confirmados em uma semana



Ceará tem 102 municípios com epidemia de chikungunya.


Em uma semana, foram confirmados 4.861 novos casos de chikungunya, passando de 54.096 para 58.957 ocorrências. A taxa de incidência dos casos suspeitos de chikungunya no Ceará é de 1.099,4 casos por 100 mil habitantes, o que se configura como epidemia da doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), incidência de 300 casos para cada 100 mil habitantes já é considerado como estado epidêmico. O Ceará tem 102 municípios com epidemia de chikungunya.

General Sampaio, no Norte do Ceará, tem a situação mais crítica no país, com 5.054,8 casos para cada 100 mil habitantes, 23,2 vezes o índice epidêmico da OMS. Também aparecem em situação preocupante Acarape, Reriutaba, Caucaia, Maranguape e Fortaleza. As informações são do Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (21), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).

Dos casos confirmados, 67,7% (39.931) concentraram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos e o sexo feminino foi predominante em todas as faixas etárias à exceção dos menores de um ano e daqueles com idades entre cinco e 14 anos. Segundo a Secretaria de Saúde, a chikungunya está presente em 147 dos 184 municípios cearenses.

Em 2017, foram confirmados 51 óbitos por chikungunya, sendo 30 (58,8%) do sexo masculino e 21 (41,2%) do sexo feminino, com idades entre 10 dias e 94 anos residentes nos municípios de Acopiara (1), Beberibe (2), Caucaia (3), Fortaleza (40), Maranguape (2), Morada Nova (1), Pacajus (1) e Senador Pompeu (1).

De acordo com especialistas, nas residências estão 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Para o médico infectologista Ivo Castel Branco, é necessário o engajamento da população no combate ao foco do mosquito transmissor. "Se você tiver 1% dos domicílios com foco do mosquito e tiver gente que nunca teve a doença, eu já posso ter uma epidemia. Conclusão: nós não vamos controlar tão cedo isso aí”.


Aedes aegypti
A grande quantidade de criadouros é principal fator que favorece a propagação do mosquito. De caixas d’água a vasos de plantas, de pneus a tampinhas de garrafa, qualquer lugar com água parada pode servir para a fêmea botar os ovos. A fêmea contaminada tem a capacidade de transmitir os vírus aos ovos, ou seja, os mosquitos já nascem infectados. Isso multiplica as chances de propagação.

Mas nem a falta de água consegue barrar a reprodução do mosquito. Os ovos do Aedes aegypti têm a capacidade de sobreviver em recipientes secos por até um ano. Eles ficam adormecidos e basta terem contato com um pouco de água para eclodir. Então, não basta evitar de deixar água parada dos recipientes. Recomenda-se também limpar bem suas paredes.

De acordo com especialistas, se forem eliminadas todas as larvas, pupas e adultos de um lugar, a população do mosquito pode se recuperar em apenas duas semanas, graças aos ovos. Assim que eles têm contato com água, continuam a se desenvolver.


Sequelas
A infecção pelo chikungunya causa dores terríveis não apenas durante os dias em que o vírus está circulando no corpo da pessoa que o contraiu, mas por muito tempo depois da "cura". Em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febre, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos.

Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo. Mas mesmo com o fim da viremia - período em que o vírus circula no sangue - a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses.

De acordo com especialistas, em cerca de 40% dos casos, os sintomas tornam-se crônicos e podem permanecer por anos. Entre as sequelas da doença, são apontadas inflamação crônica nas juntas, dormência nos membros, câimbras e dificuldades de caminhar, doenças reumatoides, como a artrite. Além disso, também pode desestabilizar doenças cardíacas, problemas renais e diabetes.


Fonte: http://www.folhamt.com.br






segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ter um pet aumenta o número de pragas em casa?


Ter um pet ou animalzinho de estimação nas residências hoje em dia é cada vez mais frequente. As empresas que cuidam de pets e comercializam itens para esses animais estão crescendo numa velocidade exponencial. O faturamento do mercado pet mundial é, hoje, de US$ 102,2 bilhões, valor alcançado graças ao 1,56 bilhão de animais de estimação. O Brasil é o terceiro maior, com 5,3% desse valor, atrás dos Estados Unidos (42%) e do Reino Unido (6,7%). O Brasil tem também a 4ª maior população de pets do mundo.


Os animais domésticos foram elevados a uma  categoria ligada à saúde: em muitos países, como nos Estados Unidos, as pessoas adotam animais de estimação para controlar doenças psicológicas, como a síndrome do pânico, que tem fundamentos psicológicos e biológicos, depressão além dos requisitos mais comuns desses animais que são atuar como cão guia para cegos e outras atividades de suporte para o qual são treinados.
De qualquer forma, não importa o animal que se tenha em casa, o importante é saber em que grau a presença de um cachorro, gato, pássaro pode influenciar na presença de pragas urbanas dentro de casa.

Os famosos desenhos do Tom & Jerry  mostram-nos uma luta sempre ferrenha entre gato e rato, o primeiro correndo atrás do segundo sempre.  Interessante que o camundongo nunca morre. Ele sofre a perseguição implacável do gato, porém ao final de cada desenho ou um ou outro ganham uma batalha provisória, porém nunca a derrota definitiva. Na natureza isso também pode acontecer. Usar um gato como exterminador de ratos pode ser uma boa solução somente quando se restringe o oferecimento de alimento para o gato, assim ele não tem outra alternativa a não ser caçar ratos ou passarinhos.

O tipo de moradia em que o pet vai viver também é um diferencial importante. Se o pet vai viver numa casa, com quintal, jardim é uma situação; se ele vai viver num apartamento é outra situação bem diferente.

Uma casa sempre está mais vulnerável à presença de pragas do que um apartamento. A casa tem contato mais próximo com áreas urbanas, vizinhança, terrenos, praças, redes subterrâneas de esgotos e de águas servidas. Se essa casa tem um cachorro ou gato, ou mesmo pássaro em gaiolas vai chamar a atenção de muitas pragas ao redor.

A principal delas é o rato. Os ratos são especialistas em perceber oportunidades de obter alimento e os pets são alimentados em geral com rações balanceadas para garantir a sua saúde. Eventualmente, um cachorro pode perceber a presença de um rato e correr atrás dele para tentar pegá-lo, mas um gato vai ser mais cauteloso, a não ser que ele esteja com muita fome. Isso quer dizer que usar um gato como exterminar de ratos pode não ser a melhor alternativa de controle.

Um outro detalhe importante é o armazenamento do alimento deste animal que deve ser feito em caixas bem fechadas para impedir a saída de odores e a atração de ratos.

Uma casa é também mais vulnerável à entrada de ratos pelos vasos sanitários. Os relatos são muito frequentes  de pessoas que sofrem com esse tipo de visita desagradável.

Temos ainda que considerar a colocação dos dejetos desses animais. Nesse caso gatos merecem uma maior atenção com a higiene. A areia deve ser trocada com frequência pois os odores exalados pelos dejetos são muito atrativos para diversos tipos de moscas, principalmente as moscas comuns que vão depositar seus ovos nas fezes destes animais e depois pousar sobre os alimentos e assim estabelecer uma contaminação cruzada. E, por incrível que pareça, neste caso apartamentos são tão vulneráveis a esta infestação quanto casas.

Um terceiro inseto praga muito comum para quem mantém animal doméstico em casa são pulgas e mais recentemente os carrapatos. Estes últimos estão invadindo as residências e criando altas infestações que precisam ser tratadas com inseticida e por profissionais bem experientes.

Chegamos à conclusão que ter um animal de estimação em causa é um ato de muita responsabilidade que requer atenção e cuidado com o animal com vacinas, atendimento veterinário. O impacto nas populações de pragas urbanas é real e demanda cuidados preventivos para evitar que se tenha uma população de animais indesejados no ambiente doméstico.

Lucia Schuller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Novo artigo na revista CIPA

Já está circulando  o exemplar de julho da Revista CIPA. Neste mês em minha coluna abordo o tema Controle de Roedores.



Lixo é só o começo webserie