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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DOCUMENTAÇÃO - UM CASO SÉRIO - parte 2


DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO II



A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico.

A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma.

Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido, porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa".

Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT? 

Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário. A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições do conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.

Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT  "responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.

O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação.

Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.

Lucia Schuller

Bióloga e Mestre em Saúde Pública

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

INSETOS EM RODAPÉS? ISSO EXISTE?



PRAGAS NÃO VIVEM EM RODAPÉS. 

VOCÊ AINDA COMPRA SERVIÇOS QUE INCLUEM UNICAMENTE O CHAMADO CORDÃO NO RODAPÉ? 

NÃO HÁ PRAGAS EM RODAPÉ A NÃO SER CUPINS.

ESSE TRABALHO É MAIS FÁCIL, BARATINHO E  "SATISFAZ" O CLIENTE. 

O CLIENTE ACHA QUE ESTÁ COMPRANDO UM SERVIÇO MAS ESTÁ MESMO É JOGANDO DINHEIRO FORA. 

VEJA A EXPLICAÇÃO DESSE ASSUNTO ABAIXO


Um lembrete da ABC EXPURGO. Aplicar inseticida em rodapé é muito discutível. No rodapé não há bichos ou pragas, a não ser cupins, porém esses não são combatidos com esse tipo de aplicação. 

Essa informação é importante pois trata-se de uma prática muito antiga que fazia sentido quando os produtos aplicados eram os clorados, que deixavam residuais prolongados e esperava-se assim, que os insetos ao passar pelos cantos, adquirissem partículas do inseticida. Os clorados foram abolidos no Brasil na década de 80 e , portanto, não há o menor sentido em usar essa "técnica". Os inseticidas modernos todos têm baixo residual.

Sempre que usamos um inseticida temos que ter em mente que praga queremos combater e onde ela se esconde. Essa idéia de que o inseto passa por cima do inseticida e morre é uma falácia e as grandes empresas usam esse argumento nos seus anúncios por que são poderosas e tudo podem.Ninguém contesta. 

Mas a investigação científica e as próprias empresas sabem que as drogas inseticidas usadas hoje e suas formulações são sensíveis à luz, sabões, limpeza, etc e essa história de baratinha passar e cair de perninha para cima só acontece em laboratório com condições controladas. Na vida real os resultados são muito diferentes. É uma pena que essa informação é pouco difundida e os consumidores acabam comprando gato por lebre.

Portanto, na hora em que for preciso adquirir um serviço de aplicação de inseticidas é bom perguntar o porque da aplicação em rodapés e por que não aplicar nos focos onde os insetos estão localizados.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Receita de Repelente de Mosquitos

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

JOGOS E MATERIAIS EDUCATIVOS FEITOS PELA FIOCRUZ


Jogos e materiais educativos

Diversas unidades da Fiocruz desenvolvem atividades e materiais interativos e educativos voltados a estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde. Entre os produtos estão livros, boletins, jogos, projetos audiovisuais e multimídias.

Com enfoque na ciência e na saúde, são elaborados como recursos educativos lúdicos e dinâmicos. A ideia é partir da curiosidade, do questionamento e da exploração das experiências, para ampliar a sensação de realização pessoal pelo aprendizado.

Os laboratórios de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) desenvolvem uma série de projetos de educação em saúde. Integram tais iniciativas alguns projetos audiovisuais, multimídias, jogos de tabuleiro e eletrônicos, boletins informativos, entre outros. Disponíveis para download no site do IOC – no link “Educação em saúde” - os materiais são voltados para o desenvolvimento e avaliação de novos recursos educativos.

Museu da Vida também participa ativamente dessa produção. O Invivo, misto de museu virtual e revista de divulgação científica, é um espaço on-line de caráter interativo. Outra ação é a rádio Electron, que mantém um bate-papo sobre temas de ciência e tecnologia. Interessados em adquirir os materiais encontram mais informações no site do Museu.
Como parte da iniciativa, o projeto Vida e saúde no campo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), disponibiliza diferentes materiais audiovisuais e impressos.  Exemplo disso é a criação do Jogo dos Amigos do Meio Ambiente (Jama), desenvolvido pela pesquisadora Rosane Curi. Essa proposta diverte e ensina jovens e adolescentes, com incentivos a reflexões sobre a relação meio ambiente, saúde, trabalho agrícola e agrotóxicos.

O jogo educativo-cooperativo está em formato impresso e foi distribuído gratuitamente, enquanto um estudo de recepção, com objetivo de obter avaliação em escolas no meio rural em diversos estados do Brasil. Foi enviado também aos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador e algumas unidades de saúde da família que atuam em áreas rurais.
Ainda parte do projeto Vida e saúde no campo, outros produtos, como vídeo, programa de rádio, músicas e livros de histórias foram distribuídos para 1.000 equipes de saúde da família atuantes em áreas rurais de todas as regiões do país.

Em congruência com as ações de educação em saúde, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) também produz materiais como livros, vídeos, e até mesmo um Dicionário de Educação Profissional em Saúde. Todos estão disponíveis no site da Escola, no link Publicações – Materiais educativos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ABC Expurgo - DENGUE, ZICA, CHIKUNGUNYA - Dengue, Zica e Chikungunya

DOCUMENTAÇÃO: UM CASO SÉRIO Parte 1

AO CONTRATAR UMA EMPRESA DE CONTROLE DE PRAGAS EXISTEM ALGUNS PRÉ-REQUISITOS QUE TÊM SIDO DIVULGADOS NA MÍDIA CONSTANTEMENTE, MAS APESAR DISSO, ESSES DOCUMENTOS AINDA NÃO SÃO DEVIDAMENTE ANALISADOS PELAS EMPRESAS E PODEM GERAR FUTURAMENTE INESPERADAS SITUAÇÕES DESAGRADÁVEIS. 

Um caso clássico. A empresa X foi atendida por uma empresa que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave.
O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.

Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado.
Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.

A Licença de Funcionamento é concedida pela autoridade sanitária do Município (no caso de Vigilância estar municipalizada) ou pelo Estado. Não são válidas licenças de outros Estados ou de outros Municípios que não correspondam à sede da empresa que está sendo contratada.

Peçam sempre uma cópia atualizada da Licença de Funcionamento e verifiquem esse detalhe.





Alguns Municípios têm solicitado a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores.
Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.

Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas.

Desconfiem de empresas cujo RT nunca está presente!!!!

Exijam também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.
Segundo informações da propria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real.
Atualmente a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA) atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não conformidade pode ser detectada pelo Sistema.
Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma unica Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.

Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença. Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nas próximas edições. Se os leitores têm algum assunto que desejam seja discutido, podem enviar-nos uma mensagem.

Lucia Schuller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Visitando a ABC Expurgo