Páginas

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quatro cidades da região estão em estado de alerta para a dengue Levantamento aponta risco de surto da doença em Guarujá, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente


Quatro dos nove municípios da Baixada Santista estão em sinal de alerta para um possível surto de dengue a partir do final deste ano. São eles: Guarujá, Itanhaém, Peruíbe e São Vicente. Esse cenário foi verificado pelas equipes das secretarias municipais de Saúde no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado em todos os municípios da Baixada Santista, no mês passado.

Os resultados obtidos por A Tribuna constam no site da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, mas devem ser divulgados oficialmente pelo Ministério da Saúde ainda este mês.

No caso das localidades citadas, o LIRAa ficou entre 1 e 3,9, ou seja, de 1% a 3,9% dos domicílios vistoriados pelos agentes de combate às endemias continham as larvas do inseto.

Peruíbe teve o pior resultado da região, com índice de 3,3. Na sequência, aparecem Guarujá, com 2,5, São Vicente (1,7) e Itanhaém (1,5). 

Na Avaliação de Densidade Larvária (ADL), semelhante, feita em julho deste ano – chamada de Índice de Breteau –, Guarujá não tinha recebido o sinal amarelo, ao contrário de Praia Grande e Mongaguá, que apresentaram resultados melhores agora (0,8 e 0,3, respectivamente).

Ambos os municípios tiveram a classificação satisfatória (quando o resultado é abaixo de 1). O mesmo ocorre com Bertioga (0,4) e Santos (0,5). Cubatão não fez o LIRAa.

Esses resultados representam uma média dos setores fiscalizados. Por exemplo: há áreas de São Vicente, Peruíbe, e Guarujá que tiveram resultados superiores a 4, o que demonstra um alto risco de surtos de dengue.

A partir desses resultados, as equipes municipais de Vigilância conseguem identificar os bairros mais críticos e os principais focos de reprodução do mosquito nesses locais. Assim, é possível melhorar o trabalho de prevenção.

Em razão das altas temperaturas normalmente registradas nas últimas semanas de cada ano, o ciclo do mosquito pode cair para apenas 12 dias. Quando o clima está ameno, esse período é de cerca de 30 dias.

O que dizem as prefeituras?

Para Bertioga, o bom resultado do LIRAa está atrelado à acentuada queda nos casos de dengue, conforme apontam relatórios do ADL anteriores feitos este ano. Já Cubatão justificou que não participou do LIRAa.

Guarujá informou que as características geográficas da cidade, como morros e áreas de mata, sempre contribuíram para um alto índice do LIRAa. Porém, a Administração destacou que o dado aferido é um dos mais baixos, se comparado ao de anos anteriores.

Itanhaém entende que os índices verificados apontam que agentes de vetor têm encontrado recipientes, mas não foram registrados o aumento dos números de larvas positivas. 

Conforme Mongaguá, o índice do LIRAa é satisfatório. “Não baixamos a guarda, pois o trabalho de combate ao Aedes aegypti é realizado o ano inteiro”. A prefeitura de Peruíbe não fez comentários a respeito do resultado do levantamento.

O Departamento de Saúde Ambiental de Praia Grande entende que o índice LIRAa ficou dentro do espuna.com.brerado. Com base nos dados, as ações serão intensificadas, como a visita dos agentes nas casas e estabelecimentos, conscientização nas escolas e outros espaços públicos entre outros.

A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras, acredita que o resultado do LIRAa deste ano foi “excelente”. Na avaliação da servidora, os números comprovam que o município está fazendo a “lição de casa”.

Na visão dela, a população está mais consciente para evitar a proliferação do Aedes aegypti. “Acho que o nosso grande segredo é desenvolver ações durante todo o ano. Há alguns anos não havia essa preocupação. A dengue deixou de ser uma doença sazonal”, afirmou. Segundo São Vicente, os dados do ADL e LIRA vêm sendo observados sistematicamente e norteiam as ações referentes ao grau de infestação, estratificado por área e quais os principais criadouros por área. 

Fonte: www.atribuna.com.br

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sem manutenção, faixa de dutos atrai escorpião e rato em Santo André




A autônoma Ana Paula Guimarães Oliveira, 33 anos, ganhou nova preocupação há um ano: evitar que o filho de 3 anos brinque no quintal do imóvel. Isso devido à presença de insetos e até mesmo ratos, fruto de falta de manutenção em faixa de duto localizada próximo à residência da moradora, na Rua dos Professores, no Jardim Santa Cristina, em Santo André.

O terreno, de propriedade da Transpetro, está tomado pelo mato alto e já acumula água parada. Sem limpeza, a sujeira passou a atrair até mesmo animais peçonhentos, como é o caso de escorpiões. Com a proximidade do verão (que começa em 21 de dezembro), aumenta o receio em relação à dengue, tendo em vista que há possibilidade de o mosquito transmissor da doença circular pelo local.

Ana Paula diz que a situação é rotineira. “A gente liga várias vezes (para a Transpetro) e não resolvem. Enquanto um joga para o outro o tempo passa. Não deixo meu filho brincar aqui fora e a porta vive fechada. Ele fica da cozinha para lá porque não sabemos o que pode acontecer”, lamenta. 

A dona de casa Filomena Garcia Pereira, 74, destaca ter observado, há alguns dias, escorpião. “Está muito sujo e a gente convive com carrapatos e pernilongos. Estou cansada de falar e não adiantar nada. Fez um ano em outubro que limparam pela última vez”, critica. 

A cabeleireira Mislene do Carmo, 38, chegou ao local há apenas sete meses, mas já reclama da situação. “Tem de arrumar e tirar o mato. Já apareceu escorpião, mas imagina os ratos”, aponta.

A Transpetro informou, por meio de nota, que vai providenciar a limpeza da faixa de dutos citada. A empresa ressaltou ainda que possui o telefone 168, “canal pelo qual os moradores vizinhos às instalações podem contribuir, seja no envio de críticas, sugestões ou comunicando qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos ou em terrenos próximos”. 


Fonte: DGABC Diário do Grande ABC

sábado, 11 de novembro de 2017

Sobre a febre amarela


Fonte: R7

Vacinação contra febre amarela pode ser ampliada, diz ministro



O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em 9 de novembro que se as suspeitas de febre amarela na capital paulista forem confirmadas, a vacinação poderá ser ampliada na cidade. Três macacos com a doença morreram na zona norte da cidade, mas nenhum caso foi notificado em humanos. A prefeitura, atualmente, investiga seis pacientes que apresentam os sintomas da doença – um deles vindo da África. Barros participou do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

“Se for o caso, vamos ampliar as áreas aqui em São Paulo, porque há uma migração da doença. Mas vamos ter que ter muita tranquilidade, calma, para que não haja uma busca desnecessária pela vacinação. Havendo necessidade e procura pela população, as vacinas estarão disponíveis”, afirmou o ministro, ao participar do Seminário Organizações Sociais de Saúde, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Os resultados dos casos suspeitos da doença na cidade devem sair em aproximadamente 10 dias. “Os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os de outras doenças. O fato é que, em função dos episódios do ano passado, há um excesso de zelo, vamos dizer assim. A nossa vigilância vem evitar que aconteça uma a epidemia, como no ano passado”, disse Barros

A vacinação contra a febre amarela em São Paulo foi intensificada, abrangendo um cinturão de 500 metros em torno dos parques Horto Florestal e Anhaguera, na zona norte, onde macacos infectados foram encontrados. Ontem, a prefeitura anunciou que mais seis postos de saúde entraram na campanha, elevando para 43 o total de endereços disponíveis na região.

fonte: Agência Brasil

09.11.17 - 12h23

Justiça condena franqueada do McDonalds a indenizar cliente que encontrou escorpião em sanduíche


Decisão da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte foi questionada por recurso e confirmada pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Por G1 MG, Belo Horizonte
09/11/2017 19h15  Atualizado há 19 horas

A Justiça condenou uma loja fraqueada do McDonalds, em Belo Horizonte, a indenizar um cliente que encontrou um escorpião morto dentro de um sanduíche vendido no local. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o cliente deve receber o valor do sanduíche e R$ 5 mil por danos morais.

O caso ocorreu em 2012. Na época, o homem comprou o lanche em uma loja da rede localizada no bairro Cidade Nova, na Região Noroeste da cidade, e levou para a oficina mecânica onde trabalhava. Ao ingerir o alimento, percebeu que havia um escorpião morto na comida.

Conforme informa o processo, ele voltou a loja para reclamar e foi convidado por um funcionário a verificar as condições de higiene no local, mas preferiu recusar a visita e registrar boletim de ocorrência.

De acordo com o Tribunal, “a empresa argumentou que todo o processo de preparação dos lanches sofre rigorosos procedimentos de higienização, o que tornava impossível que o escorpião proviesse do estabelecimento. Segundo a franqueada, o local onde o consumidor trabalha oferecia as condições adequadas para o desenvolvimento desse animal”.

Ainda de acordo com o TJMG, a decisão do juiz Sebastião Pereira dos Santos Neto, da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte, foi questionada por recurso e confirmada pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A Justiça, porém, manteve a condenação “sob o fundamento de que o fornecedor tem responsabilidade objetiva sobre o produto que comercializa, ou seja, é responsável por ele independentemente de culpa”.

A decisão foi divulgada pelo TJMG na quarta-feira (8), uma semana após a publicação da decisão.

Procurada pelo G1, a assessoria do MCDonalds em Belo Horizonte confirmou e informou "que não comenta decisões judiciais e reitera que segue rígidos padrões de higiene e segurança alimentar”.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ESCORPIÕES E TRATAMENTO EM CASO DE ACIDENTES

Escorpiões são artrópodes (pernas articuladas) pertencentes à Classe Arachnida (por apresentar quatro pares de pernas) e Ordem Scorpiones, de distribuição geográfica bastante ampla, estando presentes em todos os continentes, exceto na Antártica. 

Atualmente ocorrem 19 famílias distribuídas em todo o mundo. 

Os gêneros que causam os mais graves acidentes são: Androctonus e Leiurus (África setentrional), Centruroides (México e Estados Unidos) e Tityus (América do Sul e Ilha de Trinidad). No Brasil ocorrem quatro das 19 famílias existentes, sendo que apenas a Família Buthidae, que contém as espécies do gênero Tityus, apresenta espécies de importância em saúde pública.

Acidente escorpiônico ou escorpionismo é o quadro de envenenamento provocado pela inoculação de veneno através de aparelho inoculador (ferrão ou télson) de escorpiões. De importância em saúde pública no Brasil são os representantes do gênero Tityus, com várias espécies descritas:

T. serrulatus (escorpião-amarelo): com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, exceto na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano;




T. bahiensis (escorpião-marrom): encontrado na Bahia e regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil;




T. stigmurus (escorpião-amarelo-do-nordeste): espécie mais comum do Nordeste, apresentando alguns registros nos estados do Paraná e Santa Catarina;




T. obscurus (escorpião-preto-da-amazônia): encontrado na região Norte e Mato Grosso.



De acordo com a distribuição das espécies de escorpiões encontradas no país, pode haver variação regional nas manifestações clínicas. Porém, de modo geral, o envenenamento escorpiônico determina alterações locais e sistêmicas, decorrentes da estimulação de terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo. A grande maioria dos acidentes é leve e o quadro local tem início precoce e duração limitada, no qual adultos apresentam dor imediata, eritema e edema leves, piloereção e sudorese localizadas, cujo tratamento é sintomático. Mioclonias e fasciculações são descritas em alguns acidentes por T. obscurus. Já crianças abaixo de 7 anos apresentam maior risco de alterações sistêmicas nas picadas por T. serrulatus, que podem levar a casos graves e requerem soroterapia específica em tempo adequado.


Aspectos clínicos

Dor local imediata e de intensidade variável, podendo irradiar-se até a raiz dos membros. Hiperemia e edema discreto, piloereção, sudorese e frialdade podem estar presentes no local ou em todo o membro atingido. Durante alguns dias pode permanecer no local da inoculação hiperestesia ou parestesia. De forma sistêmica pode ocorrer midríase, arritmia cardíaca, taquicardia, hipertensão arterial, edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca e choque. A descarga adrenérgica leva à hiperglicemia e leucocitose e contribui também para a hipopotassemia. A descarga colinérgica provoca miose, bradicardia, arritmias, hipotensão arterial, aumento das secreções lacrimal, nasal, salivar, pancreática, gástrica, brônquica, sudorípara, tremores, piloereção, espasmos musculares, contribuindo para o aumento da amilase sanguínea. Nos acidentes causados por T. obscurus têm sido relatados também quadros neurológicos com mioclonias, dismetria, disartria, ataxia, parestesias, hiperreflexia.

O tratamento, quando necessário, é feito com o soro antiescorpiônico (SAEsc) ou o soro antiaracnídico (Tityus, Phoneutria e Loxosceles - SAA).

Aspectos laboratoriais

Não existem exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico.

Sangue: Hiperglicemia, leucocitose e hipopotassemia ocorrem precocemente após o acidente nos acidentes moderados e graves. Quando ocorre comprometimento cardíaco detecta-se aumento das enzimas (CK-MB, TGO, LDH e Troponina I, esta principalmente nos casos mais graves) nas dosagens seriadas. Geralmente observa-se distúrbio do equilíbrio ácido/básico do tipo misto, com acidose metabólica e alcalose respiratória, e nos casos mais graves acidose respiratória.

Urina: nos casos moderados e graves, glicosúria, às vezes, cetonúria.

Eletrocardiograma (ECG): As alterações mais encontradas são taquicardia ou bradicardia sinusal, extrassístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST), marcapasso mutável, prolongamento de QT corrigido e bloqueio de condução diversa. Estas alterações são reversíveis dentro de 3 a 7 dias do acidente, dependendo da gravidade.

Radiografia de tórax: Pode evidenciar aumento da área cardíaca e sinais de edema pulmonar agudo (EPA), eventualmente unilateral.

Ecocardiografía (ECO): Tem demonstrado, nas formas graves, hipocinesia transitória do septo interventricular e da parede posterior do ventrículo esquerdo, diminuição da fração de ejeção, regurgitação da válvula mitral e dilatação de câmaras cardíacas.

Tomografia cerebral computadorizada: Pode ser útil na suspeita de acidente vascular cerebral ou outras complicações neurológicas.

Aspectos ambientais

A adaptação ao meio antrópico facilita a ocorrência maior desse tipo de acidente no meio urbano, vitimando fatalmente, na maioria dos casos, crianças. A forma mais adequada de se evitar o aparecimento de escorpiões nas residências é evitar o acúmulo de detritos no terreno, principalmente aqueles que possam atrair baratas, preservar seus inimigos naturais, como corujas, pequenos macacos, quatis, lagartos e sapos; e vedar frestas, vãos e ralos que permitam a entrada desses animais. O crescimento desordenado das cidades muitas vezes não é acompanhado por uma infraestrutura de saneamento, resultando em acúmulo de lixo e proliferação de baratas. Esses acabam atraindo escorpiões para dentro das residências, onde procuram abrigo e alimento, aumentando no número de acidentes.



NOTA INFORMATIVA - Alerta aos serviços de saúde e de vigilância das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde sobre os riscos de acidentes por animais peçonhentos nos meses de verão.

Fonte: Ministerio da Saude, Brasil.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

As portas do verão recepcionando as pragas urbanas