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segunda-feira, 21 de julho de 2008

DVD CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS


CIP - CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS


Apresentação: Lucia Schuller

AGORA TAMBÉM EM DVD


A primeira produção da Coleção SOPRAGAS, CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS está disponível em DVD.

O DVD CIP - Controle Integrado de Pragas aborda a temática passo a passo, com exemplos práticos de atitudes que podem ser mudadas para obter a excelência em um programa de Controle Integrado de Pragas.O formato em DVD permitiu a divisão em capítulos para facilitar o uso desta ferramenta de treinamento.

Todas as cenas foram filmadas em locações industriais com o necessário realismo. As filmagens de pragas foram obtidas nas dependências do Museu Vivo Bicho Pau.

O DVD CIP foi elaborado com o objetivo de fornecer ao mercado um produto que seja útil no treinamento e reciclagem de funcionários para reforçar o conceito de controle integrado de pragas e sugerir alternativas não químicas. A idéia central é captar a colaboração de todos através da conscientização das várias etapas do CIP, que são: Inspeção, Educação, Higienização, Construção, Manutenção, Exclusão, Pesticidas e Monitoramento.

O DVD CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS pode ser aplicado e utilizado em empresas, hospitais, indústrias de alimentos, indústrias de medicamentos, restaurantes industriais, restaurantes comerciais e muitos outros segmentos no decorrer da implantação de um Programa CIP (Controle Integrado de Pragas) ou MIP (Manejo Integrado de Pragas).

Pode ser utilizado em SIPATs além de auxiliar em vários cursos de graduação que necessitem abordar esse tema na grade curricular.

Sua linguagem é acessível sem, no entanto, perder qualidade de conteúdo e a sua duração é 20 minutos.


Esse vídeo é o resultado da experiência da bióloga Lucia Schuller que tem mais de 34 anos de trabalho no controle de pragas em grandes áreas.

Lucia Schuller é bióloga, Mestre em Saúde Pública (Universidade São Paulo) e Especialista em Entomologia Urbana pela UNESP-SP.

Para ver um clip resumido do video, clique aqui.


Valor do investimento - R$ 96,00 + despesas de frete sedex.

Todas as Instituições de Ensino terão um preço especial reduzido de
R$ 60,00 por cópia + despesas de frete sedex.

Os pedidos poderão ser feitos através do site www.sopragas.com.br ou pelo email lucia@sopragas.com.br.

Ou então pelo telefone 11 4330-6644 ou ainda através do fax 11 4330-6599.



domingo, 20 de julho de 2008

ENTREVISTA NO PROGRAMA JÔ SOARES DA TV GLOBO



LUCIA SCHULLER NO JÔ SOARES

Essa foi uma das várias entrevistas que a bióloga Lucia Schuller concedeu nestes últimos anos de trabalho intenso com a mídia. Graças a este trabalho, muitas pessoas podem clarear questões a respeito do controle de pragas nas áreas urbanas e resolver seus problemas com as pragas urbanas sem a necessidade imperiosa de utilizar os recursos químicos.
Nessa ocasião Lucia Schuller teve a oportunidade de falar de seu trabalho de pesquisa com formigas urbanas na Faculdade de Saúde Pública da USP.



CONTROLE DE ROEDORES COM RATICIDAS


Utilizar raticidas dentro de uma indústria ou qualquer outro ambiente urbano não é uma atividade tão simples como parece. Se assim fosse, bastaria que qualquer pessoa fosse até uma loja especializada, comprasse o raticida, distribuísse e pronto, resolvido o problema.

Nos dias de hoje essa utilização deve seguir determinados procedimentos elaborados pela empresa que presta esse tipo de serviço. Lembrando que o uso de raticidas é somente uma parte integrante de um todo que é o controle integrado de pragas.

Na verdade, existem outros aspectos mais relevantes para o controle dessa praga do que o raticida em si. O uso de barreiras, o saneamento do meio, o gerenciamento adequado do lixo, a manutenção predial, a remoção de equipamentos fora de uso entre muitas outras medidas que devem ser detectadas no momento da vistoria e na manutenção do serviço. Somente a integração de todas as medidas é que poderá gerar sucesso no controle dos ratos urbanos.

Apenas para relembrar temos no Brasil três espécies de roedores que já se habituaram ao convívio humano, chamados na literatura de comensais (que comem à nossa mesa). São elas a Ratazana ou rato de esgotos (Rattus norvegicus), o rato de telhado (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus).

Essas espécies aprenderam nesses milhares de anos de convivência com o homem, a conhecer os hábitos das populações e a incorporá-los aos seus próprios hábitos. Aprenderam como o homem armazena os seus alimentos, aprenderam a detectar os pontos de descarte dos alimentos, e uma característica muito importante, aprenderam a detectar a presença de substâncias nocivas ou venenosas nas misturas que encontram. Em razão disso é possível atribuir em parte o insucesso na utilização de raticidas sem a devida contrapartida ambiental.

Recentemente o filme Ratattouille apresentou um ratinho, o Remy, que tem um paladar especial e cuja tarefa, que ele por sinal odiava, era liberar os alimentos encontrados pela colônia, cheirando um por um para verificar se continham veneno.

O desenho animado procurou apresentar essa formidável estratégia de defesa de uma forma suave.

Na natureza o rato não tem capacidade de vomitar, não tem musculatura adequada nem está fisiologicamente adaptado para esse processo. Sendo assim, ele precisa selecionar e muito bem os alimentos que vai ingerir. O que o herói do desenho animado fazia é traduzido na natureza por ações de defesa, tais como cheirar a pelagem e o hálito dos companheiros de colônia para identificar os alimentos seguros; os filhotes cheiram o hálito de suas mães a observação de outros companheiros, o alfa e os menos importantes na colônia.

Na prática, a utilização de raticidas é eficaz, não há dúvida, mas depende muito da escolha do princípio ativo e da formulação adequadas, da localização do raticida, da quantidade distribuída, da competitividade com outros alimentos, da durabilidade do produto, da sua atratividade para os roedores presentes. É fácil iscar uma área como o lixo, onde o alimento disponível já está degradado ou em processo de degradação e não apela muito para o roedor. A isca fresca e bem acondicionada pode ser mais interessante. Difícil é iscar uma área de armazenagem de alimentos com leite em abundância, creme de leite, grãos, biscoitos, massas, e outros alimentos que apetecem muito mais e, o que é mais importante, já foram percebidos no hálito de outros companheiros da colônia e são considerados seguros do ponto de vista tóxico.

É por isso que cada situação para controle de roedores é individual e vão requerer intervenções diferentes dependendo das mudanças ambientais, das mudanças em vizinhança e muitos outros fatores que acabam impactando as populações de roedores.

Sem dúvida alguma sem analisarmos todos esses aspectos e sem tomarmos todas as ações necessárias, o controle de roedores será sempre uma pedrinha no nosso sapato.

Lucia Schüller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública
Especialista em Entomologia Urbana