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domingo, 27 de dezembro de 2009

SAUVAS - UMA SOCIEDADE DE FORMIGAS PARTE 1

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pombos Urbanos

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A CONTRATAÇÃO DE UM RT


A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias , o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma.

Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa".

Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT?

Por muitos anos se considerava o RT ideal o quimico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário.

A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições de conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.

Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos quimicos por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que inclusive é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT ...responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados. O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizados nos serviços. É ele quem deve decidir quando à uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acôrdo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e , portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possivel rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.

Lucia Schuller
Bióloga

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O POMBO PAULISTA

A MIDIA IMORTALIZOU O POMBO PAULISTA COMO UM PERSONAGEM QUE TUDO VÊ E TUDO SABE.

A utilização pela mídia do POMBO PAULISTA mostra nas entrelinhas alguns aspectos de sua ecologia bastante importantes. O Pombo, além de Paulista é oniciente e onipresente, sem ser divindade. Sua presença é tão flagrante e tão expandida que este Pombo Paulista é capaz de saber dos mínimos e mais íntimos detalhes da vida do Paulistano. Ele sabe se o cidadão passa roupa ou não, se toma banho ou não, quanto gasta de energia e outros detalhes interessantes.

A ímagem que a mídia retratou é bem parecida com aquela que nós cidadãos paulistanos observamos todos os dias. Uma ave extremamente adaptada aos hábitos do homem urbano, vivendo às suas expensas com a maior falta de cerimônia, ocupando todos os espaços do homem e suas cercanias.

Os pombos encontraram guarida no ambiente urbano em razão da visão humana de urbanização. Os rococós e trejeitos da arquitetura antiga, moderna, pós modernista e contemporânea não escapam ao olhar atento e vigilante destas aves. Os pombos se aproveitam da falta de costura que existe entre os profissionais arquitetos e controladores de pragas e vão se acomodando por toda a cidade.

O homem, por sua vez, cansado de tanto cimento, nutre estes animaizinhos com o carinho proporcional à sua carência de natureza. Distribuir alimentos é uma prática comum nas cidades e geralmente quem o faz são os mais idosos e as crianças, que se divertem enquanto os pombos disputam as migalhas de pão e batem as asas com vigor, liberando milhões de microrganismos e ácaros que , por sua vez, se alojam nos transeuntes e nos atentos observadores.

Não é raro encontrarmos bandos de pombos que, afeitos à "caridade" das pessoas são mais arrojados e invadem lanchonetes , chegando a subir em mesas para obter o que desejam.

Não podemos também nos esquecer daqueles pombinhos que vivem nos lixões, nas usinas de lixo, dos restos de compostagem e dos restos dos grandes atacadistas e proliferam muito bem nestas condições.

Assim a solução será eliminá-los!? Será que eliminando pombos nós iremos resolver o problema? É interessante observar que em alguns locais mais críticos, na calada da noite (já que matar pombos é proibido por lei) provavelmente algum tipo de eliminação deva ocorrer, pois eles da noite para o dia ficam em minoria por algum tempo, mas logo os bandos estão fortalecidos. Isto sem contar aqueles que se divertem no tiro ao pombo.

Desde que o homem descobriu a primeira molécula eficiente para controlar pragas, o DDT, que ele busca sempre alguma nova utilização para o arsenal quimico que ele produz. Nem sempre controlar pragas é seguir por esse caminho. No caso do pombo, essa é uma realidade.

Assim enquanto não tomarmos medidas realmente adequadas e construtivas para controlar essas aves nós vamos continuar observando o pombo paulista, carioca, pernambucano, paraibano, gaucho, baiano, catarinense, etc, etc, etc.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CONTROLE DE PRAGAS - DOCUMENTAÇÃO UM CASO SÉRIO

DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO



É sabido que analisar documentação não é tão simples como parece e muitas vezes alguns detalhes escapam, o que pode render ao responsável pelo gerenciamento do serviço uma grande dor de cabeça.

Um caso clássico. Uma determinada empresa foi atendida por uma prestadora de serviços de controle de pragas que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave. O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.

Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma, já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado e as licenças em geral têm somente validade dentro do Estado de origem da empresa prestadora.

Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.

A Licença de Funcionamento é concedida pela autoridade sanitária do Município (no caso de Vigilância estar municipalizada) ou pelo Estado. Não são válidas licenças de outros Estados ou de outros Municípios que não correspondam à sede da empresa que está sendo contratada. Peça sempre uma cópia atualizada da Licença de Funcionamento e verifique esse detalhe.

Alguns Municípios têm solicitado inclusive a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores. Isso não é regra geral, mas é uma exigência razoável já que a forma como os produtos químicos são transportados são regulados por lei federal e, em muitos estados, por regulamentos e leis estaduais.

Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.

Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas. Desconfie de empresas cujo RT nunca está presente!!!! Exija também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.

Segundo informações da própria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real. Atualmente a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA) atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não conformidade pode ser detectada pelo Sistema.

Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma única Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.

Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença.

Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nas próximas edições.



Lucia Schuller
Bióloga

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FORMIGAS SÃO VETORES DE MICRORGANISMOS PATOGÊNICOS

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Formigas são, sem sombra de dúvida, importantes vetores ou transportadores de microrganismos patogênicos. Nessa parte da entrevista ao apresentador Jô Soares, Lucia Schuller fala das preferências alimentares das formigas.

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS OU CONTROLE DE PRAGAS?

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS
UMA SOLUÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE E PARA A SEGURANÇA

Em 1962, Rachel Carson, uma bióloga marinha norte americana publicava o seu livro SILENT SPRING (PRIMAVERA SILENCIOSA), nos Estados Unidos. Após essa publicação, uma grande comoção tomou conta do povo norte americano, que passou a ler e discutir, pela primeira vez, na sua história, as questões ambientalistas, o uso indiscriminado de pesticidas, o risco a que as pessoas estão expostas constantemente ao abusar destes produtos.

Dois anos mais tarde, por ironia do destino, ou, simplesmente, porque a sua missão já estava encerrada, Rachel Carson morre, de câncer. Mas o seu legado para a sociedade foi único e fundamental. Suas denúncias de agressões ao meio ambiente bem como das substâncias tóxicas que estavam sendo incorporadas à cadeia alimentar e chegando à mesa de milhões de norte americanos provocaram uma onda de debates e discussões em todas as escolas, universidades e grupos sociais do país.

A Bióloga Rachel Carson foi uma das estimuladoras da criação da EPA (Environmental Protection Agency) (Agência de Proteção ao Meio Ambiente) que veio a ser fundada em 1970. A EPA tornou-se um organismo da maior importância nos Estados Unidos e no mundo, regulando, normatizando, fiscalizando todas as ações, produtos, equipamentos, que pudessem de alguma forma interferir negativamente nas pessoas e no meio ambiente.

O uso de pesticidas é uma atividade legalmente estabelecida nos Estados Unidos, Europa e na maioria dos países. A NPMA (National Pest Management Association) foi fundada por volta de 1935 e atualmente reúne mais de 4.600 empresas nos Estados Unidos e outras 300 empresas sediadas em cerca de 70 países, incluindo o Brasil.

Se cada uma das empresas empregar 10 pessoas que estarão utilizando praguicidas, o que é uma estimativa bem inferior à realidade, podemos supor que há cerca de 50.000 aplicadores no mundo utilizando diariamente, nas estruturas urbanas, piretróides, organofosforados e outros grupos químicos.

No Brasil não há nenhuma estimativa a respeito já que, infelizmente, apesar da nova legislação introduzida no ano de 2000, ainda há uma grande quantidade de “empresas” sem qualquer tipo de registro, sem receberem acompanhamento periódico das equipes de Vigilância Sanitária. Existe uma estimativa de termos no Estado de São Paulo cerca de 3.500 empresas em funcionamento, legalizadas e não legalizadas. Estima-se que somente 10% dessas estejam legalizadas frente à Autoridade Sanitária. Se considerarmos uma média de 5 aplicadores em cada empresa teremos 17.500 aplicadores liberando todo tipo de pesticida de uso profissional nos ambientes urbanos diariamente. Os 90% não legalizados certamente não investem em treinamento, em procedimentos ou qualquer outra ferramenta que garanta a segurança das aplicações e suas atividades expõem a população urbana a malefícios que vão desde intoxicações até acidentes envolvendo bens materiais e pessoas.

Nesta estimativa não estamos considerando o que se consome no mundo em agrotóxicos para garantir alimentação, vestuário e outras commodities importantes para a economia. Se ainda considerarmos o consumo de praguicidas domésticos, podemos concluir que estamos ainda muito dependentes das práticas de combate químico, em detrimento das práticas preventivas.

A primeira reação de uma pessoa ao se deparar com animal pestilento (barata, rato) é eliminá-lo, o mais rápido e eficazmente possível. O que é compreensível. No entanto, é importante considerarmos também que somos provedores e estimuladores destes animais e, portanto, não é suficiente obtermos armas cada vez mais poderosas para exterminá-los. Não precisamos aprender a conviver com eles, mas precisamos controlar a sua presença de uma forma mais perene, mais racional, mais inteligente e mais duradoura, com maior segurança para as pessoas, animais e meio ambiente.

Constantemente recebo emails de pessoas que me narram episódios de horror envolvendo encontros noturnos com ratos que saem de bacias sanitárias, ou com baratas que saem de ralos de escoamento de água. Geralmente, estas pessoas estão muito assustadas e indignadas e querem resolver o seu problema com algum veneno possante. Se falamos para elas que o problema pode ser contornado de outra forma, mais amena, utilizando barreiras físicas, muitas vezes somos mal interpretados.

A CVS nº 9 define o Controle Integrado de Pragas como “um sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas a impedir que vetores e as pragas ambientais possam gerar problemas significativos. Visa minimizar o uso abusivo e indiscriminado de praguicidas. É uma seleção de métodos de controle e o desenvolvimento de critérios que garantam resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico, ecológico e econômico.”

Esse discurso não significa uma apologia à abolição de produtos químicos, já que existem ocasiões em que a sua utilização se faz necessária, especialmente na presença de grandes infestações. O que se propõe é uma mudança de ótica , de visão da questão, buscando opções que proporcionem não somente a redução das infestações mas , também, a busca de

O Controle Integrado de Pragas é uma prática que pode ser adotada por qualquer empresa ou indivíduo e deve ser a opção escolhida na solução dos problemas com pragas urbanas.

Lucia Schuller
Bióloga

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

VETORES E O AMBIENTE DE TRABALHO

AS PRAGAS URBANAS E O AMBIENTE DE TRABALHO


Segurança é a palavra chave. Mas que tipo de relação pode existir entre segurança no ambiente de trabalho e os vetores urbanos? Muito se tem discutido a respeito da real influência que insetos e roedores têm sobre a saúde e segurança do trabalhador. Ainda se questiona sobre a real necessidade de se “investir” em um serviço de controle de pragas.

Na presença das primeiras dificuldades econômicas, geralmente é o item que é imediatamente cortado para redução de despesas. Ou pior, no intuito de se executar um serviço com preços mais módicos, o trabalho é entregue a um funcionário da própria empresa, alguém da faxina talvez, que nenhum treinamento possui para executar tal tarefa. Esta pessoa passa a ser responsável pela aplicação de produtos tóxicos e consequentemente, pela segurança de todos que utilizam aquela área. A partir desta nova incumbência a questão não é mais somente a presença de pragas, mas modifica-se e agrava-se pelo risco no uso de produtos quimicos.

A primeira questão é: Qual a importância das pragas para o ambiente de trabalho?

Lá passamos a maior parte de nossas vidas e os melhores horários de nosso dia. Na busca da subsistência acabamos nos envolvendo com as rotinas diárias e lá deixamos grande parte de nossas energias. A competitividade assim o exige.

Em 1972 uma médica inglesa, Beatson, observou em um hospital a presença de pequenas formigas que se infiltravam dentro de medicamentos, materiais esterilizados, equipamentos para aplicação de soro, etc. e curiosamente, resolveu avaliar microbiologicamente, o que aqueles insetos poderiam eventualmente estar transportando. Ela surpreendeu-se com a grande quantidade de microrganismos patogênicos encontrados nas diversas partes do corpo destas, aparentemente inofensivas, formiguinhas.

Esta conclusão levou outros países a também iniciarem estudos e a chegarem a conclusões semelhantes à da Dra Beatson a respeito do risco à saúde que estas formiguinhas representam.

O nosso ambiente de trabalho pode ser um hospital, um restaurante, um escritório, um galpão de fábrica, ou até mesmo a nossa casa. Em todos estes ambientes as pragas vão ter ou não condições de se abrigar, proliferar e por consequência espalhar microrganismos e aumentar as chances de entrarmos em contato com eles.

Assim, quanto melhor fôr o ambiente de trabalho do ponto de vista de higiene, limpeza, manutenção e ausência de pragas, melhor para nós, para nossa saúde e melhor será o nosso rendimento. Estaremos doentes menos vezes e produziremos mais.

A segunda questão é: Como fazer o controle de pragas de uma forma segura?

A imprensa constantemente noticia fatos relacionados com intoxicações através do uso indevido e abusivo de produtos químicos, especialmente inseticidas. As estatísticas da FIOCRUZ mostram que cerca de 50 % dos acidentes que anualmente ocorrem nos lares brasileiros envolvem o uso de pesticidas agropecuários, de uso profissional e doméstico. A Resolução ANVS/RDC nº 326, de 09.11.2005 faz uma clara distinção entre os produtos permitidos para uso doméstico e consequentemente, por uso de leigos, dos ditos de uso exclusivamente profissional e estabelece parâmetros para o seu registro e utilização.

Entretanto, o trabalho de controle de pragas não é mais uma mera aplicação de “venenos” com os seus consequentes riscos à saúde pública. É, muito mais do que isto. É um trabalho de observação, de integração, de conscientização. Todos devem estar envolvidos, clientes e parceiros, nesta batalha.

A utilização de produtos químicos é somente uma das etapas do controle. Esta nova visão chama-se Controle Integrado de Pragas e segue de encontro com as posturas que estão sendo adotadas modernamente em relação ao meio ambiente. Um pesticida mal utilizado pode contaminar o ambiente urbano e as pessoas que lá vivem. Com certeza não é a única solução de nossos problemas com pragas.

Este cenário é incompatível com os dias atuais, em que o desdobramento do conhecimento humano abriu janelas e espaços para novos conhecimentos que permitem que todo este trabalho seja feito com a maior segurança e confiabilidade de resultados.

A solução está em uma maior participação de todos os envolvidos neste cenário, em uma maior integração das áreas da empresa, de uma maior e mais abrangente doutrinação das pessoas no sentido de colaborarem para a obtenção dos resultados positivos.

Todos ganham com isso. O meio ambiente, que vai ser menos afetado; as pessoas, que serão mais protegidas. Só as pragas urbanas levam a pior.

Lucia Schuller
Bióloga

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Museu Vivo Bicho Pau é um trabalho de Responsabilidade Social da ABC EXPURGO. O objetivo é mostrar a um público nfantil o que são as pragas urbanas e as que não são pragas; passar alguns conceitos de controle integrado de pragas que podem ser incorporados ao padrão social dessas comunidades. A bióloga Lucia Schuller fala a respeito do Museu que está aberto a todas as Escolas da Grande São Paulo.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Formigas são Vetores de contaminação hospitalar



Na entrevista concedida ao Programa do apresentador Jô Soares, Lucia Schuller fala um pouco sobre transporte de formigas urbanas nos ambientes nas cidades, do seu papel como vetor de microrganismos patogênicos. O assunto sério é tratado com leveza e humor.



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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Formigas Urbanas e como combatê-las

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Formigas, especialmente as chamadas urbanas, que vivem dentro da casa, são um pesadelo
para muitas pessoas. O vinagre é um excelente método de combate. Veja as dicas da bióloga Lucia Schuller durante a entrevista ao Programa Hoje Em Dia da TV Record.

Controle de ratos urbanos

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Lucia Schuller fala sobre ratos urbanos e seu impacto na vida do homem. Entrevista concedida ao Programa Todo Seu da Tv Gazeta.

CIP - Controle Integrado de Pragas


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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PAPEL HIGIÊNICO PODE SER JOGADO NO VASO SANITÁRIO?

Muitas pessoas me perguntam sobre como descartar papel higiênico usado.Existe ainda uma prática de armazenar esse resíduo em cestinhos de lixo no banheiro, o que é lamentável. Uma série de insetos, principalmente formigas, costumam "passear" por esses cestos e "capturam" todo tipo de bactéria em suas pernas e exoesqueleto. Para um maior esclarecimento às pessoas enviei um email à SABESP e transcrevo aqui o seu conteúdo para esse esclarecimento.

Lembrando que me refiro somente a papel higiênico descartado e não a absorventes ou a qualquer outro tipo de resíduo que podem realmente causar entupimentos na rede ou na propria estação de tratamento de esgotos.


-----Mensagem original-----De: ouvidoria@sabesp.com.br [mailto:ouvidoria@sabesp.com.br] Enviada em: quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 19:49Para: Lucia SchullerAssunto: Re: Agência Virtual - Ouvidoria

Prezada Sra. Lucia Schller,


Encaminhamos a sua manifestação para atendimento do Departamento de Controle da Qualidade dos Produtos Água e esgotos – área da Sabesp responsável pela informação – que nos enviou os seguintes esclarecimentos:

- O papel higiênico não causa nenhum problema ao sistema de esgotos e é inclusive sanitariamente recomendável que o mesmo tenha esse destino, pois é a forma mais rápida de eliminar esse resíduo. Esclarecemos que o papel higiênico se dissolve na água, não causando entupimento na rede e, uma vez na estação de tratamento de esgotos, será tratado como matéria orgânica . O cliente deve somente verificar se a descarga do vaso sanitário é capaz de arrastar o papel higiêncio, de forma a não haver entupimento do mesmo. - Outra consideração a se fazer é que é preservativos não devem ser lançados no sistema de esgotos, pois causam entupimento de grades das estações de tratamento. Além disso, o plástico não é passível de ser degradado biologicamente nas estações, o mesmo valendo para os absorventes.

Atenciosamente Ouvidoria Sabesp 0800-0550565