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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FORMIGAS SÃO VETORES DE MICRORGANISMOS PATOGÊNICOS

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Formigas são, sem sombra de dúvida, importantes vetores ou transportadores de microrganismos patogênicos. Nessa parte da entrevista ao apresentador Jô Soares, Lucia Schuller fala das preferências alimentares das formigas.

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS OU CONTROLE DE PRAGAS?

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS
UMA SOLUÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE E PARA A SEGURANÇA

Em 1962, Rachel Carson, uma bióloga marinha norte americana publicava o seu livro SILENT SPRING (PRIMAVERA SILENCIOSA), nos Estados Unidos. Após essa publicação, uma grande comoção tomou conta do povo norte americano, que passou a ler e discutir, pela primeira vez, na sua história, as questões ambientalistas, o uso indiscriminado de pesticidas, o risco a que as pessoas estão expostas constantemente ao abusar destes produtos.

Dois anos mais tarde, por ironia do destino, ou, simplesmente, porque a sua missão já estava encerrada, Rachel Carson morre, de câncer. Mas o seu legado para a sociedade foi único e fundamental. Suas denúncias de agressões ao meio ambiente bem como das substâncias tóxicas que estavam sendo incorporadas à cadeia alimentar e chegando à mesa de milhões de norte americanos provocaram uma onda de debates e discussões em todas as escolas, universidades e grupos sociais do país.

A Bióloga Rachel Carson foi uma das estimuladoras da criação da EPA (Environmental Protection Agency) (Agência de Proteção ao Meio Ambiente) que veio a ser fundada em 1970. A EPA tornou-se um organismo da maior importância nos Estados Unidos e no mundo, regulando, normatizando, fiscalizando todas as ações, produtos, equipamentos, que pudessem de alguma forma interferir negativamente nas pessoas e no meio ambiente.

O uso de pesticidas é uma atividade legalmente estabelecida nos Estados Unidos, Europa e na maioria dos países. A NPMA (National Pest Management Association) foi fundada por volta de 1935 e atualmente reúne mais de 4.600 empresas nos Estados Unidos e outras 300 empresas sediadas em cerca de 70 países, incluindo o Brasil.

Se cada uma das empresas empregar 10 pessoas que estarão utilizando praguicidas, o que é uma estimativa bem inferior à realidade, podemos supor que há cerca de 50.000 aplicadores no mundo utilizando diariamente, nas estruturas urbanas, piretróides, organofosforados e outros grupos químicos.

No Brasil não há nenhuma estimativa a respeito já que, infelizmente, apesar da nova legislação introduzida no ano de 2000, ainda há uma grande quantidade de “empresas” sem qualquer tipo de registro, sem receberem acompanhamento periódico das equipes de Vigilância Sanitária. Existe uma estimativa de termos no Estado de São Paulo cerca de 3.500 empresas em funcionamento, legalizadas e não legalizadas. Estima-se que somente 10% dessas estejam legalizadas frente à Autoridade Sanitária. Se considerarmos uma média de 5 aplicadores em cada empresa teremos 17.500 aplicadores liberando todo tipo de pesticida de uso profissional nos ambientes urbanos diariamente. Os 90% não legalizados certamente não investem em treinamento, em procedimentos ou qualquer outra ferramenta que garanta a segurança das aplicações e suas atividades expõem a população urbana a malefícios que vão desde intoxicações até acidentes envolvendo bens materiais e pessoas.

Nesta estimativa não estamos considerando o que se consome no mundo em agrotóxicos para garantir alimentação, vestuário e outras commodities importantes para a economia. Se ainda considerarmos o consumo de praguicidas domésticos, podemos concluir que estamos ainda muito dependentes das práticas de combate químico, em detrimento das práticas preventivas.

A primeira reação de uma pessoa ao se deparar com animal pestilento (barata, rato) é eliminá-lo, o mais rápido e eficazmente possível. O que é compreensível. No entanto, é importante considerarmos também que somos provedores e estimuladores destes animais e, portanto, não é suficiente obtermos armas cada vez mais poderosas para exterminá-los. Não precisamos aprender a conviver com eles, mas precisamos controlar a sua presença de uma forma mais perene, mais racional, mais inteligente e mais duradoura, com maior segurança para as pessoas, animais e meio ambiente.

Constantemente recebo emails de pessoas que me narram episódios de horror envolvendo encontros noturnos com ratos que saem de bacias sanitárias, ou com baratas que saem de ralos de escoamento de água. Geralmente, estas pessoas estão muito assustadas e indignadas e querem resolver o seu problema com algum veneno possante. Se falamos para elas que o problema pode ser contornado de outra forma, mais amena, utilizando barreiras físicas, muitas vezes somos mal interpretados.

A CVS nº 9 define o Controle Integrado de Pragas como “um sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas a impedir que vetores e as pragas ambientais possam gerar problemas significativos. Visa minimizar o uso abusivo e indiscriminado de praguicidas. É uma seleção de métodos de controle e o desenvolvimento de critérios que garantam resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico, ecológico e econômico.”

Esse discurso não significa uma apologia à abolição de produtos químicos, já que existem ocasiões em que a sua utilização se faz necessária, especialmente na presença de grandes infestações. O que se propõe é uma mudança de ótica , de visão da questão, buscando opções que proporcionem não somente a redução das infestações mas , também, a busca de

O Controle Integrado de Pragas é uma prática que pode ser adotada por qualquer empresa ou indivíduo e deve ser a opção escolhida na solução dos problemas com pragas urbanas.

Lucia Schuller
Bióloga

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

VETORES E O AMBIENTE DE TRABALHO

AS PRAGAS URBANAS E O AMBIENTE DE TRABALHO


Segurança é a palavra chave. Mas que tipo de relação pode existir entre segurança no ambiente de trabalho e os vetores urbanos? Muito se tem discutido a respeito da real influência que insetos e roedores têm sobre a saúde e segurança do trabalhador. Ainda se questiona sobre a real necessidade de se “investir” em um serviço de controle de pragas.

Na presença das primeiras dificuldades econômicas, geralmente é o item que é imediatamente cortado para redução de despesas. Ou pior, no intuito de se executar um serviço com preços mais módicos, o trabalho é entregue a um funcionário da própria empresa, alguém da faxina talvez, que nenhum treinamento possui para executar tal tarefa. Esta pessoa passa a ser responsável pela aplicação de produtos tóxicos e consequentemente, pela segurança de todos que utilizam aquela área. A partir desta nova incumbência a questão não é mais somente a presença de pragas, mas modifica-se e agrava-se pelo risco no uso de produtos quimicos.

A primeira questão é: Qual a importância das pragas para o ambiente de trabalho?

Lá passamos a maior parte de nossas vidas e os melhores horários de nosso dia. Na busca da subsistência acabamos nos envolvendo com as rotinas diárias e lá deixamos grande parte de nossas energias. A competitividade assim o exige.

Em 1972 uma médica inglesa, Beatson, observou em um hospital a presença de pequenas formigas que se infiltravam dentro de medicamentos, materiais esterilizados, equipamentos para aplicação de soro, etc. e curiosamente, resolveu avaliar microbiologicamente, o que aqueles insetos poderiam eventualmente estar transportando. Ela surpreendeu-se com a grande quantidade de microrganismos patogênicos encontrados nas diversas partes do corpo destas, aparentemente inofensivas, formiguinhas.

Esta conclusão levou outros países a também iniciarem estudos e a chegarem a conclusões semelhantes à da Dra Beatson a respeito do risco à saúde que estas formiguinhas representam.

O nosso ambiente de trabalho pode ser um hospital, um restaurante, um escritório, um galpão de fábrica, ou até mesmo a nossa casa. Em todos estes ambientes as pragas vão ter ou não condições de se abrigar, proliferar e por consequência espalhar microrganismos e aumentar as chances de entrarmos em contato com eles.

Assim, quanto melhor fôr o ambiente de trabalho do ponto de vista de higiene, limpeza, manutenção e ausência de pragas, melhor para nós, para nossa saúde e melhor será o nosso rendimento. Estaremos doentes menos vezes e produziremos mais.

A segunda questão é: Como fazer o controle de pragas de uma forma segura?

A imprensa constantemente noticia fatos relacionados com intoxicações através do uso indevido e abusivo de produtos químicos, especialmente inseticidas. As estatísticas da FIOCRUZ mostram que cerca de 50 % dos acidentes que anualmente ocorrem nos lares brasileiros envolvem o uso de pesticidas agropecuários, de uso profissional e doméstico. A Resolução ANVS/RDC nº 326, de 09.11.2005 faz uma clara distinção entre os produtos permitidos para uso doméstico e consequentemente, por uso de leigos, dos ditos de uso exclusivamente profissional e estabelece parâmetros para o seu registro e utilização.

Entretanto, o trabalho de controle de pragas não é mais uma mera aplicação de “venenos” com os seus consequentes riscos à saúde pública. É, muito mais do que isto. É um trabalho de observação, de integração, de conscientização. Todos devem estar envolvidos, clientes e parceiros, nesta batalha.

A utilização de produtos químicos é somente uma das etapas do controle. Esta nova visão chama-se Controle Integrado de Pragas e segue de encontro com as posturas que estão sendo adotadas modernamente em relação ao meio ambiente. Um pesticida mal utilizado pode contaminar o ambiente urbano e as pessoas que lá vivem. Com certeza não é a única solução de nossos problemas com pragas.

Este cenário é incompatível com os dias atuais, em que o desdobramento do conhecimento humano abriu janelas e espaços para novos conhecimentos que permitem que todo este trabalho seja feito com a maior segurança e confiabilidade de resultados.

A solução está em uma maior participação de todos os envolvidos neste cenário, em uma maior integração das áreas da empresa, de uma maior e mais abrangente doutrinação das pessoas no sentido de colaborarem para a obtenção dos resultados positivos.

Todos ganham com isso. O meio ambiente, que vai ser menos afetado; as pessoas, que serão mais protegidas. Só as pragas urbanas levam a pior.

Lucia Schuller
Bióloga

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Museu Vivo Bicho Pau é um trabalho de Responsabilidade Social da ABC EXPURGO. O objetivo é mostrar a um público nfantil o que são as pragas urbanas e as que não são pragas; passar alguns conceitos de controle integrado de pragas que podem ser incorporados ao padrão social dessas comunidades. A bióloga Lucia Schuller fala a respeito do Museu que está aberto a todas as Escolas da Grande São Paulo.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Formigas são Vetores de contaminação hospitalar



Na entrevista concedida ao Programa do apresentador Jô Soares, Lucia Schuller fala um pouco sobre transporte de formigas urbanas nos ambientes nas cidades, do seu papel como vetor de microrganismos patogênicos. O assunto sério é tratado com leveza e humor.



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