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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Baratas multiplicam poder de suas mandíbulas e inspiram engenharia

France Presse

12/11/2015 05h00 -


Insetos podem obter uma pressão equivalente a 50 vezes o seu peso.
Trata-se do primeiro estudo a medir a força da mordida de uma barata.

Da France Presse


Para fazer o experimento, barata foi fixada em equipamento para medir força de sua mandíbula.

As baratas multiplicam o poder de suas mandíbulas por meio de uma sofisticada combinação de contrações das fibras musculares que lhes permite quebrar materiais duros, como madeira - uma inspiração potencial em micro-engenharia, de acordo com pesquisadores.

Esses insetos podem obter uma pressão equivalente a 50 vezes o seu peso, explicam os pesquisadores neste estudo publicado quarta-feira na revista "PLOS ONE".

"Nosso estudo é o primeiro a medir a força da mordida de um inseto comum como a barata americana, que pode atingir até 50 vezes seu peso, uma potência cinco vezes maior do que a da mandíbula humana", explica Tom Weihmann, um entomologista da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, principal autor.

A mandíbula humana gera uma pressão de 58 kg/cm2 - significativamente menor do que o do pit bull, de 160 kg/cm2, ou do gorila 590 kg/cm2, bem distante do campeão do reino animal, crocodilo, com duas toneladas por cm2.

Engenharia inspirada em biologia

"Como os insetos têm um papel dominante em muitos ecossistemas, o fato de conhecer a força que podem implantar em suas mandíbulas é importante para entender melhor seu comportamento e os processos ecológicos e fazer engenharia avançada inspirada em sua biologia", explica o cientista.
a barata comum, da espécie 'Periplaneta americana', é estudada por pesquisadores da UFRJ (Foto: Divulgação/Palomar Community College)
Barata comum, da espécie 'Periplaneta americana' (Foto: Divulgação/Palomar Community College)


Os insetos têm mecanismos de mascar que são diferentes vertebrados. Têm, assim, um par de mandíbulas poderosas que se assemelham a lâminas, alinhados horizontalmente como tesouras.

Estas mandíbulas desempenham um papel importante na vida desses insetos que as utilizam não apenas para rasgar seus alimentos, mas também para cavar, se defender contra predadores e alimentar a prole.

As maxilas são ligadas à cápsula formando a cabeça, que consiste em camadas finas de cutículas que formam uma estrutura complexa que faz parte do exoesqueleto do inseto.

Esta cápsula contém todos os músculos que acionam estas partes da boca da barata, mas também outros órgãos vitais.

Isto significa que o espaço ali é limitado, e os músculos são, portanto, dispostos obliquamente para ocupar menos espaço durante as contrações.
300 mordidas

Para o estudo, os cientistas mediram a força de 300 mordidas de baratas produzidas por todos os ângulos possíveis de abertura mandíbulas.

Estas observações são úteis em micro-engenharia quando se trata de geração de alta tensão em um pequeno espaço, utilizando micro-motores elétricos para serem ligados no interior da estrutura.

Com o aumento da miniaturização, tais mecanismos são cada vez mais importantes, como por exemplo por micro-sondas inseridas nas artérias ou micro-ferramentas cirúrgicas, de acordo com os investigadores.
Fonte: G1

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Zika vírus já foi registrado em 14 estados, segundo Ministério da Saúde


Vírus da família da dengue foi registrado pela primeira vez no país em abril.
Chikungunya foi identificado em seis estados, além do Distrito Federal.



O zika vírus, identificado pela primeira vez no país no final de abril, já foi confirmado em 14 estados brasileiros. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada durante seminário organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegyti, o zika pertence à família dos vírus da dengue e da febre amarela. Os principais sintomas da doença são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Apesar das semelhanças, o zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue: não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

Segundo o Ministério da Saúde, como o zika não é uma doença de notificação compulsória, não existe uma estimativa do número total de casos já confirmados no país. Ocorrências já foram registradas em Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Paraná.

Paciente com zika vírus se queixa de dores e manchas vermelhas no corpo 

Chikungunya: 14,3 mil notificações

No seminário “Chikungunya, zika e dengue: desafios para o controle e a atenção à saúde”, da Fiocruz, o Ministério da Saúde também falou sobre a situação da chikungunya no Brasil. 

Até o início de outubro, houve casos de transmissão em 44 municípios de seis estados – Amazonas, Amapá, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul – além do Distrito Federal. Ao todo, foram 14.373 casos suspeitos de chikungunya notificados em todo o país.
Os primeiros casos de transmissão interna da febre chikungunya no Brasil foram confirmados em setembro de 2014. A infecção pelo vírus, que também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos.

Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dengue: recorde com 1,4 milhões de notificações

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, até o início de outubro, tinham sido registrados 1.485.397 casos prováveis de dengue no país em 2015.

Bem antes do fim do ano, este número já bateu o recorde registrado em 2013, quando o país teve 1.452.489 ocorrências da doença no ano todo. O número de mortes por dengue também já é o maior já registrado desde que a doença começou a ser monitorada em detalhes, em 1990: foram 761 óbitos até o início de outubro. O recorde anterior, registrado em 2013, era de 674 mortes. Este ano, a região com maior número de casos de dengue grave foi o Sudeste.

Fonte: Ministério da Saúde

PESSOAS SEM SINTOMAS DE DENGUE PODEM TRANSMITIR O VIRUS PARA OS MOSQUITOS

Estudo mostra que esses pacientes são até mais infecciosos do que aqueles em que os sintomas se manifestam


Pessoas sem sintomas de dengue podem trasmitir o vírus para os mosquitos
A possibilidade de estas pessoas entrarem em contato com o Aedes aegypti é maior, já que elas não são internadas nem observadas por um médico (Foto: Pixabay)

Uma pesquisa publicada na última segunda-feira, 9, revelou que pessoas com dengue, mas sem sintomas 
da doença, podem transmitir o vírus para os mosquitos, caso sejam picadas. Liderado por unidades internacionais do Instituto Pasteur, o estudo é importante já que achavam que os assintomáticos tinham carga viral baixa demais para infectar mosquitos. Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o estudo mostra que esses pacientes são até mais infecciosos do que aqueles em que os sintomas se manifestam.
“Uma hipótese para a eficiência dos assintomáticos em transmitir o vírus seria que a carga viral, embora menor, aumente dentro do mosquito”, diz o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde.
Estima-se que cerca de 75% dos casos anuais de dengue, ou seja, 300 milhões de 390 milhões de infecções de dengue por ano, sejam clinicamente despercebidas ou semissintomáticas. A possibilidade de estas pessoas entrarem em contato com o Aedes aegypti é maior, já que elas não são internadas nem observadas por um médico.
A pesquisa foi feita com 181 participantes com o vírus detectável no sangue. Deste número, 126 apresentavam sintomas da doença; 42 passaram a apresentar sintomas ao longo do estudo; e 13 não tinham qualquer manifestação e assim se mantiveram por pelo menos dez dias depois da pesquisa. Os cientistas fizeram alguns mosquitos aedes aegypti se alimentarem do sangue dos participantes, tanto de forma direta, por meio de picada, quanto indireta, com alimentador artificial.
No entanto, o vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), José Cerbino Neto, diz que não é possível tirar, a partir do estudo, conclusões que mudem a forma de controle da doença. “O experimento contou só com 13 assintomáticos, muito pouco. O resultado talvez ajude a alterar os modelos matemáticos que usamos para calcular os riscos de transmissão, mas, na prática, pouca coisa muda”, diz Neto.

fonte: Terra

domingo, 8 de novembro de 2015

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