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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

JOGOS E MATERIAIS EDUCATIVOS FEITOS PELA FIOCRUZ


Jogos e materiais educativos

Diversas unidades da Fiocruz desenvolvem atividades e materiais interativos e educativos voltados a estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde. Entre os produtos estão livros, boletins, jogos, projetos audiovisuais e multimídias.

Com enfoque na ciência e na saúde, são elaborados como recursos educativos lúdicos e dinâmicos. A ideia é partir da curiosidade, do questionamento e da exploração das experiências, para ampliar a sensação de realização pessoal pelo aprendizado.

Os laboratórios de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) desenvolvem uma série de projetos de educação em saúde. Integram tais iniciativas alguns projetos audiovisuais, multimídias, jogos de tabuleiro e eletrônicos, boletins informativos, entre outros. Disponíveis para download no site do IOC – no link “Educação em saúde” - os materiais são voltados para o desenvolvimento e avaliação de novos recursos educativos.

Museu da Vida também participa ativamente dessa produção. O Invivo, misto de museu virtual e revista de divulgação científica, é um espaço on-line de caráter interativo. Outra ação é a rádio Electron, que mantém um bate-papo sobre temas de ciência e tecnologia. Interessados em adquirir os materiais encontram mais informações no site do Museu.
Como parte da iniciativa, o projeto Vida e saúde no campo, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), disponibiliza diferentes materiais audiovisuais e impressos.  Exemplo disso é a criação do Jogo dos Amigos do Meio Ambiente (Jama), desenvolvido pela pesquisadora Rosane Curi. Essa proposta diverte e ensina jovens e adolescentes, com incentivos a reflexões sobre a relação meio ambiente, saúde, trabalho agrícola e agrotóxicos.

O jogo educativo-cooperativo está em formato impresso e foi distribuído gratuitamente, enquanto um estudo de recepção, com objetivo de obter avaliação em escolas no meio rural em diversos estados do Brasil. Foi enviado também aos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador e algumas unidades de saúde da família que atuam em áreas rurais.
Ainda parte do projeto Vida e saúde no campo, outros produtos, como vídeo, programa de rádio, músicas e livros de histórias foram distribuídos para 1.000 equipes de saúde da família atuantes em áreas rurais de todas as regiões do país.

Em congruência com as ações de educação em saúde, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) também produz materiais como livros, vídeos, e até mesmo um Dicionário de Educação Profissional em Saúde. Todos estão disponíveis no site da Escola, no link Publicações – Materiais educativos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ABC Expurgo - DENGUE, ZICA, CHIKUNGUNYA - Dengue, Zica e Chikungunya

DOCUMENTAÇÃO: UM CASO SÉRIO Parte 1

AO CONTRATAR UMA EMPRESA DE CONTROLE DE PRAGAS EXISTEM ALGUNS PRÉ-REQUISITOS QUE TÊM SIDO DIVULGADOS NA MÍDIA CONSTANTEMENTE, MAS APESAR DISSO, ESSES DOCUMENTOS AINDA NÃO SÃO DEVIDAMENTE ANALISADOS PELAS EMPRESAS E PODEM GERAR FUTURAMENTE INESPERADAS SITUAÇÕES DESAGRADÁVEIS. 

Um caso clássico. A empresa X foi atendida por uma empresa que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave.
O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.

Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado.
Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.

A Licença de Funcionamento é concedida pela autoridade sanitária do Município (no caso de Vigilância estar municipalizada) ou pelo Estado. Não são válidas licenças de outros Estados ou de outros Municípios que não correspondam à sede da empresa que está sendo contratada.

Peçam sempre uma cópia atualizada da Licença de Funcionamento e verifiquem esse detalhe.





Alguns Municípios têm solicitado a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores.
Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.

Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas.

Desconfiem de empresas cujo RT nunca está presente!!!!

Exijam também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.
Segundo informações da propria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real.
Atualmente a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA) atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não conformidade pode ser detectada pelo Sistema.
Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma unica Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.

Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença. Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nas próximas edições. Se os leitores têm algum assunto que desejam seja discutido, podem enviar-nos uma mensagem.

Lucia Schuller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Visitando a ABC Expurgo

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resumo da história de Peter Schuller, fundador da ABC Expurgo aos 7 anos de seu desencarne

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A vida das abelhas em poucos segundos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS E A POLÍTICA DE PREÇOS SUICIDA

CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS




Quem está no mercado há mais de vinte anos pelo menos deve facilmente comparar os serviços executados na época com os que são feitos hoje. Na ocasião o mercado estava menos exigente, não se falava quase em relatórios, a idéia de Controle Integrado de Pragas podia estar presente em muitos profissionais, porém elaborar constantes relatórios, monitorar serviços da forma como são feitos hoje em dia, nem pensar. O trabalho podia ser executado com honestidade, mas a simplicidade era muito maior.



Aos poucos foi aumentando a participação de empresas em Congressos Internacionais. A partir de 1994 as delegações que se dirigiam ao tradicional evento da National Pest Control Association nos Estados Unidos aumentavam a cada ano. Os profissionais queriam aprimorar-se, obter novos conhecimentos, ganhar novas experiências, melhorar a sua atuação no mercado. Os serviços evoluíram. Controlar pragas virou uma tarefa bem mais complexa, de análise de dados, de monitoramento de situações em campo. Hoje controlar pragas aproxima-se muito mais do científico do que há alguns anos atrás.

Concordamos então que as empresas de hoje não podem comparar-se às de então. Mas se assim o é, por que ainda praticamos a mesma política de preços destrutiva? Por que nossos preços não acompanharam a evolução técnica do mercado e não passaram a representar uma categoria profissional mais valorizada, consciente de que tecnicamente ela investiu e, portanto, merece ter um retorno justo de seu investimento?

É comum participarmos de concorrências via Internet para prestação de serviços em várias unidades fabris e governamentais e assusta  o recuo que os concorrentes mostram a cada lançamento, com reduções maiores do que 50% do preço. Para o mercado, uma atitude dessas é um sinal claro de alguns indícios: a empresa é desorganizada ou costuma manter uma grande “gordura” nos seus preços; ou ainda que a empresa deve estar precisando faturar e o faz por qualquer preço, o que também é uma prática suicida.

Muitas empresas têm se utilizado do recurso de redução de preços para entrar no mercado. Uma vez instaladas e com as necessidades de investimento aparecendo, elas acabam lançando mão de recursos, nem sempre ortodoxos, mas que contribuem para diminuir os seus custos. Os principais são a utilização de formulações e moléculas de segunda linha ou de procedência duvidosa, a mistura de raticidas com inertes para fazer render o material de isca, ou ainda através da utilização de produtos agrícolas, que têm um custo mais reduzido o que reduz o impacto na planilha de custos. O registro parcial da força de trabalho também é um recurso, apesar de ilegal, mas utilizado para reduzir custos.

Todas essas “estratégias” têm um limite de vida. O Brasil de hoje é muito diferente do Brasil de vinte anos atrás. O cliente está cada vez mais exigente, a informatização permite que as informações sejam melhor aproveitadas. A Vigilância Sanitária também está, lentamente é bem verdade, aprimorando o seu gerenciamento e o compartilhamento de informações a respeito das empresas prestadoras, o que vai ser uma realidade em muito pouco tempo.

Quem imaginaria que iríamos ter uma regulamentação federal para nossas empresas como a Resolução nº 18 de 2000, substituída pela Resolução RDC 52 e a CVS/SP nº 9 do Estado de São Paulo. Outras Unidades da Federação estão saindo em busca de suas próprias legislações, “apertando o cerco” sobre as empresas prestadoras de serviços para que elas cumpram à risca todos os ditames da lei. Isso naturalmente vai gerar custos fixos e variáveis que serão implacáveis na política de preços praticados ainda infelizmente, por muitas empresas neste país.

As Associações de Classe sempre falam nesse assunto, da importância do profissional manter os seus preços compatíveis com os reais custos sem extrapolar para cima ou para baixo. Não é a primeira vez em que ouço clientes comentarem que ficam abismados com a diferença de preços observados em concorrências, denotando uma clara fragilidade no setor, e denegrindo cada vez mais a nossa imagem profissional.

Em uma palestra proferida por um colega este chegou a dizer que percebe hoje, depois de alguns anos de profissão, que os preços baixos, fora da realidade, e que ele próprio praticou para poder ingressar no mercado, vão gradativamente eliminando um serviço que poderia ser promissor.

Não estou defendendo aqui que todo mundo saia por aí elevando os seus preços ao seu bel prazer, até por que o mercado e a concorrência por si regulam estas estratégias. Estou defendendo que cada um de nós tenha uma visão exata de custos e preveja em seus preços valores compatíveis para aprimoramento profissional, um trabalho que necessita ser feito por todos nós, já que o mercado está em contínua mudança e aprimoramento.

Hoje em dia não se aceitam mais profissionais sem um mínimo de educação técnica, para atender aos clientes. As conversas acontecem em um nível mais elevado, com discussões mais técnicas. O cliente de hoje não é mais “ignorante” a respeito do assunto controle de pragas. A Internet, as revistas especializadas e outros meios de comunicação provêem informações para todo mundo, sem exceção. Não cabe mais oferecer informações falsas, com tom de “alerta” no mau sentido com a pretensão de ganhar o contrato através do medo ou do susto. O cliente quer saber mais e isso nos força, obviamente, a buscar mais conhecimentos, a adquirir publicações, a estudar, a manter em nossa equipe pessoal mais qualificado para esse atendimento. E tudo isso tem um custo que precisa estar embutido no preço que ofertamos aos nossos clientes.

Um mercado que entende que nós profissionais estamos tão fragilizados como ainda aparentamos hoje tende a explorar a nossa mão de obra, solicitando intervenções não convencionadas ou aumentando áreas ao seu bel prazer, onerando nossos custos e nos ameaçando com aberturas de concorrências se nos negarmos. A contrapartida é que nos submetemos às condições impostas por que precisamos manter a empresa aberta, mas temos a clara consciência de que isso terá um fim, em que não poderemos mais nos manter com os ganhos atuais e vamos ser obrigados a reduzir a qualidade de nossos serviços.

Nós estamos cada vez nos nivelando aos Zé bombinhas que todos nós tanto execramos quando praticamos os mesmos preços que eles. As matérias primas continuam subindo de preço. A mão de obra também aumentou, pelo menos 10% ao ano, fora as bonificações. As taxas governamentais são cada vez mais pesadas e a exigência dos clientes nos impõe investimentos cada vez maiores em estrutura, programas de qualidade e até de buscar padronizações internacionais como a implantacão da ISO 9000 e ISO 14001.

No entanto, ainda observamos no mercado a mesma guerra competitiva de preços, com empresas ofertando valores que estão nitidamente fora da realidade, distorcendo o mercado e permitindo que os clientes criem uma déia errada das empresas prestadoras de serviços de controle de pragas.

Essa guerra precisa ter um fim, pois a continuarmos com essa política antevemos um futuro com redução de trabalho, com menos participação no mercado e esse não deve ser o nosso objetivo. Será que o nosso futuro será igual ao daquele “engenheiro que virou suco”, lembram-se dele? Nós seremos os “dedetizadores que viramos suco”?



Lucia Schuller


OBS.: Esse artigo foi publicado há alguns anos, quando a Vetores e Pragas retornou ao mercado. Com algumas modificações de texto, a idéia permanece a mesma. O mercado continua na luta dos preços sem enfatizar na importância deste profissional. 

OBS: Artigo republicado no site www.pragaseeventos.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Aplicativo Pergunte a bióloga no Google play

terça-feira, 1 de novembro de 2016

RATOS - AS SUPER CRIATURAS



           
Ratos são criaturas extraordinárias. Conseguiram conquistar um lugar no coração das crianças (e por que não nos adultos também?) encarnando personagens como Mickey, Supermouse (os mais velhos com certeza irão lembrar-se dele, Jerry ( aquele que contracena com o gato Tom) e ao mesmo tempo são temidos e odiados  como agentes destrutivos e contaminantes representando altos prejuízos econômicos para a indústria e uma fonte de doenças para a população.


Essa dualidade de papéis tem em comum qualidades inerentes à sua espécie que são sua extrema habilidade, adaptação, inteligência, perspicácia, desenvoltura em meio a todo e qualquer obstáculo.

Tal oponente tem desafiado os profissionais de controle de pragas numa luta sem fim para exterminá-los, bani-los do nosso cliente, impedir seu acesso a produtos manufaturados e garantir assim o nosso pão de cada dia.

Não sei como andam as estatísticas a respeito, mas, certamente, 50% de todos os serviços executados por uma empresa de controle de pragas estão relacionados ao controle de roedores. O mercado oferece há anos produtos raticidas com formulações adaptadas a todo tipo de situação, cujo objetivo seja o de competir com o que é oferecido para esses animais em seu ambiente urbano. Digo seu ambiente porque eles realmente costumam tomar conta do pedaço se não forem tomadas medidas muito sérias a respeito.

Sempre gostei muito do assunto roedores, sempre admirei essas criaturas tão destemidas. A forma como esses animais adentram nos ambientes ocupados por humanos é no mínimo ousada. Eles certamente confiam demais em suas habilidades de driblar nossas tentativas de eliminá-los.

A cada dia que passa aprendo um pouco mais sobre eles. Recentemente li um livro sobre a experiência de um repórter americano que passou um ano observando esses animais nos becos de Nova York e seus relatos são surpreendentes.

Controlar roedores só com raticidas, considero uma falácia, uma proeza inalcançável. Mesmo quando podíamos lidar com produtos altamente tóxicos como o 1080 (monofluoracetato de sódio), largamente utilizado nos anos 60 e 70 e até mais tarde de forma ilegal, os resultados podiam até ser espantosos no começo. Era possível coletar carrinhos de mão cheios de ratos mortos. No entanto, esses animais aprendiam rapidamente a evitar o que causava aquela matança e com certeza isso se deve a capacidade de aprendizado desta criatura extraordinária.

Durante esses anos de aprendizado na profissão algumas coisas ficaram claras para mim. Uma delas e talvez a mais importante é a relação direta entre o meio ambiente e a forma como o tratamos e as infestações de ratos. O rato nos segue, nos acompanha em nossas pegadas ecológicas e o lixo costuma ser o principal atrativo. Chego a pensar que ele calcula intuitivamente a quantidade de alimento que temos armazenado em função do lixo desprezado. Eles sabem claramente onde obter o alimento e recrutam outros ratos, usam seus poderes de comunicação ultrassônicos para espalhar a notícia para toda a comunidade murina.

A nossa luta está em fazer nosso cliente entender como essa relação é poderosa e nos ajudar nesse combate, por que sem o cliente, nada feito. É preciso colaboração. Não estou falando de casos simples como um camundongo que se esgueira por debaixo da porta. Falo de áreas de armazenagem de grande porte, em supermercados principalmente, onde eles reinam absolutos, e não há raticida, por mais poderoso que seja, capaz de acabar por completo com essa turba voraz.

E por isso devemos dar Graças a Deus aos ratos. Enquanto estivermos lutando para convencer nossos clientes a executar medidas preventivas de peso, que realmente funcionem e afastem os ratos dos ambientes, nós vamos continuar garantindo os nosso 50% de faturamento todos os meses.

Os ratos urbanos são a nossa garantia de mantermos nossas empresas abertas e funcionando por muitos anos ainda, a não ser que surja uma super solução exterminadora que acabe com a nossa alegria, o que, a meu ver, é muito pouco provável de acontecer.

E Viva os Ratos.


Lucia Schuller

Bióloga