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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

As portas do verão recepcionando as pragas urbanas

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Epidemia: mais de 300 escorpiões são recolhidos em Jussara, no PR


Fiscalização foi feita pela prefeitura; número impressiona

   

O município de Jussara, noroeste do Paraná, vive uma epidemia de escorpiões.

Na quarta-feira (04) durante fiscalização no município, mais de 300 animais foram encontrados. No vídeo, é possível ver a quantidade dos escorpiões que chega a assustar.








De janeiro a agosto deste ano, 27 pessoas foram picadas pelo animal. Em agosto um menino de quatro anos morreu após ser picado pelo escorpião. A criança estava dormindo. Uma menina de dois anos também foi picada e se recuperou. 

O apelo da prefeitura é pela colaboração dos moradores principalmente no que diz respeito a limpeza dos quintas.
Redação Catve.com

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Mosquitos impõem toque de recolher em São Vicente


Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite

Biólogo diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade


Cinco da tarde. Esta é a hora que começa o terror, segundo os moradores de São Vicente. Desta vez, a violência dos ataques não está isolada nos bairros distantes do Centro e acomete a cidade inteira. Em bandos, eles invadem as casas, os carros, pernas de fora, tornozelos e até os ouvidos, justamente no período propício para o descanso: à noite.

“Quando chega às cinco horas da tarde ninguém mais sai e fico desesperado para fechar a casa com medo que eles entrem. É um horror”, desabafa André Soares.

Morador do bairro Catiapoã há 37 anos, ele afirma que é a primeira vez que invasões dessa proporção acontecem por ali. Os meliantes, porém, são antigos conhecidos da população: os mosquitos.

Paulo Sérgio de Oliveira reside no local há mais tempo, 50 anos, e confirma que jamais viu nada parecido. “Do lado do canal dá para ver as nuvens de mosquitos, não dá para andar sem ser atacado e em todo lugar o povo está falando disso. É uma praga que invadiu a cidade toda”, acredita.

A situação está mexendo com o bolso dos munícipes também. Eduardo Teixeira fez as contas. De acordo com ele, cada inseticida custa em torno de R$9 e vão pelo menos oito por mês, ou seja, R$72. Além disso, passou a ser artigo essencial na compra do mês o repelente de pele e o espiral, usado para afastar os mosquitos de dentro de casa. Os custos somados passam de R$100 mensais.

“Eu tenho duas crianças e fico preocupado se esses produtos podem fazer mal para eles, mas se a gente não usa, não tem como ficar dentro de casa e tem o risco da dengue. Dos muitos mosquitos que matamos aqui, vários deles tinham as patas listradas”, explica ao citar a característica do Aedes Aegypti, transmissor da doença.

A rede social Facebook também foi usada para relatar a infestação de mosquitos em São Vicente. Ao reclamar da situação em sua página pessoal e classificar os insetos como “absurdamente grandes e famintos”, Martha Benassi recebeu diversos comentários confirmando a situação em outros bairros: Centro, Gonzaguinha, Vila Cascatinha, Vila Valença, Jóquei, entre outros.

Poluição dos canais pode influenciar proliferação

São Vicente é cortada por diversos canais como o da Avenida Penedo, Sá Catarina de Moraes, Alcides da Araújo, Linha Vermelha e Itararé (durante a visita da Reportagem foi possível verificar, além da água parada, muito lixo). O DL questionou o biólogo Pedro Trasmonte para saber se essas condições poderiam influenciar a infestação dos mosquitos.

Ele explica que neste período é comum o surgimento deles, “principalmente porque até a semana passada ficamos mais de um mês sem chuva e na primeira garoa que deu, eles aproveitaram o máximo pra se reproduzir”.

Em relação aos canais, Pedro diz que é preciso recuperar a mata ciliar (cobertura vegetal nativa) dos rios da cidade que estão encanados no meio dos bairros, como o do Catiopoã e Jóquei.

“Os mosquitos, principalmente os pernilongos, conhecidos como Culicídeos, se reproduzem em qualquer poça de água e não têm predador porque os predadores precisam de um ecossistema mais equilibrado para se reproduzir. Por exemplo, a libélula é um predador de mosquitos, só que a larva dela precisa de água extremamente limpa para se reproduzir, aí acontece o desequilíbrio”, analisa.

Ele sugere que uma forma de controlar a situação de maneira natural seria a recuperação dos cursos d’água que atravessam a cidade com o plantio de mata ciliar, despoluição e drenagem. “Dessa forma os predadores naturais serão atraídos de volta e o ecossistema reequilibrado. Isso melhoraria a qualidade de vida de toda a cidade”, afirma.

Quanto ao papel da população, um fator importante na proliferação dos insetos também tem a ver com o lixo e entulho jogados pela rua. “Qualquer coisa que as pessoas tenham jogadas no quintal ou que se acumule nos bairros, na menor garoa vai servir de criadouro”, alerta Pedro.

Prefeitura

A Prefeitura de São Vicente informou, por meio do Departamento de Controle de Doenças Vetoriais, que os pernilongos são do gênero culex, por isso não podem ser combatidos com a técnica fumacê.

Com relação à limpeza dos canais, explicou que os esforços, no momento, concentram-se na obtenção de liberação de uma área para despejo do material retirado junto aos órgãos competentes, atendendo às exigências da legislação ambiental e solicitações dos munícipes. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas vem cumprindo cronograma de serviços e realizando mutirões de benfeitoria em vários pontos da Cidade.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Queimadas fazem animais peçonhentos invadirem residências em Itupeva, uma criança de três anos foi picada


Nossa equipe recebeu um triste relato de uma mãe que ficou desesperada pela situação que veio a passar no bairro do Medeiros em Itupeva ao sua filha infelizmente ser picada por um escorpião na madrugada, desta sexta-feira (29).

Muitos animais peçonhentos fugindo das queimadas estão invadindo diversas residências de Itupeva. Isso preocupa muito, só nesta casa foram mortos 8, existem mais relatos de leitores. A mãe da criança 'Diana Gonçalves' desabafou sobre o caso.

''Ola, boa tarde, minha filha de três anos foi picada por um escorpião, acho válido uma alerta. Ela está bem, foi medicada, mas é muito perigoso. A prefeitura veio aqui, disse que o ideal é colocar veneno, é preocupante devido a tantas queimadas, eles estão invadindo as residências. Meu pai matou 8 essas semana, disse a Diana.''.

Fonte: http://www.itupevaagora.com.br/2017/09/queimadas-fazem-animais-peconhentos.html


Novo teste pode diagnosticar zika e sorotipos de dengue em 20 minutos


Um novo e simples exame de sangue em uma tira de papel pode detectar em apenas 20 minutos se o paciente está infectado pelo vírus da zika e por cada um dos quatro sorotipos da dengue. Fácil de usar, o teste pode fazer toda a diferença em países como o Brasil, onde o teste padrão, a reação em cadeia de polimerase (PCR), que detecta presença de RNA viral no sangue, nem sempre está disponível nas áreas afetadas por surtos da doença.

O novo teste foi desenvolvido pelos Institute for Medical Engineering & Science (IMES) e Department of Mechanical Engineering do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e publicado no periódico ScienceTranslational Medicine[1]. Outra vantagem do novo teste é que ele elimina a possibilidade de falsos-positivos.

"É muito importante ter um teste capaz de diferenciar zika e os quatro sorotipos de dengue porque essas doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, e circulam nas mesmas áreas", explica Kimberly Hamad-Schifferli, professora de engenharia da University of Massachusetts, em Boston, pesquisadora visitante do MIT, e uma das autoras principais do estudo.

Segundo a pesquisadora, o custo de produção do teste é de no máximo US$ 5 por cada tira de papel utilizada. O grupo também já foi contatado por empresas interessadas em produzi-lo.

Para Kimberly, o grande problema no que se refere aos testes para detecção da zika é o fato deles se basearem na interação de anticorpos com uma proteína viral chamada NS1, presente no sangue dos pacientes infectados, e que está presente em diferentes flavivírus, em diversas versões, o que possibilita a ocorrência de falsos-positivos. Por isso, a equipe foi em busca de anticorpos que respondessem apenas à NS1 produzida pelo vírus da zika, e proteínas NS1 específicas de cada sorotipo da dengue. Camundongos foram infectados com os vírus da zika e da dengue, e seus anticorpos foram analisados aos pares com ferramentas de informática, permitindo a identificação de pares de anticorpos que reagissem a apenas uma versão da NS1, garantindo a especificidade do teste.

O teste funciona da seguinte maneira: uma gota de sangue do paciente é acrescentada a uma solução de nanopartículas, e em seguida, uma tira de papel tratada com os anticorpos é mergulhada nesta mistura. Na presença da NS1, a tira vai apresentar uma faixa colorida, mais ou menos como num teste de gravidez comercial. Desta forma, os pesquisadores identificaram pares de anticorpos que reagem a uma única versão da NS1, impedindo também os falsos positivos.

"Nós criamos cinco testes diferentes: um para a zika e outros quatro para os quatro sorotipos de dengue", conta Kimberly.

"É preciso repetir o procedimento em cinco tiras diferentes, mas estamos trabalhando numa versão que utiliza a mesma tira de papel para os cinco testes", disse a pesquisadora em entrevista por e-mail ao Medscape, não descartando a possibilidade de a mesma estratégia ser usada para detecção de chikungunya. Isso faria o custo total do teste ainda mais.

"Nossos testes apresentaram resultados comparáveis aos dos PCR, com um grau de acerto que variou de 70% a 100%", acrescenta.

Além de pesquisadores americanos, o estudo contou com a colaboração de especialistas de Colômbia, México, Venezuela, Espanha, Índia e Brasil, onde cientistas das universidades federais de Minas Gerais e Sergipe, FioCruz, Instituto D'Or de pesquisa e Educação, e da Faculdade de medicina de São José do Rio Preto, forneceram amostras de sangue de pacientes. Por conta da legislação brasileira, bem como de Índia, Colômbia e México, que proíbe o envio de amostras de pacientes para fora do país, a logística da pesquisa envolveu também a viagem dos pesquisadores americanos para cá e para os demais países participantes da pesquisa.

Fonte:http://portugues.medscape.com/verartigo/6501604

Jundiaí confirma morte de mais um macaco por febre amarela


Até agora cinco animais já morreram pela doença no município neste ano. Vacinação foi intensificada nos postos de saúde.


A morte de mais um macaco por febre amarela foi confirmada nesta terça-feira (3) em Jundiaí (SP). Ao todo, cinco animais já morreram pela doença no município neste ano.

O primeiro caso ocorreu no bairro São José da Pedra Santa, três no Corrupira e um no Champirra. Ainda segundo a prefeitura, outros 58 casos aguardam resultados de exames, sendo que 101 foram encaminhados para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Apesar do macaco não ser o transmissor da doença e de Jundiaí não ter nenhum caso confirmado de febre amarela em humanos, a vacina é a única prevenção.
Por isso, a prefeitura iniciou nesta terça-feira, no Jardim Corrupira, a campanha de vacinação de porta em porta. Cerca de 80 mil moradores de Jundiaí já se imunizaram contra febre amarela.

Agentes de saúde estão passando nas casas para aplicar a vacina. O Jardim Corrupira fica na área rural e teve caso de morte de macaco com a doença.
Mas a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) orienta que moradores de outros bairros rurais da cidade procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para tomar a vacina. Confira no link a relação das UBSs e dias de vacinação.

Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí

Em um dia, três pessoas são picadas por escorpião na capital de Tocantins; biólogo faz alerta


Seis espécies do animal já foram identificadas na capital e uma nova está sendo estudada. Biólogo dá dicas sobre como se prevenir dos ataques.

Em menos de um dia três pessoas foram picadas por escorpião em Palmas

Três pessoas foram picadas por escorpião em menos de um dia na capital. Uma delas foi a advogada Flauze Gomes. Mesmo mantendo o apartamento que ela mora sempre limpo, deve que dedetizar o local pela segunda vez em três meses. Isso porque ela foi picada por um escorpião. "Susto muito grande, chorei e fui para a Unidade de Pronto Atendimento com medo de morrer. Eles fizeram vários exames, peguei os resultados, deu tudo certo".

Outro caso de picada foi com a comerciante, Adeliane Santos. Ela estava trabalhando quando foi surpreendida pelo animal. "Na hora eu pensei que fosse um morimbondo. Senti formigamentos como se tivesse adormecendo e vai se espalhando pelo corpo. Você sente dor, muita dor".
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Palmas (CCZ), na capital existem pelos menos seis espécies de escorpiões e que uma outra está sendo analizada pelos técnicos do centro.


O biológo do CCZ de Palmas, Jorge Luiz de Souza, diz que se a pessoa for picada é importante fazer uma compressa com gelo. "Porque ela vai dificultar a entrada do veneno no organismo e a dor também vai diminuir. É importante também o levar o escorpião para o lugar onde for receber o atendimento".


Ele comenta que esses animais normalmente entram nas casas através dos ralos de banheiro, já que vivem em fossas. Eles saem principalmente a noite a procura a de insetos, em especial as baratas. Por isso, ele orienta para que as pessoas deem preferência a ralos com fechamento para evitar a entrada dos escorpiões.

"Com a volta das chuvas, aumenta bastante a quantidade de insetos, ou seja, os escorpiões vão ter muita comida. Os meses de novembro e maio são os que mais tem acidentes com esses animais. Por isso, aquela louça suja depois do jantar deve ser lavada, evita baratas".

Fonte : G1 Tocantins

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Percevejos são fortemente atraídos por roupas sujas



Os percevejos procuram seu cheiro e se aconchegam às suas roupas usadas quando você não está por perto, revelaram pesquisadores nesta quinta-feira.

Isso explica como essas criaturas minúsculas e incapazes de voar conseguiram se propagar de forma meteórica ao redor do mundo - pegando uma carona na nossa roupa suja, segundo um estudo publicado na revista Scientific Reports.


"O mecanismo para essa dispersão de longa distância nunca foi testado empiricamente", afirmou à AFP o coautor do estudo William Hentley, da Universidade de Sheffield.

Alguns cientistas deduziram que os percevejos caíam acidentalmente em nossas roupas ou bagagens depois de se alimentarem do nosso sangue, e depois seguiam dos hotéis para nossas casas.

Mas o novo estudo mostrou que essas pragas, conhecidas por serem atraídas pelo cheiro de humanos adormecidos, procuram ativamente nossa roupa usada.

Hentley e uma equipe testaram as predileções de percevejos em uma série de experimentos incomuns.

Voluntários humanos se lavaram com um sabão sem perfume, depois usaram camisetas e meias limpas por cerca de seis horas.

As roupas foram colocadas em uma bolsa de plástico selada e hermética antes de serem transferidas para uma sacola de pano.

Quatro sacolas - duas com camisetas e meias sujas, e duas com os mesmos itens limpos - foram colocadas em uma sala, a distâncias iguais do centro. Percevejos foram então liberados e observados.

Após quatro dias, os pesquisadores observaram a localização dos insetos e descobriram que a maioria estava nas sacolas que continham roupas sujas.

O experimento foi repetido algumas vezes.

"Os percevejos apresentaram uma recente e rápida expansão global, que se sugeriu que foi causada por viagens aéreas baratas", escreveram os autores.

"Nossos resultados mostram, pela primeira vez, que deixar roupas usadas expostas nas áreas de dormir ao viajar pode ser explorado por percevejos para facilitar sua dispersão passiva".

No ano passado, pesquisas mostraram que os percevejos se tornaram geneticamente programados para resistir a pesticidas, impulsando ainda mais sua conquista global.

O percevejo comum, Cimex lectularius, é encontrado em climas temperados nos Estados Unidos e em partes da Europa.

Esses insetos se tornaram especialmente difíceis de erradicar após venenos potentes como o DDT serem proibidos nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.

No final da década de 1990, esses bichos estavam prosperando em Nova York. Em um surto registrado em 2010, invadiram edifícios residenciais de luxo, hotéis e lojas de roupa, como uma ponta de estoque da marca de lingerie Victoria's Secret.

Também houve uma explosão de percevejos em Paris nos últimos anos.

Surto de ratos já forçou Nova York a gastar US$ 33 milhões em 2017 Cidade luta há décadas para reduzir população de roedores em parques e ruas

   
NOVA YORK — 

Afetada por um surto de ratos nos seus parques públicos, Nova York anunciou que reforçará os seus esforços para conter a praga. O prefeito da cidade, Bill de Blasio, prometeu investir mais US$ 750 mil neste objetivo, em resposta às reclamações de pais que levam suas crianças para brincar ao ar livre. Neste ano, a prefeitura já tinha apresentado um plano de US$ 32 milhões contra a infestação.

Os relatos são de que os ratos estavam invadindo os parques, sobretudo, do Upper West Side. Muitos pais reclamaram que os animais tentavam pular nos carrinhos que transportavam as crianças.

O governo local planeja trocar as caixas de arame com 29 compactadores solares e quatro latas de aço sólido em oito playgrounds e parques, disse o prefeito. Funcionários da cidade também redobrarão as patrulhas de coleta de lixo nos parques.

Há décadas que Nova York sofre com o presença dos roedores pelas suas ruas e parques. Existem registros de que em 1949 o governo já gastava milhões na tentativa de reduzir a sua população e, embora especialistas digam que o problema já melhorou, esta ainda é uma questão que afeta a rotina dos moradores.

POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 29/09/2017 9:34 / 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias [572] INFESTAÇÃO POR RATOS E TRANSMISSÃO DA LEPTOSPIROSE



Resumo:

Introdução: A leptospirose é um importante problema de saúde urbana devido às
epidemias anuais que ocorrem em comunidades carentes e à alta mortalidade associada às formas graves. Os ratos são considerados os principais reservatórios na transmissão urbana. Entretanto, não existem estudos que sistematicamente definam os fatores de infestação por ratos e as características ambientais que influenciam o risco de infecção por Leptospira.

Objetivo: Determinar a associação entre infestação e infecção por Leptospira em um
estudo de coorte prospectiva realizado em uma comunidade carente de Salvador-BA.
Métodos: De 2004 a 2007, realizamos inquéritos sorológicos anuais em uma coorte de
2.003 habitantes para identificar infecções por Leptospira. Identificamos infecções por
soroconversão no teste de microaglutinação. Realizamos um estudo de caso-controle
aninhado onde definimos como domicílios-casos aqueles que tiveram um ou mais
indivíduos infectados. Os controles foram aleatoriamente selecionados dos que tiveram
indivíduos sem infecção. Avaliamos por inspeção domiciliar sinais de infestação por
roedores e características ambientais. Realizamos regressão logística para identificar
fatores de risco para infecção.
Resultados: Identificamos 158 infecções por Leptospira em 138 (6.8%) indivíduos no
período de três anos. Dos 109 domicílios-casos e 110 controles, 82% e 43%,
respectivamente, apresentaram fezes e tocas de ratos. Nos 105 domicílios com fezes de
roedores, 95% foram de Rattus norvegicus e 5% de Rattus rattus. Identificamos como
fatores de risco de infecção: fezes de rato (OR 3,3 IC 95% 1.6-6.9), tocas (OR 2.4, IC
95% 1.2-4.9), parede de domicilio sem reboco (OR 2.2, IC 95% 1.1-4.4) e renda
domiciliar per capita (OR 0.9 por US$/dia, IC 95% 0.8-0.9). No modelo que não incluiu
sinais de infestação, os fatores de risco para infecção foram: domicílios construídos sobre
ladeira de terra (OR 2.4, IC 95% 1.3-4.2) e água parada (OR 2.0, IC 95% 1.1-3.8), em
adição de parede de domicilio sem reboco.
Conclusões: Identificamos alta infestação por R. norvegicus na comunidade carente
estudada. Esta infestação foi o maior fator preditivo de risco para leptospirose. Medidas
de controle precisam ser direcionadas para diminuir a densidade e proximidade de R.
norvegicus no ambiente domiciliar. Além disso, identificamos fatores ambientais
relacionados com infestação que podem ser usados pelos Centros de Controle de
Zoonoses para identificar domicílios de alto risco para leptospirose.

1,2,3,4,5,6,7,9.Cpqgm/fiocruz, Salvador, Ba, Brasil; 8.Centro de Controle de Zoonoses, Salvador, Ba, Brasil;
10.Cornell University, Nova Iorque, Zz, Estados Unidos.


EPI1158 - 
URBANA.
COSTA, F.1
; REIS, R.B.2
; SANTOS, N.3
; RIBEIRO, G.S.4
; FELZEMBURGH, R.D.5
;
FRAGA, D.6
; BATISTA, A.C.7
; SANTANA, C.8
; REIS, M.G.9
; KO, A.I.10

ONU apoia simpósio no Rio sobre doenças transmitidas por carrapatos



A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) promovem nos dias 16 e 17 de outubro o 2º Simpósio Nacional de Doenças Transmitidas por Carrapatos. O evento ocorre no Rio de Janeiro, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento. O prazo para envio de trabalhos científicos é 20 de setembro.
O simpósio tem o apoio do Centro Pan-americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA).



O evento bianual foi concebido com o propósito de reunir profissionais dos serviços de vigilância epidemiológica e das universidades para discutir os avanços no conhecimento científico e suas implicações para as estratégias de vigilância e controle.

Já foram realizadas cinco edições de seminários estaduais e dois simpósios regionais no estado de São Paulo, onde o Ministério da Saúde apoiou os eventos e participou de sua organização. Desde 2015, o encontro virou nacional e passou a ter caráter itinerante, sendo realizado em outros estados endêmicos da febre maculosa, principal doença transmitida por carrapato no Brasil.

Participarão do evento os mais renomados pesquisadores na área, que apresentarão os resultados de suas pesquisas aplicadas aos serviços de vigilância das doenças transmitidas por carrapatos.

Serão temas do simpósio: redes colaborativas de vigilância e controle; sistemas de vigilância epidemiológica; aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento; emergência de novos patógenos transmitidos por carrapatos; experiências dos serviços de vigilância; legislação; métodos de predição e prevenção; avanços e perspectivas na área da pesquisa e vigilância das doenças transmitidas por carrapatos.

Fonte: OPAS/OMS


Inseticidas não são eficientes contra escorpiões, diz médico Produtos começaram a ser divulgados em redes sociais

Com os recentes casos de ataques por escorpiões em Araçatuba, surgiram nas redes sociais e são compartilhados pelo aplicativo Whatsapp fotos de vários inseticidas que seriam recomendados para combater esse animal peçonhento. Porém, o médico veterinário da Vigilância Epidemiológica de Araçatuba, Rafael Silva Cipriano, explica que nenhum inseticida funciona efetivamente com eficácia para matar ou repelir escorpiões por meio de pulverização ambiental e controlada.
Segundo ele, quando se usa qualquer inseticida no ambiente, desaloja-se os escorpiões dos esconderijos, promove a mudança do metabolismo do animal, fazendo com que feche aparelho responsável pela respiração deles e, com isso, eles ficam mais agressivos.
O pior, de acordo com o veterinário, é a presença do produto químico que elimina o principal alimento do escorpião, que é a barata, e faz com que ele percorra distâncias maiores atrás de alimento. “O inseticida acaba por controlar a infestação por baratas diretamente”, pondera.
Cipriano explica que a melhor forma de evitar a infestação por escorpiões em residências e arredores é a eliminação do acúmulo de lixo e entulho nos quintais. Além disso, deve-se manter ralos e caixas de gordura limpos e devidamente fechados; evitar frestas nas portas e nas paredes das casas; inspecionar os jardins; e mudar de local periodicamente materiais acumulados que possam servir de abrigo ao escorpião, como telhas, madeiras e todo material inerte.
“Se encontrar um escorpião, tente colocar um recipiente em cima do animal, evitando o seu deslocamento e chame o centro de controle de zoonoses para retirá-lo. Uma simples pisada pode matar o animal, mas é importante mantê-lo intacto para identificação e posterior tratamento”, ressalta o profissional.
CLIMA
Em várias regiões da cidade, há relatos de encontro de escorpião, pois Araçatuba é considerada zona endêmica deste animal, de acordo com Cipriano. Ele explica que os escorpiões aparecem mais nesta época do ano porque são característicos de clima seco e quente. “Além disso, nesta época ocorre a escassez de seu alimento preferido, as baratas, que proliferam em períodos de maior umidade”, explica.

E o profissional alerta que essa infestação pode aumentar com a ocorrência das chuvas, que inundam as galerias de esgoto e pluviais, fazendo o escorpião procurar locais mais secos. Ele orienta que, em caso de ataque por escorpião, deve-se lavar o local picado com água e sabão, prender o animal em um pote para identificação e procurar o posto de atendimento médico mais próximo para identificação e tratamento. 
“Cuidem de suas residências e não utilizem inseticidas. Deixem os agentes de saúde e agentes de endemias entrarem nas casas para recomendações. A melhor forma de evitar o escorpião é seguindo as recomendações de manejo aplicadas nas residências”, conclui.



Fonte:   http://www.folhadaregiao.com.br/araçatuba

Paraná registra 56 casos suspeitos de dengue por dia Dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde nesta semana; são 48 casos confirmados desde 1º de agosto.

Paraná registrou 56 casos suspeitos de dengue por dia nas últimas duas semanas. De 925 notificações até o dia 12 de setembro, o número subiu para 1.711 na terça-feira (26).

Os dados constam no novo boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), que mostra uma aceleração no volume de notificações: entre os dias 1º e 12 deste mês, a média estava em 30 notificações por dia.

As cidades com maior número de notificações são Londrina (319), Foz do Iuaçu (228) e Maringá (216). Do total de notificações, 831 já foram descartadas, informa a Sesa.

Confirmações
O estado acumula 48 casos confirmados de dengue desde o dia 1º de agosto, início da temporada 2017/2018 de acompanhamento da doença pela Sesa.

Segundo o boletim, o total de confirmações é 77% maior que o total registrado até o dia 12. O número de municípios com casos confirmados de dengue subiu de dez para 19.

Os municípios com maior número de casos confirmados são Maringá (17), Foz do Iguaçu (8), e Tamboara (3).

Em relação ao boletim anterior, Maringá teve oito confirmações e Foz apenas uma. Tamboara manteve o número registrado até o dia 12.
Chikungunya e zika

A Sesa não registrou novos casos de chikungunya e zika nas últimas duas semanas no Paraná. A única confirmação desde agosto é de um caso de chikungunya em Paranavaí.
O número de notificações cresceu: no caso da chikungunya, passaram de 32 para 50 (entre os dias 12 e 26), e para zika foram de 16 para 30.

Vacina contra a dengue

A terceira etapa da vacinação contra a dengue, em 30 cidades do Paraná, começou em 20 de setembro. O público-alvo é o mesmo das fases anteriores: jovens com idade entre 15 e 27 anos. A exceção é valida para Assaí, no norte, e Paranaguá, no litoral, onde moradores entre 9 e 44 anos têm direito à vacina.

Fonte: G1

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Coluna Vetor - Revista CIPA - Setembro 2017



https://secure.viewer.zmags.com/publication/6a1f8328#/6a1f8328/74

Diretor de hospital recomenda cidadania em vez de inseticida Médico diz que escorpiões só vão deixar de proliferar com conscientização

A morte de uma menina de 4 anos após ela ser picada por escorpião no último dia 15, quando caminhava com a família pela rua dos Fundadores, em Araçatuba, ao sair de uma igreja, provocou uma verdadeira corrida às unidades de saúde do município na semana que passou. Pelo menos outras quatro crianças receberam atendimento médico por suspeita de picada de escorpião na cidade, algumas delas inclusive ficaram internadas na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Para o diretor da Santa Casa local, Sérgio Smolentzov, essa busca por atendimento já era esperada, pois a situação gerou uma “síndrome de pânico”. Entretanto, ele recomenda que, em todo caso suspeito, a pessoa deve, sim, procurar atendimento médico. Confira abaixo a entrevista concedida por ele à Folha da Região, explicando sobre os sintomas e o tratamento para picada de escorpião:







Quando os pais devem levar os filhos ou os adultos devem ir ao hospital se suspeitar de picada de escorpião?

Havendo qualquer acidente com inseto, seja escorpião, aranha ou outro, a pessoa deve procurar socorro médico. Mesmo se não se identifica o que aconteceu, a pessoa deve ir ao hospital, que avaliará se é só dor local, se há manifestação sistêmica e se justifica outra medida em caso de suspeita mais grave. Não é preciso ir direto à referência, que é a Santa Casa, pode procurar um posto de saúde que o médico vai avaliar a medida a ser tomada.

Essa precaução excessiva por parte da população é correta? Houve alguma ocasião em que os escorpiões causaram tanta preocupação em Araçatuba ou é a primeira vez?

A preocupação é reflexo de uma síndrome de pânico, porque, em uma semana, duas crianças morreram. Toda mãe que tem uma criança fica achando que pode acontecer com seu filho. Então, isso é justificável e uma resposta esperada. Porém, o poder público tem que mostrar as medidas que estão sendo tomadas, que a situação está sob controle e acalmar a população. Araçatuba já convive com escorpião há muito tempo, mas foi a primeira vez que ocorre a morte de duas crianças em curto espaço de tempo.


fonte:  http://www.folhadaregiao.com.br

Primeiros insetos surgiram há 480 milhões de anos


Os primeiros insetos que habitaram a Terra tiveram origem há cerca de 480 milhões de anos e 80 milhões de anos depois desenvolveram a sua capacidade de voar.

Na investigação, publicada na revista “Science”, participaram mais de cem investigadores de 16 países, incluindo cinco peritos da organização para a Investigação Industrial e Científica da Commonwealth da Austrália.

“A nossa investigação mostra que os insetos tiveram origem ao mesmo tempo que as primeiras plantas terrestres, há uns 480 milhões de anos“, disse o diretor da Coleção Nacional Australiana de Insetos, David Yeates, num comunicado da organização.

O mesmo responsável acrescentou que os “primeiros insetos, provavelmente, seriam parecidos com as atuais traças“.

Depois, disse, há 400 milhões de anos, os insetos começaram a desenvolver a capacidade de voarem.

A investigação foi liderada pelo cientista alemão Bernhard Misof e confirma que a crise na biodiversidade desencadeou extinções massivas de outros grupos de seres vivos como os dinossauros e que os insetos sobreviveram às diversas situações adaptando-se.

fonte:  http;//ZAP.aeiou.pt


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Um simples mosquitos pode marcar uma vida


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Chikungunya video informativo do Ministério da Saúde




terça-feira, 12 de setembro de 2017

Jovens apresentam em feira internacional aplicativo para combater Aedes aegypti


Agência Brasil


Estudantes de Pernambuco criam aplicativo para combater focos de Aedes aegypti


Com o desejo de ajudar o bairro onde vivem, em Jardim Brasil, no município de Olinda (PE), estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Desembargador Renato Fonseca usaram a tecnologia e a vontade de ajudar a comunidade para promover uma caça ao mosquito Aedes aegypti na região. 

Com a ajuda de uma ferramenta online, Jeovani Cipriano, de 19 anos, criou um aplicativo de celular para que as pessoas denunciassem focos de reprodução do inseto transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Os alunos, então, organizam mutirões para acabar com o problema.

O embrião do projeto surgiu em 2014, quando muitos alunos e professores da escola estavam faltando. Incomodados com isso, o grupo de estudantes se juntou à professora Jorgecy Cabral, que coordena a biblioteca da instituição, para visitar a casa dos faltosos e verificar se o surto de dengue que atingia a região era o culpado pelas faltas. Eles perceberam que os sintomas eram os mesmos.

“Encontramos o problema, vimos o que estava acontecendo. Fizemos mapeamento ao redor da escola para saber se havia foco de dengue. Para nossa surpresa, havia atrás, ao lado, em todos os lugares. Começamos então a fazer mutirões nas ruas”, diz a professora.

A escola passou a ser uma referência na comunidade. Muitas pessoas procuraram o local para denunciar focos de reprodução do Aedes. Foi aí que surgiu a ideia do aplicativo.

Cipriano quebrou a cabeça por cerca de duas semanas e, por meio de uma ferramenta online de criação de aplicativos, desenvolveu a plataforma Caça ao Aedes em Jardim Brasil. “Ninguém tinha conhecimento na área. Fui estudando e fiz”, afirma o estudante.

Na pesquisa porta a porta feita pelo alunos na época do surto, eles identificaram um aumento de 300% dos casos. Agora eles trabalham em novos dados. Segundo Jorgecy Cabral, a pesquisa não está finalizada, mas ela garante que houve redução de infecções no bairro de Jardim Brasil.

Então estudante do terceiro ano do ensino médio, Cipriano, que agora cursa jornalismo em uma faculdade particular, diz também que o aplicativo já recebeu denúncias de focos em outros estados. “Quando é feita em Olinda a gente tenta resolver. Quando é em outra cidade a gente encaminha as informações para a secretaria municipal da localidade”, conta.

O aplicativo é simples e contém informações sobre sintomas de viroses transmitidas por mosquitos (arboviroses) e dicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Há um espaço para fazer uma denúncia, por escrito, e um mapa onde estão marcados alguns pontos com água parada. Por dificuldades de funcionalidade, não foi possível marcar uma denúncia no mapa, mas a comunicação do bairro pode ser facilitada pelo app. Ele pode ser baixado no Google Play e pelo site.

Vaquinha virtual

A iniciativa foi premiada como Destaque em Iniciação à Pesquisa na feira Ciência Jovem 2016, evento realizado anualmente pelo Espaço Ciência, museu ligado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco. O reconhecimento rendeu uma participação na Teccien Schöenstatt, uma feira estudantil de tecnologia e ciências promovida pelo colégio Nuestra Señora de Schöenstatt, do Paraguai, de onde os estudantes também saíram premiados.

Foi lá que conheceram a organização da Feira Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, outro evento estudantil do colégio Santa Fé, da Colômbia. Os organizadores convidaram os estudantes brasileiros a expor o projeto entre os dias 13 e 17 deste mês.

Para custear a viagem, o grupo abriu uma vaquinha virtual. As passagens de três pessoas – a professora e mais dois alunos – foram dadas pelo governo de Pernambuco, mas ainda é preciso pagar hospedagem, alimentação e deslocamento da na cidade. Segundo Cipriani, o embarque é no dia 12.

Fonte: Istoe.com.br

Combate ao Aedes pode ser mais eficiente durante o frio




O fato de o mosquito Aedes aegypti  proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Minas Fabiano Duarte Carvalho, é quando caem as temperaturas que as medidas de controle podem ser mais eficazes, já que o ciclo reprodutivo do mosquito fica mais lento e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.

“Sabemos que há casos de dengue e outras arboviroses o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Entretanto, este é um período em que há menos mosquitos em circulação e, com isso, é muito mais fácil combater os focos neste momento. É preciso aproveitar a fase em que o Aedes está mais fraco”, afirma o pesquisador.

Especialista em hábitos e comportamento do Aedes aegypti, Carvalho é um dos autores do artigo Why is Aedes aegypti Linnaeus so Successful as a Species? (Por que o Aedes aegypti pode ser considerado uma espécie de sucesso?), publicado recentemente na Neotropical Entomology, uma importante publicação na área de entomologia. Neste, os pesquisadores relacionam uma série de fatores que favorecem a espécie e fazem com que o combate ao inseto seja um desafio para todos os países que sofrem com as doenças por ele transmitidas.

O ciclo de vida do mosquito compreende quatro fases - ovo, larva, pupa e adulto - e, segundo os pesquisadores, é no primeiro estágio que reside uma das principais razões de sucesso do inseto. O ovo do Aedes aegypti é extremamente resistente, podendo durar por mais de um ano, quando as condições são desfavoráveis.

“Os ovos podem eclodir em minutos quando imersos em água. A falta dela, entretanto, não representa a quebra desse ciclo de vida, uma vez que os ovos permanecem viáveis durante semanas, meses, podendo chegar a mais de 400 dias. É claro que o número de ovos viáveis diminui ao longo do tempo, mas os que permanecem podem ser suficientes para a manutenção local da espécie”, explica Carvalho.

Outra característica que contribui para a proliferação da espécie é a alta capacidade reprodutiva. Uma única fêmea pode colocar aproximadamente 100 ovos por ciclo. “Além disso, elas têm uma estratégia que chamamos de oviposição em saltos, que é a distribuição dos ovos entre vários locais de reprodução, tornando complicada a tarefa de eliminar completamente os criadouros. Há estudos que demonstram que uma única fêmea distribui ovos entre quatro e seis criadouros e que, quando há condições, podem usar até 11”, destaca Carvalho.

Oportunista

O comportamento oportunista do Aedes aegypti também é apontado pelos pesquisadores como um dos aspectos que mais o beneficiam. Embora tenha hábitos preferenciais, a espécie possui uma capacidade de adaptação elevada, possibilitando-a aproveitar todas as oportunidades para se proliferar. Um exemplo disso se refere ao ambiente reprodutivo. Sabe-se que o inseto prefere a água limpa, mas, se não houver, ele poderá colocar os ovos em água com um pouco mais de matéria orgânica.

“Um estudo recente realizado em quatro regiões de Salvador demonstrou a presença de larvas do mosquito em esgotos de duas das localidades pesquisadas. A importância dos esgotos para a reprodução do mosquito também já foi descrita em outros países, como Colômbia e México”, revela Carvalho.

Bem adaptado a ambientes urbanos, o Aedes tem preferência por depositar os ovos em contêineres artificiais, encontrados facilmente nos espaços domésticos. Recipientes com coloração escura são os mais utilizados, o que dificulta a tarefa de detectá-lo durante as inspeções domiciliares.

Outra consideração importante, segundo o pesquisador, é que os recipientes pequenos também são potenciais locais de reprodução. Isso é possível porque a espécie se desenvolve rapidamente e, dessa forma, chega à fase adulta antes que a água se evapore, evitando a mortalidade do vetor.

Controle mecânico

A eliminação dos criadouros é uma das principais formas de controle do mosquito. Assim, de acordo com o pesquisador, ao se deparar com potenciais locais de possível reprodução, cada pessoa deve se perguntar se há alguma necessidade deles. “A resposta para esta pergunta é, muitas vezes, “não”, caso em que o local deve ser eliminado. Se a resposta for “sim”, é preciso então fazer modificações, de forma a evitar que aquele espaço se torne um local de reprodução para o inseto. Um exemplo: eu não posso eliminar minha caixa d´água, mas posso mantê-la bem fechada para que não vire um criadouro”, explica.

Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Carvalho lembra da necessidade de limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como a manter garrafas, latas e outros recipientes virados para baixo de forma que não acumulem água. “Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais pouco usados, bandejas atrás de refrigeradores e outros espaços do ambiente doméstico pouco utilizados, como, por exemplo, os banheiros da área de churrasqueira”, diz. “Lembrando que essas ações durante as estações mais frias serão ainda mais eficazes”, salienta.

Fonte: Keila Maia (Fiocruz Minas)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Rato roubando pizza, mas desta vez é fake, controle remoto.



Rato ladrão de pizza.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pesquisadores da Fiocruz encontram zika em pernilongos de Recife Os pernilongos infectados eram espécimes selvagens, capturados em residências da capital pernambucana

Crescem as evidências de que o mosquito Culex quinquefasciatus, o pernilongo, pode transmitir o zika. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encontraram cepas do vírus em insetos capturados na zona metropolitana de Recife. No ano passado, a mesma equipe descobriu, por meio de experimentos em laboratório, que o patógeno tinha a capacidade de infectar o inseto. Desta vez, porém, o contágio não se deu de forma artificial. Os pernilongos infectados eram espécimes selvagens, capturados em residências da capital pernambucana.
 
“O Aedes aegypti é considerado o principal vetor para humanos em todo o mundo. No entanto, há evidências de que outras espécies de mosquitos, incluindo o Culex quinquefasciatus, transmitem o vírus (…) e nossos achados indicam que pode haver uma gama mais ampla de vetores do que o esperado”, escreveram os autores em artigo divulgado ontem, na revista Emerging Microbes & Infections, do grupo Nature.

Por meio de análise do genoma parcial dos vírus, os investigadores também identificaram que eles conseguem se replicar dentro do pernilongo e chegar à glândula salivar. Partículas do micro-organismo foram, inclusive, detectadas na saliva dos mosquitos, indicando a possibilidade de transmissão para humanos por meio de picadas. Coordenadora do estudo, Constância Ayres, avalia que o trabalho demonstra, “de diversas formas diferentes”, que o Culex quinquefasciatus é um potencial vetor do vírus da zika.

Com os resultados obtidos, a equipe abre novas frentes de estudo, como descobrir se mutações no vírus influenciaram na capacidade dele de se replicar nos pernilongos e entender o papel e a importância desse mosquito na transmissão do zika durante a epidemia da doença, entre 2015 e 2016, e em condições futuras.

Independentemente das próximas análises, os investigadores fizeram algumas ponderações tendo como base as constatações atuais. “Nossas descobertas indicam que as estratégias de controle vetorial podem precisar ser reexaminadas. O controle das populações de Aedes aegypti pode não levar a uma redução global da transmissão de zika se as populações de Culex não forem afetadas”, escreveram.

Os insetos têm comportamentos diferentes. Enquanto o Aedes põe ovos em água limpa e parada, o pernilongo se concentra em matéria orgânica e esgoto. A presença deles nas cidades também não se equivale. Na área estudada, região metropolitana do Recife, a quantidade de pernilongos, segundo os pesquisadores, é cerca de 20 vezes maior do que a da população de Aedes aegypti.
Fonte:  www.correiobraziliense.com.br

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009

RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009
(Publicada em DOU nº 204, de 26 de outubro de 2009)
Dispõe sobre o funcionamento de empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas e dá outras providências.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 20 de outubro de 2009, adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:
Art. 1º Fica aprovado o regulamento técnico para funcionamento de empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS
Seção I
Objetivo
Art. 2º Este regulamento possui o objetivo de estabelecer diretrizes, definições e condições gerais para o funcionamento das empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, visando o cumprimento das Boas Práticas Operacionais, a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes.
Seção II
Abrangência
Art. 3º Este regulamento se aplica às empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, nos diversos ambientes, tais como indústrias em geral, instalações de produção, importação, exportação, manipulação, armazenagem, transporte, fracionamento, embalagem, distribuição, comercialização de alimentos, produtos farmacêuticos, produtos para saúde, perfumes, produtos para higiene e cosméticos para a saúde humana e animal, fornecedores de matéria-prima,
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
áreas hospitalares, clínicas, clubes, "shopping centers", residências e condomínios residenciais e comerciais, veículos de transporte coletivo, aeronaves, embarcações, aeroportos, portos, instalações aduaneiras e portos secos, locais de entretenimento e órgãos públicos e privados, entre outros.
Seção III
Definições
Art. 4º Para efeito deste regulamento técnico, são adotadas as seguintes definições:
I - Boas Práticas Operacionais: procedimentos que devem ser adotados pelas empresas especializadas a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes;
II - controle de vetores e pragas urbanas: conjunto de ações preventivas e corretivas de monitoramento ou aplicação, ou ambos, com periodicidade minimamente mensal, visando impedir de modo integrado que vetores e pragas urbanas se instalem ou reproduzam no ambiente;
III - empresa especializada: pessoa jurídica devidamente constituída, licenciada pelos órgãos competentes da saúde e do meio ambiente, para prestar serviços de controle de vetores e pragas urbanas;
IV - Equipamento de Proteção Individual (EPI): todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a preservar a saúde, a segurança e a integridade física do trabalhador;
V - licença ambiental ou termo equivalente: documento que licencia a empresa especializada a exercer atividade de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas, que é concedida pelo órgão ambiental competente;
VI - licença sanitária ou termo equivalente: documento que licencia a empresa especializada a exercer atividade de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas, que é concedida pelo órgão sanitário competente;
VII - pragas urbanas: animais que infestam ambientes urbanos podendo causar agravos à saúde, prejuízos econômicos, ou ambos;
VIII - Procedimento Operacional Padronizado (POP): procedimento elaborado de forma objetiva pela empresa especializada, que estabelece instruções seqüenciais para a realização de operações rotineiras e específicas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas;
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IX - produtos saneantes desinfestantes de venda restrita a empresas especializadas: formulações prontas para o uso ou concentradas para posterior diluição ou outras manipulações autorizadas, em local adequado e por pessoal capacitado da empresa especializada imediatamente antes de serem utilizadas para aplicação;
X - responsável técnico: profissional de nível superior ou de nível médio profissionalizante, com treinamento específico na área em que assumir a responsabilidade técnica, mantendo-se sempre atualizado, devidamente habilitado pelo respectivo conselho profissional, que é responsável diretamente: pela execução dos serviços; treinamento dos operadores; aquisição de produtos saneantes desinfestantes e equipamentos; orientação da forma correta de aplicação dos produtos no cumprimento das tarefas inerentes ao controle de vetores e pragas urbanas; e por possíveis danos que possam vir a ocorrer à saúde e ao ambiente;
XI - saneantes desinfestantes: produtos registrados na Anvisa, destinados à desinfestação de ambientes urbanos, sejam eles residenciais, coletivos, públicos ou privados, que matam, inativam ou repelem organismos indesejáveis no ambiente, sobre objetos, superfícies inanimadas, ou em plantas. Incluem-se neste conceito os termos "inseticidas", "reguladores de crescimento", "rodenticidas", "moluscicidas" e "repelentes"; e
XII - vetores: artrópodes ou outros invertebrados que podem transmitir infecções, por meio de carreamento externo (transmissão passiva ou mecânica) ou interno (transmissão biológica) de microrganismos.
CAPÍTULO II
DOS REQUISITOS PARA FUNCIONAMENTO
Seção I
Dos Requisitos Gerais
Art. 50 A empresa especializada somente pode funcionar depois de devidamente licenciada junto à autoridade sanitária e ambiental competente.
§1° A empresa instalada em cidade que não possua autoridade sanitária e ambiental competente municipal está obrigada a solicitar licença junto à autoridade sanitária e ambiental competente regional, estadual ou distrital a que o município pertença.
Art. 6º A contratação de prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas somente pode ser efetuada com empresa especializada.
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Art. 7º Para a prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas somente podem ser utilizados os produtos saneantes desinfestantes de venda restrita a empresas especializadas, ou de venda livre, devidamente registrados na Anvisa.
Seção II
Da Responsabilidade Técnica
Art. 8º A empresa especializada deve ter um responsável técnico devidamente habilitado para o exercício das funções relativas às atividades pertinentes ao controle de vetores e pragas urbanas, devendo apresentar o registro deste profissional junto ao respectivo conselho.
§1° Considera-se habilitado para a atividade de responsabilidade técnica, o profissional que possua comprovação oficial da competência para exercer tal função, emitida pelo seu conselho profissional.
§2° A empresa especializada deve possuir registro junto ao conselho profissional do seu responsável técnico.
Seção III
Das Instalações
Art. 9º As instalações da empresa especializada são de uso exclusivo, sendo vedada a instalação do estabelecimento operacional em prédio ou edificação de uso coletivo, seja comercial ou residencial, e em áreas adjacentes a residências ou locais de alimentação, creches, escolas e hospitais, atendendo às legislações relativas à saúde, segurança, ao ambiente e ao uso e ocupação do solo urbano.
Art. 9º As instalações da empresa especializada são de uso exclusivo, sendo vedada a instalação do estabelecimento operacional em prédio ou edificação de uso coletivo, seja comercial ou residencial, atendendo às legislações relativas à saúde, segurança, ao ambiente e ao uso e ocupação do solo urbano. (Redação dada pela Resolução – RDC nº 20, de 12 de maio de 2010)
Art. 10 As instalações operacionais devem dispor de áreas específicas e adequadas para armazenamento, diluição ou outras manipulações autorizadas para saneantes desinfestantes e vestiário para os aplicadores, com chuveiro e local para higienização dos EPI.
Art. 11 A licença sanitária deverá ser afixada em local visível ao público.
Art. 12 A empresa especializada deve ter letreiro em sua fachada indicando seu nome de fantasia, os serviços prestados e o número da licença sanitária.
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Seção IV
Da Manipulação e Transporte
Art. 13 Todos os procedimentos de diluição ou outras manipulações autorizadas para produtos saneantes desinfestantes, da técnica de aplicação, da utilização e manutenção de equipamentos, de transporte, de destinação final e outros procedimentos técnicos ou operacionais, devem estar descritos e disponíveis na forma de Procedimentos Operacionais Padronizados (POP), inclusive com informações sobre o que fazer em caso de acidente, derrame de produtos químicos, saúde, biossegurança e saúde do trabalhador, sem prejuízo da legislação vigente.
Art. 14 Os veículos para transporte dos produtos saneantes desinfestantes e equipamentos devem ser dotados de compartimento que os isolem dos ocupantes, devendo ser de uso exclusivo para atividade de controle de vetores e pragas urbanas e atender às exigências legais para o transporte de produtos perigosos.
Parágrafo único. O transporte dos produtos e equipamentos não pode ser feito por meio de veículos coletivos em hipótese alguma, independentemente de quantidades, distâncias ou formulações.
Seção V
Da Inutilização e Descarte das Embalagens
Art. 15 A empresa especializada deve retornar as embalagens vazias ao seu estabelecimento operacional logo após o seu uso, para inutilização e descarte.
Art. 16 O destino final das embalagens dos produtos saneantes desinfestantes de uso restrito a empresas especializadas é de responsabilidade do seu respectivo fabricante/importador.
Art. 17 A empresa especializada fica obrigada a devolver as embalagens, no prazo máximo de um ano da data de compra dos respectivos produtos, aos estabelecimentos onde foram adquiridas, ou em postos ou centrais de recebimento por eles conveniados e previamente licenciados pelo órgão estadual competente.
§1° Caso essa devolução não ocorra, a responsabilidade pelo destino final passa a ser da empresa especializada que deve guardar os comprovantes da referida destinação.
§2° O estabelecimento que as receber deve fornecer à empresa especializada documento comprobatório de recebimento das embalagens.
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Art. 18 A empresa especializada fica obrigada a inutilizar as embalagens dos produtos saneantes desinfestantes antes de sua devolução aos estabelecimentos aonde foram adquiridas, ou em postos ou centrais de recebimento por eles conveniados.
Art. 19 As embalagens laváveis dos produtos saneantes desinfestantes devem ser submetidas à tríplice lavagem antes de sua devolução, devendo a água ser aproveitada para o preparo de calda ou inativada, conforme instruções contidas na rotulagem ou por orientação técnica do fabricante do produto e do órgão competente.
Parágrafo único. As embalagens vazias de produtos que não apresentam solubilidade em água não devem passar por tríplice lavagem, devendo a empresa especializada seguir as orientações do fabricante e as legislações vigentes.
Seção VI
Da Comprovação do Serviço
Art. 20 A empresa especializada deve fornecer ao cliente o comprovante de execução de serviço contendo, no mínimo, as seguintes informações:
I - nome do cliente;
II - endereço do imóvel;
III - praga(s) alvo;
IV - data de execução dos serviços;
V - prazo de assistência técnica, escrito por extenso, dos serviços por praga(s) alvo;
VI - grupo(s) químico(s) do(s) produto(s) eventualmente utilizado(s);
VII - nome e concentração de uso do(s) produto(s) eventualmente utilizado(s);
VIII - orientações pertinentes ao serviço executado;
IX - nome do responsável técnico com o número do seu registro no conselho profissional correspondente;
X - número do telefone do Centro de Informação Toxicológica; e
XI - identificação da empresa especializada prestadora do serviço com: razão social, nome fantasia, endereço, telefone e números das licenças sanitária e ambiental com seus respectivos prazos de validade.
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Art. 21 Quando a aplicação ocorrer em prédios de uso coletivo, comercial ou de serviços, a empresa especializada deverá afixar cartazes informando a realização da desinfestação, com a data da aplicação, o nome do produto, grupo químico, telefone do Centro de Informação Toxicológica e números das licenças sanitária e ambiental.
Art. 22 Toda e qualquer nota fiscal de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas só terá validade se for emitida por pessoa jurídica de direito privado, ficando vedada a compra de nota fiscal avulsa por pessoa física junto às Secretarias de Finanças (ou órgão semelhante) das Prefeituras Municipais, para os fins de comprovação de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas.
Seção VII
Da Propaganda
Art. 23 Pelo risco sanitário que a inobservância dos requisitos deste regulamento possa promover à população exposta, toda e qualquer forma de propaganda de empresa especializada deve conter claramente a identificação da mesma nos órgãos licenciadores competentes, bem como o número de sua licença. Sem prejuízo ao disposto no artigo 58, §2°, da Lei nº 6360, de 23 de setembro de 1976, é proibido:
I - provocar temor, angústia ou utilizar expressões ou imagens, sugerindo que a saúde das pessoas será ou poderá ser afetada por não usar produtos ou prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas;
II - publicar mensagens tais como: "Aprovado", "Recomendado por especialista", "Demonstrado em ensaios científicos", "Publicidade aprovada pela Vigilância Sanitária", "Ministério da Saúde" ou órgão congênere Estadual, Municipal e Distrital, exceto nos casos especificamente determinados pela Anvisa; e
III - sugerir ausência de efeitos adversos à saúde humana ou utilizar expressões tais como: "inócuo", "seguro", "atóxico" ou "produto natural", exceto nos casos em que tais expressões estejam registradas na Anvisa.
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 24 Os estabelecimentos abrangidos por esta resolução terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados a partir da data de sua publicação para promover as adequações necessárias ao regulamento técnico.
§1° Excetua-se do caput deste artigo o descarte de embalagens vazias, onde fica instituído o prazo de até 18 (dezoito) meses a partir da data de sua publicação para promover as adequações necessárias ao regulamento técnico.
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
§2° A partir da publicação desta resolução, os novos estabelecimentos e aqueles que pretendam reiniciar suas atividades, devem atender na íntegra às exigências nela contidas, previamente ao seu funcionamento.
Art. 25 O descumprimento das disposições contidas nesta resolução e no regulamento por ela aprovado constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Art. 26 Fica revogada a Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa - RDC nº 18, de 29 de fevereiro de 2000.
Art. 27 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
DIRCEU RAPOSO DE MELLO

RDC 52 Anvisa lembrete

Lembrete:
RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009.
Objetivo
Art. 2º Este regulamento possui o objetivo de estabelecer diretrizes, definições e condições gerais para o funcionamento das empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, visando o cumprimento das Boas Práticas Operacionais, a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes.