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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Rato roubando pizza, mas desta vez é fake, controle remoto.



Rato ladrão de pizza.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pesquisadores da Fiocruz encontram zika em pernilongos de Recife Os pernilongos infectados eram espécimes selvagens, capturados em residências da capital pernambucana

Crescem as evidências de que o mosquito Culex quinquefasciatus, o pernilongo, pode transmitir o zika. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encontraram cepas do vírus em insetos capturados na zona metropolitana de Recife. No ano passado, a mesma equipe descobriu, por meio de experimentos em laboratório, que o patógeno tinha a capacidade de infectar o inseto. Desta vez, porém, o contágio não se deu de forma artificial. Os pernilongos infectados eram espécimes selvagens, capturados em residências da capital pernambucana.
 
“O Aedes aegypti é considerado o principal vetor para humanos em todo o mundo. No entanto, há evidências de que outras espécies de mosquitos, incluindo o Culex quinquefasciatus, transmitem o vírus (…) e nossos achados indicam que pode haver uma gama mais ampla de vetores do que o esperado”, escreveram os autores em artigo divulgado ontem, na revista Emerging Microbes & Infections, do grupo Nature.

Por meio de análise do genoma parcial dos vírus, os investigadores também identificaram que eles conseguem se replicar dentro do pernilongo e chegar à glândula salivar. Partículas do micro-organismo foram, inclusive, detectadas na saliva dos mosquitos, indicando a possibilidade de transmissão para humanos por meio de picadas. Coordenadora do estudo, Constância Ayres, avalia que o trabalho demonstra, “de diversas formas diferentes”, que o Culex quinquefasciatus é um potencial vetor do vírus da zika.

Com os resultados obtidos, a equipe abre novas frentes de estudo, como descobrir se mutações no vírus influenciaram na capacidade dele de se replicar nos pernilongos e entender o papel e a importância desse mosquito na transmissão do zika durante a epidemia da doença, entre 2015 e 2016, e em condições futuras.

Independentemente das próximas análises, os investigadores fizeram algumas ponderações tendo como base as constatações atuais. “Nossas descobertas indicam que as estratégias de controle vetorial podem precisar ser reexaminadas. O controle das populações de Aedes aegypti pode não levar a uma redução global da transmissão de zika se as populações de Culex não forem afetadas”, escreveram.

Os insetos têm comportamentos diferentes. Enquanto o Aedes põe ovos em água limpa e parada, o pernilongo se concentra em matéria orgânica e esgoto. A presença deles nas cidades também não se equivale. Na área estudada, região metropolitana do Recife, a quantidade de pernilongos, segundo os pesquisadores, é cerca de 20 vezes maior do que a da população de Aedes aegypti.
Fonte:  www.correiobraziliense.com.br

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009

RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009
(Publicada em DOU nº 204, de 26 de outubro de 2009)
Dispõe sobre o funcionamento de empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas e dá outras providências.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 20 de outubro de 2009, adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:
Art. 1º Fica aprovado o regulamento técnico para funcionamento de empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS
Seção I
Objetivo
Art. 2º Este regulamento possui o objetivo de estabelecer diretrizes, definições e condições gerais para o funcionamento das empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, visando o cumprimento das Boas Práticas Operacionais, a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes.
Seção II
Abrangência
Art. 3º Este regulamento se aplica às empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, nos diversos ambientes, tais como indústrias em geral, instalações de produção, importação, exportação, manipulação, armazenagem, transporte, fracionamento, embalagem, distribuição, comercialização de alimentos, produtos farmacêuticos, produtos para saúde, perfumes, produtos para higiene e cosméticos para a saúde humana e animal, fornecedores de matéria-prima,
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
áreas hospitalares, clínicas, clubes, "shopping centers", residências e condomínios residenciais e comerciais, veículos de transporte coletivo, aeronaves, embarcações, aeroportos, portos, instalações aduaneiras e portos secos, locais de entretenimento e órgãos públicos e privados, entre outros.
Seção III
Definições
Art. 4º Para efeito deste regulamento técnico, são adotadas as seguintes definições:
I - Boas Práticas Operacionais: procedimentos que devem ser adotados pelas empresas especializadas a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes;
II - controle de vetores e pragas urbanas: conjunto de ações preventivas e corretivas de monitoramento ou aplicação, ou ambos, com periodicidade minimamente mensal, visando impedir de modo integrado que vetores e pragas urbanas se instalem ou reproduzam no ambiente;
III - empresa especializada: pessoa jurídica devidamente constituída, licenciada pelos órgãos competentes da saúde e do meio ambiente, para prestar serviços de controle de vetores e pragas urbanas;
IV - Equipamento de Proteção Individual (EPI): todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a preservar a saúde, a segurança e a integridade física do trabalhador;
V - licença ambiental ou termo equivalente: documento que licencia a empresa especializada a exercer atividade de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas, que é concedida pelo órgão ambiental competente;
VI - licença sanitária ou termo equivalente: documento que licencia a empresa especializada a exercer atividade de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas, que é concedida pelo órgão sanitário competente;
VII - pragas urbanas: animais que infestam ambientes urbanos podendo causar agravos à saúde, prejuízos econômicos, ou ambos;
VIII - Procedimento Operacional Padronizado (POP): procedimento elaborado de forma objetiva pela empresa especializada, que estabelece instruções seqüenciais para a realização de operações rotineiras e específicas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas;
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
IX - produtos saneantes desinfestantes de venda restrita a empresas especializadas: formulações prontas para o uso ou concentradas para posterior diluição ou outras manipulações autorizadas, em local adequado e por pessoal capacitado da empresa especializada imediatamente antes de serem utilizadas para aplicação;
X - responsável técnico: profissional de nível superior ou de nível médio profissionalizante, com treinamento específico na área em que assumir a responsabilidade técnica, mantendo-se sempre atualizado, devidamente habilitado pelo respectivo conselho profissional, que é responsável diretamente: pela execução dos serviços; treinamento dos operadores; aquisição de produtos saneantes desinfestantes e equipamentos; orientação da forma correta de aplicação dos produtos no cumprimento das tarefas inerentes ao controle de vetores e pragas urbanas; e por possíveis danos que possam vir a ocorrer à saúde e ao ambiente;
XI - saneantes desinfestantes: produtos registrados na Anvisa, destinados à desinfestação de ambientes urbanos, sejam eles residenciais, coletivos, públicos ou privados, que matam, inativam ou repelem organismos indesejáveis no ambiente, sobre objetos, superfícies inanimadas, ou em plantas. Incluem-se neste conceito os termos "inseticidas", "reguladores de crescimento", "rodenticidas", "moluscicidas" e "repelentes"; e
XII - vetores: artrópodes ou outros invertebrados que podem transmitir infecções, por meio de carreamento externo (transmissão passiva ou mecânica) ou interno (transmissão biológica) de microrganismos.
CAPÍTULO II
DOS REQUISITOS PARA FUNCIONAMENTO
Seção I
Dos Requisitos Gerais
Art. 50 A empresa especializada somente pode funcionar depois de devidamente licenciada junto à autoridade sanitária e ambiental competente.
§1° A empresa instalada em cidade que não possua autoridade sanitária e ambiental competente municipal está obrigada a solicitar licença junto à autoridade sanitária e ambiental competente regional, estadual ou distrital a que o município pertença.
Art. 6º A contratação de prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas somente pode ser efetuada com empresa especializada.
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Art. 7º Para a prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas somente podem ser utilizados os produtos saneantes desinfestantes de venda restrita a empresas especializadas, ou de venda livre, devidamente registrados na Anvisa.
Seção II
Da Responsabilidade Técnica
Art. 8º A empresa especializada deve ter um responsável técnico devidamente habilitado para o exercício das funções relativas às atividades pertinentes ao controle de vetores e pragas urbanas, devendo apresentar o registro deste profissional junto ao respectivo conselho.
§1° Considera-se habilitado para a atividade de responsabilidade técnica, o profissional que possua comprovação oficial da competência para exercer tal função, emitida pelo seu conselho profissional.
§2° A empresa especializada deve possuir registro junto ao conselho profissional do seu responsável técnico.
Seção III
Das Instalações
Art. 9º As instalações da empresa especializada são de uso exclusivo, sendo vedada a instalação do estabelecimento operacional em prédio ou edificação de uso coletivo, seja comercial ou residencial, e em áreas adjacentes a residências ou locais de alimentação, creches, escolas e hospitais, atendendo às legislações relativas à saúde, segurança, ao ambiente e ao uso e ocupação do solo urbano.
Art. 9º As instalações da empresa especializada são de uso exclusivo, sendo vedada a instalação do estabelecimento operacional em prédio ou edificação de uso coletivo, seja comercial ou residencial, atendendo às legislações relativas à saúde, segurança, ao ambiente e ao uso e ocupação do solo urbano. (Redação dada pela Resolução – RDC nº 20, de 12 de maio de 2010)
Art. 10 As instalações operacionais devem dispor de áreas específicas e adequadas para armazenamento, diluição ou outras manipulações autorizadas para saneantes desinfestantes e vestiário para os aplicadores, com chuveiro e local para higienização dos EPI.
Art. 11 A licença sanitária deverá ser afixada em local visível ao público.
Art. 12 A empresa especializada deve ter letreiro em sua fachada indicando seu nome de fantasia, os serviços prestados e o número da licença sanitária.
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Seção IV
Da Manipulação e Transporte
Art. 13 Todos os procedimentos de diluição ou outras manipulações autorizadas para produtos saneantes desinfestantes, da técnica de aplicação, da utilização e manutenção de equipamentos, de transporte, de destinação final e outros procedimentos técnicos ou operacionais, devem estar descritos e disponíveis na forma de Procedimentos Operacionais Padronizados (POP), inclusive com informações sobre o que fazer em caso de acidente, derrame de produtos químicos, saúde, biossegurança e saúde do trabalhador, sem prejuízo da legislação vigente.
Art. 14 Os veículos para transporte dos produtos saneantes desinfestantes e equipamentos devem ser dotados de compartimento que os isolem dos ocupantes, devendo ser de uso exclusivo para atividade de controle de vetores e pragas urbanas e atender às exigências legais para o transporte de produtos perigosos.
Parágrafo único. O transporte dos produtos e equipamentos não pode ser feito por meio de veículos coletivos em hipótese alguma, independentemente de quantidades, distâncias ou formulações.
Seção V
Da Inutilização e Descarte das Embalagens
Art. 15 A empresa especializada deve retornar as embalagens vazias ao seu estabelecimento operacional logo após o seu uso, para inutilização e descarte.
Art. 16 O destino final das embalagens dos produtos saneantes desinfestantes de uso restrito a empresas especializadas é de responsabilidade do seu respectivo fabricante/importador.
Art. 17 A empresa especializada fica obrigada a devolver as embalagens, no prazo máximo de um ano da data de compra dos respectivos produtos, aos estabelecimentos onde foram adquiridas, ou em postos ou centrais de recebimento por eles conveniados e previamente licenciados pelo órgão estadual competente.
§1° Caso essa devolução não ocorra, a responsabilidade pelo destino final passa a ser da empresa especializada que deve guardar os comprovantes da referida destinação.
§2° O estabelecimento que as receber deve fornecer à empresa especializada documento comprobatório de recebimento das embalagens.
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Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Art. 18 A empresa especializada fica obrigada a inutilizar as embalagens dos produtos saneantes desinfestantes antes de sua devolução aos estabelecimentos aonde foram adquiridas, ou em postos ou centrais de recebimento por eles conveniados.
Art. 19 As embalagens laváveis dos produtos saneantes desinfestantes devem ser submetidas à tríplice lavagem antes de sua devolução, devendo a água ser aproveitada para o preparo de calda ou inativada, conforme instruções contidas na rotulagem ou por orientação técnica do fabricante do produto e do órgão competente.
Parágrafo único. As embalagens vazias de produtos que não apresentam solubilidade em água não devem passar por tríplice lavagem, devendo a empresa especializada seguir as orientações do fabricante e as legislações vigentes.
Seção VI
Da Comprovação do Serviço
Art. 20 A empresa especializada deve fornecer ao cliente o comprovante de execução de serviço contendo, no mínimo, as seguintes informações:
I - nome do cliente;
II - endereço do imóvel;
III - praga(s) alvo;
IV - data de execução dos serviços;
V - prazo de assistência técnica, escrito por extenso, dos serviços por praga(s) alvo;
VI - grupo(s) químico(s) do(s) produto(s) eventualmente utilizado(s);
VII - nome e concentração de uso do(s) produto(s) eventualmente utilizado(s);
VIII - orientações pertinentes ao serviço executado;
IX - nome do responsável técnico com o número do seu registro no conselho profissional correspondente;
X - número do telefone do Centro de Informação Toxicológica; e
XI - identificação da empresa especializada prestadora do serviço com: razão social, nome fantasia, endereço, telefone e números das licenças sanitária e ambiental com seus respectivos prazos de validade.
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Art. 21 Quando a aplicação ocorrer em prédios de uso coletivo, comercial ou de serviços, a empresa especializada deverá afixar cartazes informando a realização da desinfestação, com a data da aplicação, o nome do produto, grupo químico, telefone do Centro de Informação Toxicológica e números das licenças sanitária e ambiental.
Art. 22 Toda e qualquer nota fiscal de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas só terá validade se for emitida por pessoa jurídica de direito privado, ficando vedada a compra de nota fiscal avulsa por pessoa física junto às Secretarias de Finanças (ou órgão semelhante) das Prefeituras Municipais, para os fins de comprovação de prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas.
Seção VII
Da Propaganda
Art. 23 Pelo risco sanitário que a inobservância dos requisitos deste regulamento possa promover à população exposta, toda e qualquer forma de propaganda de empresa especializada deve conter claramente a identificação da mesma nos órgãos licenciadores competentes, bem como o número de sua licença. Sem prejuízo ao disposto no artigo 58, §2°, da Lei nº 6360, de 23 de setembro de 1976, é proibido:
I - provocar temor, angústia ou utilizar expressões ou imagens, sugerindo que a saúde das pessoas será ou poderá ser afetada por não usar produtos ou prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas;
II - publicar mensagens tais como: "Aprovado", "Recomendado por especialista", "Demonstrado em ensaios científicos", "Publicidade aprovada pela Vigilância Sanitária", "Ministério da Saúde" ou órgão congênere Estadual, Municipal e Distrital, exceto nos casos especificamente determinados pela Anvisa; e
III - sugerir ausência de efeitos adversos à saúde humana ou utilizar expressões tais como: "inócuo", "seguro", "atóxico" ou "produto natural", exceto nos casos em que tais expressões estejam registradas na Anvisa.
CAPÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 24 Os estabelecimentos abrangidos por esta resolução terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados a partir da data de sua publicação para promover as adequações necessárias ao regulamento técnico.
§1° Excetua-se do caput deste artigo o descarte de embalagens vazias, onde fica instituído o prazo de até 18 (dezoito) meses a partir da data de sua publicação para promover as adequações necessárias ao regulamento técnico.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
§2° A partir da publicação desta resolução, os novos estabelecimentos e aqueles que pretendam reiniciar suas atividades, devem atender na íntegra às exigências nela contidas, previamente ao seu funcionamento.
Art. 25 O descumprimento das disposições contidas nesta resolução e no regulamento por ela aprovado constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Art. 26 Fica revogada a Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa - RDC nº 18, de 29 de fevereiro de 2000.
Art. 27 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
DIRCEU RAPOSO DE MELLO

RDC 52 Anvisa lembrete

Lembrete:
RDC Nº 52, DE 22 DE OUTUBRO DE 2009.
Objetivo
Art. 2º Este regulamento possui o objetivo de estabelecer diretrizes, definições e condições gerais para o funcionamento das empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, visando o cumprimento das Boas Práticas Operacionais, a fim de garantir a qualidade e segurança do serviço prestado e minimizar o impacto ao meio ambiente, à saúde do consumidor e do aplicador de produtos saneantes desinfestantes.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CONTROLE DE POMBOS COM EFICIÊNCIA


BONS RESULTADOS OBSERVADOS NO CONTROLE DE BLATTELLA GERMANICA

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Oscilação de temperaturas pode aumentar criadouros do Aedes, diz Sesau


Cuidados devem ser redobrados para evitar aumento de casos de zika, dengue e chikungunya


O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos. Entretanto, de acordo com o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, quando as temperaturas sofrem variações, se alternando entre períodos de chuva e sol, é que o ciclo reprodutivo do mosquito fica propício e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.

“Sabemos que há casos de dengue, zika e chikungunya o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Porém, o inverno é um período em que há menos mosquito em circulação e, com isso, a maioria dos recipientes transbordam nessa época de chuvas, fazendo com que a fêmea do Aedes aegypti tenha menos local para desova. O nosso problema maior é que, como a temperatura vai oscilar nos próximos dias, a tendência é que o mosquito ecloda”, afirma Paulo Protásio.

Conforme o supervisor de endemias da Sesau, o clima de Alagoas nos últimos dias tem contribuído para que o mosquito leve de 7 a 8 dias para se desenvolver, passando de ovo a adulto. Para evitar que isso aconteça, ele diz que a forma mais eficiente de evitar surtos das doenças transmitidas por ele é eliminar o ciclo de vida do inseto.

Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Paulo Protásio lembra sobre a necessidade de não deixar os pneus expostos. Também é importante, segundo ele, limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como manter garrafas, lata e outros recipientes virados para baixo, de forma que não acumulem água.

“Portanto, uma inspeção semanal de dez minutos é suficiente para eliminar os criadouros domésticos, o que representa 90% dos focos que encontramos em nossas visitas. Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais poucos usados, bandejas atrás de refrigerados e outros espaços dos ambientes domésticos pouco utilizados, como, por exemplo, os banheiros da área de churrasqueira”, salienta, lembrando que essas ações durante o inverno serão ainda mais eficazes.

“Toda sociedade, neste momento, deve triplicar sua atenção para reduzir as oportunidades de a fêmea do Aedes aegypti depositar seus ovos em água parada. Isso vai contribuir para reduzir a população desses insetos e, por conseguinte, não teremos epidemias nem de dengue, zika ou chikungunya”, ressaltou.

Conforme o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), Alagoas registrou, de janeiro até junho deste ano, 987 casos de dengue, 75 de zika e 227 de chikungunya. No mesmo período de 2016, esse número era de 1.601 casos de dengue, 3.517 de zika e 9.587 de chikungunya.

19/07/2017 10:18A- A+
ASCOM - SESAU AL

Excesso de peso, gravidez e tipo sanguíneo “O” atraem mais mosquitos, revela estudo


Segundo os especialistas, fazer exercício físico à noite também atrai picada de mosquitos, que sentem o dióxido de carbono liberado pelos humanos



Tipo sanguíneo, gravidez, sobrepeso e até o suor podem ser fatores decisivos na hora de ser picado por algum mosquito. É que estudos falam que algumas características podem atrair os insetos, que muitas vezes repassam doenças para os homens, como dengue, zika e chikungunya.

Sergio Vañó, dermatologista do hospital Ramón y Cajal e professor de Dermatologia na Universidade de Alcalá de Henares, em Madri, concedeu entrevista ao jornal El País. De acordo com ele, alguns mosquitos gostam de picar umas pessoas mais que do outras.


Sobre o grupo sanguíneo, o tipo “O” é o preferido do Aedes albopictus, mosquito que também transmite dengue, zika e chikungunya, como explica o farmacêutico Diego Hoyos.

Além disso, ele indica que os mosquitos são atraídos pelo dióxido de carbono, produzidos ao respirar. “Os níveis de CO2 aumentam nos adultos, grávidas e pessoas com excesso de peso”. Por isso, a gravidez e o excesso de peso podem ser determinantes na hora da atração.

Os mosquitos têm 27 receptores do odor e “o ácido lático que o suor contém ativa seus radares”, afirma Arantza Vega, doutora membro do comitê de Alergia a Himenópteros da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica.

“Essa substância, com o dióxido de carbono, é um indicador de que somos mamíferos e, portanto, podemos proporcionar sangue”. Produzem mais ácido lático as grávidas, as pessoas altas ou quem acaba de fazer exercício.

E resta a pergunta: como podemos reduzir nosso atrativo natural para os mosquitos? Levando em conta os três fatores anteriores, é necessário banhar-se antes de dormir e não fazer exercício nas horas próximas do sono. Mas, sobretudo, com um bom repelente.

Fonte:Por Tribuna do Ceará em Saúde

terça-feira, 25 de julho de 2017

Novo vírus transmitido pelo borrachudo preocupa especialistas


Especialistas temem que a febre oropouche, transmitida pelo borrachudo e que pode causar febre alta, meningite e meningocefalite, chegue às grandes cidades

Borrachudo transmite vírus oropouche




Pesquisadores do Departamento de Biologia Celular, da FMRP-USP, diagnosticaram 128 casos de pessoas infectadas em Manaus.

Em breve, um novo vírus, que causa febre aguda e, em alguns casos, meningite e meningocefalite, transmitido pelo mosquito borrachudo, pode chegar às grandes cidades brasileiras. Segundo informações da Agência Fapesp, o alerta foi feito durante palestra sobre vírus emergentes na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até sábado na Universidade Federal de Minas Gerais.

Risco

“O oropouche é um vírus que potencialmente pode emergir a qualquer momento e causar um sério problema de saúde pública no Brasil”, disse Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), durante o evento.

“O Culicoides paraensis [borrachudo] está distribuído por todo o continente americano. O vírus pode sair da região amazônica e do planalto central e chegar às regiões mais povoadas do Brasil”, apontou.

O arbovírus oropouche – vírus transmitido por um mosquito, como o zika e a febre amarela –, mais comum nas Américas do Sul (principalmente na Amazônia) e Central e no Caribe, se adaptou ao meio urbano e tem estado cada vez mais próximo das grandes cidades brasileiras.

Além do Brasil, casos de febre oropouche, como a doença é chamada, foram relatados no Peru e em países do Caribe. Aqui, o vírus foi isolado em aves no Rio Grande do Sul e em macacos em Minas Gerais, onde foi detectada a presença de anticorpos neutralizantes – que ativa o sistema imunológico para combatê-lo – em um deles, e em Goiás.

Em seres humanos, em 2002, pesquisadores do Departamento de Biologia Celular, da Faculdade de Medicina de  Preto da USP, diagnosticaram 128 casos de pessoas infectadas em Manaus.

Sintomas semelhantes à dengue

Os pacientes apresentavam os sintomas típicos da infecção, como febre aguda, dores articulares, de cabeça e atrás dos olhos. Três deles desenvolveram infecção no sistema nervoso central.

A princípio, todos os pacientes identificados com a doença receberam o diagnóstico de dengue, uma vez que os sintomas são parecidos. Por esse motivo, os pesquisadores têm alertado sobre a incidência da febre oropouche em casos de suspeita de dengue.

Imunodepressão

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a associação do vírus em pessoas imunodeprimidas. Um paciente, por exemplo, tinha neurocisticercose – infecção do sistema nervoso central pela larva da tênia (Taenia solium) – e outro, aids.

“Isso mostra que algumas doenças de base ou imunodepressão podem facilitar que o vírus chegue ao sistema nervoso central”. É algo que quase ninguém pensa ao tratar de uma arborvirose e é preciso considerar essa possibilidade.”, explicou Figueiredo.


Fonte: Veja.abril.com.br

Ceará tem 4,8 mil novos casos de chikungunya confirmados em uma semana



Ceará tem 102 municípios com epidemia de chikungunya.


Em uma semana, foram confirmados 4.861 novos casos de chikungunya, passando de 54.096 para 58.957 ocorrências. A taxa de incidência dos casos suspeitos de chikungunya no Ceará é de 1.099,4 casos por 100 mil habitantes, o que se configura como epidemia da doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), incidência de 300 casos para cada 100 mil habitantes já é considerado como estado epidêmico. O Ceará tem 102 municípios com epidemia de chikungunya.

General Sampaio, no Norte do Ceará, tem a situação mais crítica no país, com 5.054,8 casos para cada 100 mil habitantes, 23,2 vezes o índice epidêmico da OMS. Também aparecem em situação preocupante Acarape, Reriutaba, Caucaia, Maranguape e Fortaleza. As informações são do Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (21), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).

Dos casos confirmados, 67,7% (39.931) concentraram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos e o sexo feminino foi predominante em todas as faixas etárias à exceção dos menores de um ano e daqueles com idades entre cinco e 14 anos. Segundo a Secretaria de Saúde, a chikungunya está presente em 147 dos 184 municípios cearenses.

Em 2017, foram confirmados 51 óbitos por chikungunya, sendo 30 (58,8%) do sexo masculino e 21 (41,2%) do sexo feminino, com idades entre 10 dias e 94 anos residentes nos municípios de Acopiara (1), Beberibe (2), Caucaia (3), Fortaleza (40), Maranguape (2), Morada Nova (1), Pacajus (1) e Senador Pompeu (1).

De acordo com especialistas, nas residências estão 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Para o médico infectologista Ivo Castel Branco, é necessário o engajamento da população no combate ao foco do mosquito transmissor. "Se você tiver 1% dos domicílios com foco do mosquito e tiver gente que nunca teve a doença, eu já posso ter uma epidemia. Conclusão: nós não vamos controlar tão cedo isso aí”.


Aedes aegypti
A grande quantidade de criadouros é principal fator que favorece a propagação do mosquito. De caixas d’água a vasos de plantas, de pneus a tampinhas de garrafa, qualquer lugar com água parada pode servir para a fêmea botar os ovos. A fêmea contaminada tem a capacidade de transmitir os vírus aos ovos, ou seja, os mosquitos já nascem infectados. Isso multiplica as chances de propagação.

Mas nem a falta de água consegue barrar a reprodução do mosquito. Os ovos do Aedes aegypti têm a capacidade de sobreviver em recipientes secos por até um ano. Eles ficam adormecidos e basta terem contato com um pouco de água para eclodir. Então, não basta evitar de deixar água parada dos recipientes. Recomenda-se também limpar bem suas paredes.

De acordo com especialistas, se forem eliminadas todas as larvas, pupas e adultos de um lugar, a população do mosquito pode se recuperar em apenas duas semanas, graças aos ovos. Assim que eles têm contato com água, continuam a se desenvolver.


Sequelas
A infecção pelo chikungunya causa dores terríveis não apenas durante os dias em que o vírus está circulando no corpo da pessoa que o contraiu, mas por muito tempo depois da "cura". Em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febre, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos.

Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo. Mas mesmo com o fim da viremia - período em que o vírus circula no sangue - a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses.

De acordo com especialistas, em cerca de 40% dos casos, os sintomas tornam-se crônicos e podem permanecer por anos. Entre as sequelas da doença, são apontadas inflamação crônica nas juntas, dormência nos membros, câimbras e dificuldades de caminhar, doenças reumatoides, como a artrite. Além disso, também pode desestabilizar doenças cardíacas, problemas renais e diabetes.


Fonte: http://www.folhamt.com.br






segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ter um pet aumenta o número de pragas em casa?


Ter um pet ou animalzinho de estimação nas residências hoje em dia é cada vez mais frequente. As empresas que cuidam de pets e comercializam itens para esses animais estão crescendo numa velocidade exponencial. O faturamento do mercado pet mundial é, hoje, de US$ 102,2 bilhões, valor alcançado graças ao 1,56 bilhão de animais de estimação. O Brasil é o terceiro maior, com 5,3% desse valor, atrás dos Estados Unidos (42%) e do Reino Unido (6,7%). O Brasil tem também a 4ª maior população de pets do mundo.


Os animais domésticos foram elevados a uma  categoria ligada à saúde: em muitos países, como nos Estados Unidos, as pessoas adotam animais de estimação para controlar doenças psicológicas, como a síndrome do pânico, que tem fundamentos psicológicos e biológicos, depressão além dos requisitos mais comuns desses animais que são atuar como cão guia para cegos e outras atividades de suporte para o qual são treinados.
De qualquer forma, não importa o animal que se tenha em casa, o importante é saber em que grau a presença de um cachorro, gato, pássaro pode influenciar na presença de pragas urbanas dentro de casa.

Os famosos desenhos do Tom & Jerry  mostram-nos uma luta sempre ferrenha entre gato e rato, o primeiro correndo atrás do segundo sempre.  Interessante que o camundongo nunca morre. Ele sofre a perseguição implacável do gato, porém ao final de cada desenho ou um ou outro ganham uma batalha provisória, porém nunca a derrota definitiva. Na natureza isso também pode acontecer. Usar um gato como exterminador de ratos pode ser uma boa solução somente quando se restringe o oferecimento de alimento para o gato, assim ele não tem outra alternativa a não ser caçar ratos ou passarinhos.

O tipo de moradia em que o pet vai viver também é um diferencial importante. Se o pet vai viver numa casa, com quintal, jardim é uma situação; se ele vai viver num apartamento é outra situação bem diferente.

Uma casa sempre está mais vulnerável à presença de pragas do que um apartamento. A casa tem contato mais próximo com áreas urbanas, vizinhança, terrenos, praças, redes subterrâneas de esgotos e de águas servidas. Se essa casa tem um cachorro ou gato, ou mesmo pássaro em gaiolas vai chamar a atenção de muitas pragas ao redor.

A principal delas é o rato. Os ratos são especialistas em perceber oportunidades de obter alimento e os pets são alimentados em geral com rações balanceadas para garantir a sua saúde. Eventualmente, um cachorro pode perceber a presença de um rato e correr atrás dele para tentar pegá-lo, mas um gato vai ser mais cauteloso, a não ser que ele esteja com muita fome. Isso quer dizer que usar um gato como exterminar de ratos pode não ser a melhor alternativa de controle.

Um outro detalhe importante é o armazenamento do alimento deste animal que deve ser feito em caixas bem fechadas para impedir a saída de odores e a atração de ratos.

Uma casa é também mais vulnerável à entrada de ratos pelos vasos sanitários. Os relatos são muito frequentes  de pessoas que sofrem com esse tipo de visita desagradável.

Temos ainda que considerar a colocação dos dejetos desses animais. Nesse caso gatos merecem uma maior atenção com a higiene. A areia deve ser trocada com frequência pois os odores exalados pelos dejetos são muito atrativos para diversos tipos de moscas, principalmente as moscas comuns que vão depositar seus ovos nas fezes destes animais e depois pousar sobre os alimentos e assim estabelecer uma contaminação cruzada. E, por incrível que pareça, neste caso apartamentos são tão vulneráveis a esta infestação quanto casas.

Um terceiro inseto praga muito comum para quem mantém animal doméstico em casa são pulgas e mais recentemente os carrapatos. Estes últimos estão invadindo as residências e criando altas infestações que precisam ser tratadas com inseticida e por profissionais bem experientes.

Chegamos à conclusão que ter um animal de estimação em causa é um ato de muita responsabilidade que requer atenção e cuidado com o animal com vacinas, atendimento veterinário. O impacto nas populações de pragas urbanas é real e demanda cuidados preventivos para evitar que se tenha uma população de animais indesejados no ambiente doméstico.

Lucia Schuller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Novo artigo na revista CIPA

Já está circulando  o exemplar de julho da Revista CIPA. Neste mês em minha coluna abordo o tema Controle de Roedores.



Lixo é só o começo webserie

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Miíase como tratamento de feridas , chamado de desbridamento biológico

Miíase aural em paciente humano pode ser mais comum do que imaginamos



Esse video pode ser chocante mas de fato aconteceu na cidade de Faizabad, na India. Um paciente não identificado queixava-se de zumbidos constantes no ouvido e foi diagnosticado com miíase aural (larvas de moscas que crescem no ouvido interno) pelo DrVikram Yadav.

 O video foi postado pelo proprio Dr Yadav extraindo as larvas do ouvido do paciente.

As larvas se alimentam do tecido do ouvido interno e eventualmente podem ter acesso ao cérebro e matar o paciente. Essa condição é muito observada em regiões tropicais especialmente entre crianças e idosos.
O Dr Yadav recomenda proteger essa parte do corpo em regiões onde há intensa proliferação de moscas.

Fonte: http://pix11.com/
(tradução Lucia Schuller)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Video CIP CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS






Promoção do Video  CIP

R$  30,00  fora o frete.

Contato:  lucia@sopragas.com.br

Ideal para treinamento e integração no controle de pragas. Tanto se ajusta às empresas que prestam serviço de controle de pragas quanto aos que recebem esse serviço visto que o controle integrado necessita de participação ativa de fornecedor e cliente.



The Guardian': Relatório alerta para possível retorno de surto do vírus Zika no Brasil


Jornal diz especialistas falam que a "pobreza favorece o mosquito"

Matéria publicada nesta segunda-feira (17) pelo britânico The Guardian conta que de acordo com um relatório publicado dois meses depois que o governo declarou que o vírus zika não era mais uma emergência, as fraquezas no sistema de saúde pública colocam o país com o risco de enfrentar uma outra epidemia no Brasil.

"As condições subjacentes que permitiram que o surto fosse tão prejudicial não foram abordadas e existe uma vulnerabilidade para futuros surtos", disse Amanda Klasing, um dos autores do relatório.
segundo a reportagem ela acrescentou que milhões de pessoas não possuem saneamento adequado ou água potável, e as mulheres também precisam de melhores informações e acesso à contracepção e aborto seguro.

Guardian informa que o Zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014 e se espalhou rapidamente pelo país. Houve 191.992 casos em 2016 e em maio, 9.351 novos casos este ano. O ministério da saúde disse que o Zika foi responsável pela maioria dos 2.753 casos da devastadora microcefalia.

Guardian informa que o Zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014 e se espalhou rapidamente pelo país

Muitas mulheres entrevistadas para o relatório disseram que faltam informações sobre contracepção e desconheciam que Zika poderia ser transmitida sexualmente. Quase metade daqueles com bebês microcefálicos eram mães solteiras, aponta o diário britânico.

Os abortos ilegais aumentaram no Brasil em face do surto de Zika, de acordo com um estudo de 2016 do New England Journal of Medicine. O relatório da HRW recomendou que a Suprema Corte do Brasil faça do aborto neste caso um ato legal.

"Politicamente, é muito difícil, mas de uma perspectiva de saúde pública, criminalizar o aborto é uma política terrível", disse Klasing.

O surto de microcefalia foi concentrado no ano passado no nordeste do Brasil - uma das regiões mais pobres e áridas - por razões que cientistas e pesquisadores ainda estão tentando entender. O relatório argumenta que a falta de saneamento adequado e abastecimento de água contribuiu - uma opinião que muitos especialistas compartilham, destaca o noticiário.

O mosquito Aedes aegypti, que transmite Zika e outros arbovírus como Dengue e Chikungunya, coloca ovos em superfícies úmidas perto da água. Saneamento deficiente e falta de abastecimento de água, o que significa que as pessoas armazenam água em baldes ou recipientes, proporcionam condições ideais para que se espalhe, complementa.

"Quando você tem mais condições para que o mosquito Aedes aegypti se espalhe, você tem mais possibilidades de transmissão", disse Jessé Alves, especialista em doenças infecciosas do hospital estatal Emilio Ribas, em São Paulo.

De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, 35 milhões de pessoas no Brasil não possuem saneamento adequado e 3,8 milhões não têm acesso a água potável. No nordeste, apenas 25% estão conectados a um sistema de águas residuais, alerta.

"Há um grande déficit no país", disse Alceu Galvão, um consultor de saneamento no nordeste do estado do Ceará, após décadas de baixo investimento.

Fonte:  The Guardian e Jornal do Brasil

Porque é que a Google vai libertar 20 milhões de mosquitos?



O mais recente plano da Google passa por soltar 20 milhões de mosquitos cheios de bactérias na Califórnia. E o projeto, que à primeira vista não parece fazer sentido, poderá salvar muitas vidas.

Quando forem lançados em Fresno, na Califórnia, para se acasalarem com populações selvagens, estes machos estéreis não  conseguirão se reproduzir com sucesso

Pode parecer parte de um filme de ficção científica, mas não é. A Verily, um dos ramos da Google, vai libertar 20 milhões de mosquitos, cheios de bactérias, na Califórnia. Os especialistas, que estão à frente do projeto dizem que poderá ser a alternativa para controlar “o animal mais mortal do mundo”, prevenindo a propagação de doenças por ele transmitidas.

A técnica lançada pelo projeto Debug não depende de engenheira genética. Em vez disso, usa uma bactéria natural que faz com que os insetos produzam ovos cada vez mais fracos.
Este será o maior estudo lançado nos Estados Unidos e que está relacionado com mosquitos machos estéreis, tratados com Wolbachia, uma bactéria natural. Quando estes se tentarem reproduzir com fêmeas, os ovos não vão eclodir”, segundo o site da Verily.
O projeto é liderado pela Verily Life Sciences, uma ramificação da empresa-mãe Alphabet Inc, da Google. Colabora com o MosquitoMate e com a cidade de Fresno, na Califórnia.

Como funciona?

Estes mosquitos são infetados com a bactéria natural, a Wolbachia. Destina-se ao mosquito Aedes aegypti, uma espécie conhecida por transportar uma série de doenças potencialmente mortais, como o zika, o dengue e o chikungunya.

A espécie Aedes aegypti

Quando forem lançados em Fresno, na Califórnia, para se acasalarem com populações selvagens, estes machos estéreis e as fêmeas não se conseguirão reproduzir com sucesso.




Assim sendo as próximas gerações vão se tornando menos numerosas até que sejam erradicadas, de acordo com o vídeo explicativo do projeto.

A equipe acompanhará a densidade populacional e a incubação dos ovos entre as espécies e vai comparar esses dados com os outros bairros de controlo do estudo.

A iniciativa foi lançada em julho de 2017 e vai durar 20 semanas, sendo que serão libertados um milhão de mosquitos por semana, em dois bairros de Fresno.
Esta não é a única empresa que espera usar a robótica e a inteligência artificiais para impedir a propagação e ajuda à disseminação de doenças mortais.

O plano da Microsoft

Também a Microsoft está testando uma “armadilha inteligente” no Texas, o Project Premonition. O seu objetivo é isolar e capturar mosquitos Aedes aegypti, de acordo com a agência Reuters. Espera-se que este projeto permita que os entomologistas estudem, em primeira mão, métodos que permitam prever surtos.

Este projeto redesenhou as armadilhas mosqueteiras, para que estas sejam robóticas e inteligentes. Segundo o site da Microsoft, “é composta por 64 células inteligentes, que monitorizam os insetos que voam para dentro dela”. No caso de serem mosquitos que interessem, então há uma porta que fecha, de forma a capturar o inseto. “A armadilha pode tornar-se mais eficiente e é projetada para funcionar por mais de 20 horas em ambientes quentes e húmidos”.

Embora os casos [de zika] tenham diminuído acentuadamente, os mosquitos capazes de transportar vírus estão a espalhar-se nas Américas, incluindo em grandes áreas do sul dos Estados Unidos”, segundo a agência Reuters.


Fonte: Observado.pt

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Estudo avalia potencial de urbanização da febre amarela

Publicado na Agência Fiocruz de Notícias (https://agencia.fiocruz.br)

Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na França, aponta para o potencial de re-emergência de transmissão urbana de febre amarela no Brasil, reforçando a importância de medidas preventivas, como a vacinação e o controle vetorial. Em laboratório, os cientistas mediram a eficiência de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o vírus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das espécies Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus são altamente suscetíveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da África. A competência vetorial dos mosquitos Aedes também foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goiânia. A capacidade de transmissão desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.

Mosquitos dos gêneros Aedes, Haemagogus e Sabethes já são conhecidos há décadas pela ciência como vetores do vírus da febre amarela. No entanto, sua eficiência para disseminar a doença pode variar devido à diversidade de populações de insetos e da combinação entre os insetos e as diferentes linhagens virais. Por isso análises locais, como a que acaba de ser realizada, são importantes. “Atualmente o Brasil enfrenta epidemia decorrente do ciclo de transmissão silvestre de febre amarela. No entanto, temos de estar vigilantes sobre o potencial de disseminação do vírus por espécies urbanas de mosquitos. Por isso estudos como esse são fundamentais”, afirma Ricardo Lourenço de Oliveira, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC e um dos coordenadores da pesquisa. “Os dados indicam que na hipótese de o vírus ser introduzido na área urbana do Rio de Janeiro por um viajante infectado, existem múltiplas oportunidades para o início da transmissão local”, acrescenta o pesquisador. Publicado na revista internacional Scientific Reports, o trabalho também contou com a colaboração do Instituto Evandro Chagas, no Pará.

Segundo Ricardo Lourenço, os resultados reforçam a importância de medidas preventivas para evitar a transmissão da febre amarela nas áreas urbanas (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)


Para prevenir o transbordamento da doença do ciclo silvestre para o urbano, o estudo ressalta que é essencial que as pessoas em contato com as áreas de mata onde há circulação da forma silvestre do agravo sejam imunizadas. Além disso, considerando o risco de introdução a partir de outros países endêmicos, a exigência de vacinação para viajantes que visitam as cidades brasileiras deve ser avaliada. “Eliminar os criadouros e controlar a proliferação do Ae. aegypti é outra medida importante para evitar a re-emergência da febre amarela urbana no Brasil, além da questão básica e já amplamente conhecida de ser responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya”, ressalta a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do mesmo Laboratório e primeira autora do artigo.

Testes de competência vetorial

A pesquisa contemplou mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de regiões do Brasil com características epidemiológicas variadas em relação à circulação do vírus da febre amarela. Na Amazônia, onde a forma silvestre da doença é endêmica – ou seja, os casos são registrados de forma sustentada – foram coletados e testados insetos de Manaus. No Centro-Oeste, que registra surtos cíclicos de febre amarela silvestre e é apontado como área de transição entre a região endêmica e as áreas livres do agravo no país, os mosquitos foram capturados em Goiânia. Já no litoral do Sudeste, onde não havia notificação de casos por mais de 70 anos, até o surto iniciado no final de 2016, os pesquisadores escolheram o Rio de Janeiro para as coletas. Neste caso, além dos Aedes, foram avaliados mosquitos silvestres das espécies Hg. leucocelaenus e Sa. albipirvus. O trabalho analisou ainda insetos Ae. aegypti e Ae. albopictus coletados em Brazzaville, no Congo, onde a febre amarela silvestre é endêmica, mas causada por linhagens virais diferentes das detectadas no Brasil.

Com relação aos vírus da febre amarela, entre os sete genótipos que circulam no mundo, o estudo contemplou a linhagem sul-americana 1, predominante no Brasil, incluindo o subtipo 1D, responsável pela maioria dos casos até 2001, e o subtipo 1E, majoritário nos últimos anos. Também foi utilizada uma linhagem da África ocidental, isolada no Senegal.

Entre os vetores urbanos avaliados, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram maior potencial para disseminar o vírus da febre amarela (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)


Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em áreas de mata. Apenas no caso dos Sa. albiprivus, foram estudados insetos de uma colônia mantida em laboratório no IOC desde 2013. Após a eclosão dos ovos, os mosquitos foram separados por espécie e gênero. Grupos de fêmeas foram alimentados com amostras de sangue contendo vírus da febre amarela de diferentes linhagens. A capacidade de transmissão dos insetos foi medida pela presença de partículas virais infectantes – capazes de causar infecção – na saliva dos insetos após a ingestão do sangue com vírus. Quando testadas as linhagens virais brasileiras, o potencial para propagação da doença foi confirmado para todas as populações de mosquitos. Apenas os Ae. albopictus de Manaus não se mostraram capazes de transmitir a linhagem viral africana.

Além de confirmar o potencial de transmissão da febre amarela nas diferentes regiões, o estudo aponta que a eficiência para propagar o vírus varia entre as populações de mosquitos. Entre os vetores urbanos brasileiros, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial para disseminar o agravo, com mais de 10% dos mosquitos apresentando partículas virais infectantes na saliva 14 dias após a alimentação, independentemente da linhagem viral considerada. “De forma geral, verificamos que os Ae. aegypti e Ae. albopictus do Rio de Janeiro e de Manaus foram mais suscetíveis para transmitir os vírus da febre amarela, enquanto os insetos de Goiânia mostraram-se capazes de propagar a doença, mas com muito menos eficiência”, comenta Ricardo.

Os vetores silvestres do Rio de Janeiro apresentaram capacidade ainda maior para disseminação do agravo. Dependendo da linhagem do vírus considerada, 10% a 20% dos Hg. leucocelaenus apresentaram partículas infectantes na saliva 14 dias após a ingestão de sangue infectado. Já entre os Sa. albipirvus, esse percentual variou de 23% a 31%. Níveis semelhantes de competência vetorial foram observados entre os mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus de Brazzaville, no Congo, o que, segundo os cientistas, reforça o potencial para transmissão da febre amarela urbana na também na África ocidental. De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)



De acordo com Dinair Couto, características comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbanização da doença (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)


Comparações do potencial de transmissão

Os dados indicam que a competência vetorial dos mosquitos Aedes para transmitir a febre amarela é menor do que para a disseminação de outras arboviroses. Em 2014, um estudo também liderado pelo IOC em parceria com o Instituto Pasteur apontou que 80% dos Ae. aegypti e 95% dos Ae. albopictus de algumas populações das Américas têm potencial para transmitir o vírus chikungunya apenas sete dias após ingerir sangue infectado. Com relação ao vírus zika, uma pesquisa publicada pelo mesmo grupo de cientistas em 2016 indicou que 60% a 93% dos Ae. aegypti do Rio de Janeiro podem disseminar a doença 14 dias após a ingestão de sangue infectado com linhagens virais isoladas no estado. No entanto, segundo os cientistas, considerando os hábitos comportamentais do Ae. aegypti e a grande frequência desse vetor nos ambientes urbanos brasileiros, os níveis verificados na pesquisa são suficientes para apontar o risco de transmissão urbana da febre amarela.

De acordo com os pesquisadores, o Ae. aegypti tem alto potencial para disseminar doenças devido ao contato constante com as pessoas: o mosquito estabelece seus criadouros dentro ou próximo das residências e se alimenta preferencialmente de sangue humano. Desta forma, o cenário observado no Rio de Janeiro, onde foram verificados os maiores níveis de competência vetorial dos mosquitos urbanos, além de alta capacidade de transmissão dos insetos silvestres, reforça a necessidade de alerta. “A febre amarela está às portas das cidades mais povoadas da costa atlântica brasileira, zona com uma das maiores densidades humanas de toda a América do Sul. A epidemia registrada em Angola, na África, no ano passado exemplifica a ameaça que isso representa. A partir de Angola, a doença chegou a países vizinhos, como a República Democrática do Congo e Uganda. A maioria dos casos foi registrada nas cidades, sugerindo a participação de vetores urbanos, especialmente o Ae. aegypti”, ressalta Ricardo.

Encontrado em matas, ambientes rurais, quintais e peridomicílios, os Ae. albopictus também podem contribuir para a urbanização da febre amarela. Segundo os cientistas, estes mosquitos se reproduzem em áreas com maior cobertura vegetal e costumam picar animais silvestres e domésticos, além do homem. “Os mosquitos Ae. albopictus podem se mover facilmente da floresta para locais periurbanos, e os maiores índices de infestação por essa espécie no Brasil são relatados nas regiões Sudeste e Sul, onde a febre amarela está circulando atualmente. Assim, devemos considerar a hipótese de que os insetos Ae. albopictus podem desempenhar o papel de ‘vetor de ponte’, ligando o ciclo silvestre ao ciclo urbano do agravo”, pondera Dinair.

Nas áreas peridomiciliares, as mesmas medidas adotadas contra o Ae. aegypti são importantes para combater o Ae. albopictus, incluindo evitar o acúmulo de água parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em quintais, assim como realizar a manutenção de calhas, instalar telas em ralos nesses ambientes e manter caixas d’água e outros depósitos bem vedados. A vacinação, nas localidades onde a imunização é indicada pelo Ministério da Saúde, também é fundamental para a prevenção da febre amarela.

Link para o conteúdo: https://agencia.fiocruz.br/estudo-avalia-potencial-de-urbanizacao-da-febre-amarela




Minas tem a primeira morte por Chikungunya; já são quase 17 mil casos este ano


Em 2017, foram notificados 16.995 casos prováveis de chikungunya

Minas Gerais registrou a primeira morte por febre Chikungunya este ano. A vítima é um homem de 72 anos, portador de diabetes e hipertensão, que morreu em Governador Valadares, na região do Rio Doce, no dia 11 de março, segundo informação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, divulgada nesta terça-feira (4). 

De acordo com a SES-MG, o mês de março deste ano foi o que registrou o maior número de casos prováveis de chikungunya, com 7.747 casos.

Ainda de acordo com boletim, divulgado nesta terça, em 2017, até o momento, foram notificados 16.995 casos prováveis de chikungunya e ocorreram 22 óbitos com suspeita da doença em Minas Gerais: 19 óbitos ainda estão em investigação, 2 (dois) foram descartados e 1 (um) foi o de Governador Valadares.

Os outros 19 óbitos em investigação foram registrados nos seguintes municípios: Central de Minas (1), Cuparaque (1), Teófilo Otoni (2) e Governador Valadares (15).

O Subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Rodrigo Said destaca que a doença tem apresentado um quadro diferenciado com a ocorrência de casos graves e óbitos no país, o que aponta para necessidade de reforçar a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado do paciente e valorização de sinais associados a gravidade, que devem ser trabalhados permanentemente nas capacitações dos profissionais de saúde. “Também é importante que a população esteja atenta aos primeiros sinais da doença para buscar atendimento nas unidades de saúde e não utilize medicamentos sem prescrição médica”, destacou.

Ainda de acordo com Rodrigo Said, as doenças transmitidas pelo Aedes permanecem como um grande desafio para toda a sociedade, devido ao grande número de áreas afetadas, volume de casos e ocorrência de óbitos. É necessário manter todas as atividades de vigilância, controle e atenção aos pacientes, reforçando as atividades de mobilização e participação da população.

Em relação ao trabalho da Secretaria Estadual de Saúde para controle e prevenção da doença, Rodrigo explica que as medidas adotadas pela SES-MG buscam valorizar as ações de mobilização e participação da população no combate do Aedes; apoiar os municípios no desenvolvimento das ações de controle, vigilância e atenção aos pacientes e manter os planos de contingência atualizados durante o período da sazonalidade.

Sobre a doença

A Chikungunya é uma doença viral, muito comum em algumas regiões da África, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Na fase aguda, os sintomas são febre alta, dor muscular, exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). No Brasil, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da Dengue e da Febre Amarela, são vetores em potencial da doença.

Geralmente, os sintomas da Chikungunya se manifestam entre dois a 12 dias e são clinicamente semelhantes aos da Dengue, sendo eles, febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, enjoo, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo. O que as difere, porém, são as fortes dores nas articulações.

As crianças e os idosos, por terem um sistema imunológico frágil, estão mais propensos a sofrerem com a Chikungunya. Alguns sintomas apresentados são febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos - dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas avermelhadas pelo corpo. Caso perceba algum dos sintomas citados, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação médica.

Dengue e Zika

Em 2017, Minas Gerais registrou 26.097 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue. Desses, seis casos vieram a óbito e outros 17seguem em investigação.
Já com relação à febre pelo Zika Vírus, são 846 casos prováveis no estado este ano.


*Fonte: SES/MG

Pesquisador já mapeou 80% da área urbana e Paranaguá teria cerca de 2 milhões de ratos


Os números são alarmantes: em Paranaguá, no litoral paranaense, para cada morador existiriam 17 ratos. Os dados constam de uma pesquisa feita pelo professor Francisco de Souza para um trabalho de mestrado. Em quatro anos, ele mapeou 80% da área urbana do município.

O método utilizado pelo pesquisador em Paranaguá baseia-se na contagem estabelecida pela Fundação Nacional de Saúde, que leva em conta a quantidade de tocas de ratos catalogadas. De acordo com os números oficiais, cada uma das tocas abriga entre 16 e 22 ratos.

Número de roedores em Paranaguá seria quase quatro vezes o tolerado para uma cidade portuária
A provável superpopulação de ratos teria se proliferado principalmente pelos grãos que são derrubados pelos milhares de caminhões que trafegam tendo como destino ou saída o Porto de Paranaguá. Como atravessam a cidade, o alimento é encontrado em todo canto no município. Mesa farta para os roedores.

Afora os grãos que caem dos caminhões, o acúmulo de lixo também serve de alimento para os ratos. Na cidade, é comum os moradores jogarem lixo em qualquer lugar e não observar o dia correto da coleta do material. Ao agir dessa forma, os próprios habitantes acabam colaborando com a infestação das ratazanas.

DOENÇAS

As autoridades de saúde alertam para o problema, já que cada rato pode transmitir cerca de 30 tipos de doenças diferentes. A mais conhecida delas é a leptospirose, que é transmitida pela urina do rato. Em 2017 foram confirmados sete casos da doença no município.

A conscientização da comunidade é essencial para evitar a proliferação de ratos em Paranaguá. O máximo admitido para uma cidade portuária é de cinco roedores por habitante. Segundo a pesquisa, a cidade possuiria quase quatro vezes o número tolerado de ratos.

Segundo a Fundação Nacional de Saúde, cada toca abriga entre 16 e 22 ratos

PROVIDÊNCIAS

A pesquisa divulgada pelo professor Francisco de Souza na RPC TV virou debate nas redes sociais. Alguns questionaram os dados informados; outros exigiram uma atuação mais efetiva das autoridades municipais e estaduais para combater o problema.

Alegam que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina-APPA limita-se a realizar a limpeza da área próxima ao porto, enquanto o restante do município fica com os dejetos caídos dos caminhões que se dirigem ou saem do porto e atravessam a cidade.


Fonte: http://agoralitoral.com.br