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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Após morte por febre amarela, Maricá quer vacinar 130 mil pessoas em 30 dias



Após a morte por febre amarela de um morador em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, na semana passada, a cidade alcançou hoje (24) 80% dos moradores imunizados, segundo Secretaria de Saúde do município.  Este foi a terceira morte causada pela doença no estado. A meta do município é vacinar 130 mil pessoas em até 30 dias. A secretaria recebeu nesta manhã novo lote com 17 mil doses e a previsão é que o estado envie um total de 50 mil até o fim da semana.

A busca ativa nas residências hoje foi na Serra do Caboclo, região rural do Silvado, onde vivem 80 famílias. As equipes – com enfermeiros, técnicos de enfermagem, guardas ambientais e pessoas que conhecem a região – continuam as ações de imunização indo de casa em casa no Vale da Figueira (Ponta Negra) e Limão (Bambuí) e nos bairros do Bananal, Espraiado, Jaconé, Manoel Ribeiro, Guaratiba e Marinelândia.

Mais quatro unidades de vacinação foram abertas para ampliar a área de bloqueio. Em parceria com a Secretaria de Educação, foram montados pontos de imunização nas escolas municipais João Pedro Machado (Manoel Ribeiro), Brasilina (Silvado) e Alfredo Nicolau (Marquês), além da Igreja Batista de Ubatiba – a vacinação nesses locais começa às 10h.

No Posto Central (Rua Clímaco Pereira, s/nº), a vacinação prossegue com distribuição diária de 500 senhas (250 na parte da manhã e 250 à tarde). O atendimento ocorre das 8h às 17h.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde informou que foram confirmados 11 casos de febre amarela silvestre em humanos no Rio de Janeiro: sete em Casimiro de Abreu, com uma morte; um caso em São Fidélis; um em São Pedro da Aldeia – mas o paciente contraiu a doença em viagem à zona rural de Casimiro de Abreu; um caso em Porciúncula, em que o paciente morreu; e o caso de morte em Maricá.  Foram confirmados casos de febre amarela em macacos em São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-04/apos-morte-por-febre-amarela-marica-quer-vacinar-130-mil-pessoas-em-30-dias


Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Pesquisadores buscam uso de insetos na alimentação humana


O uso de insetos na alimentação humana é uma realidade em muitos países. Existe até uma recomendação da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para o consumo de insetos por se tratar de uma rica fonte de proteínas. Esse tipo de consumo não está regulamentado no Brasil, mas já existem pesquisas sobre o assunto. 

Um dos trabalhos está sendo desenvolvido em Mato Grosso do Sul. O professor, biólogo e agrônomo Ramon de Minas coordena no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, em , uma pesquisa para explorar o potencial dos insetos na alimentação humana. A intimidade com os bichos começou quando o professor trabalhava no controle de pragas nas lavouras. “O interesse por alimentação surgiu depois que eu comecei a ler os trabalhos e principalmente depois da resolução da ONU e da FAO que indica que deve ser incorporado na alimentação humana devido a demanda que vamos ter nos próximos anos”, diz Minas. 

Os insetos são ricos, principalmente, em proteínas. Por exemplo: a cada 100 gramas de barata da espécie cinéria, 60 gramas são de proteína. Em 100 gramas de grilo há 48 de proteína. Já no caso de 100 gamas de boi ou frango, há 20 gramas de proteína. E no porco são 18 gramas de proteína. Mas os insetos precisam passar por um rígido controle de criação para servir de alimento. Entre os animais pesquisados está o tenébrio. Conhecido como besouro da farinha, ele é considerado uma praga nos armazéns de grãos. No laboratório, o tenébrio é usado na fase de larva, que, segundo o professor, tem um sabor mais suave do que o besouro adulto. Os tenébrios são criados no meio da ração, à base de trigo, milho, vitaminas e minerais. Já as baratas são criadas em caixas de ovos sobrepostas e amarradas com barbante. A estrutura fica dentro de uma vasilha onde tem comida e água à disposição. 

O professor trabalha com três espécies de baratas caseiras, que as pessoas estão acostumadas a ver. Pelo menos duas vezes por semana, as caixas onde elas são criadas passam por uma limpeza. No mesmo sistema de produção das baratas estão os grilos. 

No Brasil, o uso de insetos na alimentação humana ainda não é regulamentado pelo Ministério da Agricultura. Por isso, não há produção comercial. Hoje, um quilo de barata pode custar até R$ 350,00. Os insetos viram alimento de fato na cozinha experimental. Os insetos ficam 48 horas só com água e sem comida, para que todos os excrementos sejam eliminados. Depois desse processo, os bichos são abatidos. A morte é feita por congelamento. Os insetos já mortos são fervidos e desidratados em estufa. Amostras dos insetos desidratados são trituradas e viram uma farinha, que é analisada no laboratório de química. O critério são as normas de qualidade exigidas nos alimentos em geral. Só depois de aprovados no laboratório os insetos podem ser usados na alimentação. Em muitos países é comum comer insetos. 

A FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, estima que dois bilhões de pessoas no mundo consomem algum tipo desses animais. Na Ásia, nos Estados Unidos, os insetos estão no cardápio ou misturados a outros alimentos. Em algumas partes do Brasil é comum comer bundinha da formiga tanajura, a saúva ou um tipo de cupim. Ingredientes que hoje já são utilizados em receitas de grandes chefes. Os pesquisadores usam muita criatividade no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. Os alunos do curso de tecnologia em alimentos preparam uma série de pratos com insetos. No cardápio há pizza, hambúrguer, patê e bolo. “No bolo nós utilizamos uma massa tradicional de bolo. A única diferença é que nós vamos enriquecer com a farinha dos insetos, com tenébrio, barata de Madagáscar e grilo triturados”, diz a aluna. No patê, os insetos também vão em forma de farinha, mas no hambúrguer e na pizza são usados inteiros. Os alunos vão se familiarizando aos poucos com a ideia. A degustação faz parte das palestras do professor para a comunidade. A plateia tem a chance de experimentar alguns insetos no auditório. No final, é servido o banquete de insetos.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2017/04/pesquisadores-desenvolvem-insetos-para-o-uso-na-alimentacao-humana.html

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Febre Amarela


Campinas confirma primeiro caso de febre amarela contraído no município


Secretaria de Saúde de Campinas confirmou, na tarde desta quarta-feira (19), o primeiro caso autóctone de febre amarela de morador da cidade. Isso significa que a doença foi contraída no município de residência da pessoa. Exames feitos pelo laboratório do Instituto Adolfo Lutz comprovaram a doença. Um caso suspeito permanece em investigação.

Segundo a prefeitura, o paciente vem sendo acompanhado desde o início de abril, quando o caso foi notificado ao Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) por um hospital público do município.

O homem, de 63 anos, passa bem. Ele mora próximo na área rural de Sousas, próximo onde foram encontrados sete macacos positivos para febre amarela.

Desde janeiro, outros três casos suspeitos da doença de moradores de Campinas foram investigados e descartados.

Desde segunda-feira, a vacina contra febre amarela está disponível em todos os Centros de Saúde do município. Mais de 109 mil moradores de Campinas já foram vacinados este ano contra a doença, de acordo com a Prefeitura.


Sobe para 151 o número de mortes causadas por febre amarela em Minas


Até o momento, 423 pacientes já foram diagnosticados com a doença no Estado

Maior parte das ocorrências está concentrada na região leste do Estado

Subiu de 143 para 201 as mortes causadas por febre amarela, em Minas Gerais, neste ano. De acordo com a Ses (Secretaria de Estado de Saúde), outros 50 óbitos ainda estão sendo investigados no Estado.

Até o momento, Minas já registrou 1.130 notificações de casos suspeitos da doenças, sendo que 423 foram confirmados. O Estado lidera o ranking de ocorrências da doença, no surto que atinge parte do Brasil. Até o momento, 62 municípios mineiros tiveram, pelo menos, um caso confirmado de febre amarela.

De acordo com a Ses, embora tenha aumentado o número de casos confirmados, desde o dia cinco de fevereiro houve uma redução significativa do número de novas notificações. Em relação às mortes de macacos com febre amarela, 110 cidades no Estado registraram ocorrências. A SMSA (Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte) ressalta que os macacos não transmitem a febre amarela e, assim como os humanos, são vítimas.

A febre amarela é transmitida para humanos quando um mosquito das espécies Haemagogus e Sabathes picam as pessoas após picar um primata não humano contaminado. Desse modo, a morte de macacos é um indicador importante de possíveis áreas de proliferação às quais o poder público deve voltar as atenções. Em ambiente urbano, a doença também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti – o que até o momento não há relatos em Minas Gerais.

Saiba quem deve se vacinar contra febre amarela

Para conter a proliferação da doença, o Governo tem tomado medidas como campanhas de vacinação e de conscientização. A Ses informou que até essa segunda-feira (17), 7.890.300 doses da vacina contra doença foram distribuídas em Minas. Dessas, 5.471.881 já foram aplicadas na população, sendo que 1.587.613 foram usadas em cidades com surto.


Fonte – R7

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Nova York testará produto para esterilizar ratos


Departamento de Saúde de Nova York divulgou que fará teste em pequena escala de produto que bloqueia ovulação das fêmeas.

A cidade de Nova York testará em breve um produto para esterilizar ratos que bloqueia a ovulação das fêmeas, com o objetivo de reduzir a população destes roedores que infestam a cidade.

Uma funcionária do departamento de Saúde de Nova York indicou na segunda-feira (17) que a cidade fará "um teste em pequena escala" para "avaliar a eficácia do produto", enquanto continua a "promover mudanças estruturais e comportamentais que podem reduzir as condições que permitem a proliferação de ratos".

Este produto líquido deixa as ratas estéreis e não representa nenhum risco para o meio ambiente, segundo a empresa SenesTech, do Arizona, que o fabrica.
Nova York enfrenta um grande problema de saúde pública com os ratos, espécie que se reproduz a um ritmo fenomenal - dois exemplares podem dar à luz 15 mil ratos em um único ano.

Esses roedores são legiões em Nova York e é comum vê-los nas ruas, principalmente perto dos sacos de lixo amontoados nas calçadas e no metrô.

Uma lenda urbana afirma que em Nova York há tantos ratos quanto habitantes (8,5 milhões). Mas um estudo realizado no final de 2014 por um pesquisador da Universidade de Columbia calculou que a população de roedores na cidade é de cerca de dois milhões.

Fonte: Agence France-Presse

Por France Presse

PlayStation 4 é o lugar ideal para a proliferação de baratas, diz pesquisa


De acordo com pesquisa, a ambientação das baratas dentro dos consoles da Sony é motivada pela escuridão e altas temperaturas do aparelho.


Proliferação dos insetos dentro dos consoles é tanta, que algumas assistências especialistas na manutenção de PS4 já desenvolveram uma "taxa barata".

Os usuários de PlayStation 4 ficaram sabendo de uma informação não tão animadora sobre os seus consoles. Uma pesquisa com técnicos de PS4 constatou que os videogames da Sony são uma das áreas mais propícias para abrigar as baratas, de acordo com levantamento do Kotaku, famoso blog americano especializado em tecnologia.
A proliferação dos insetos dentro dos consoles é tanta, que algumas assistências especialistas na manutenção de PS4 já desenvolveram uma "taxa barata", especialmente voltada para os problemas do gênero. 

Entenda o motivo 

De acordo com a pesquisa feita pelo Kotaku, a ambientação das baratas dentro dos consoles da Sony é motivada pela escuridão e também pelas altas temperaturas do aparelho. Segundo os técnicos, os insetos também podem aparecer no Xbox One, mas raramente. Isso porque o PS4 tem mais cavidades do que a tecnologia da Microsoft. 
Possíveis problemas 


A movimentação das baratas dentro do console faz com que a fonte, na maior parte dos casos, frite os insetos e os seus filhotes. A morte faz com que fluídos sejam expelidos, danificando o PS4.

fonte:http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
fonte original em ingles: http://kotaku.com/console-repairmen-explain-why-cockroaches-love-ps4s-1794393470

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Criança é internada em hospital do Recife com infestação de larvas de mosca na cabeça


Segundo conselheiro tutelar, situação começou com a proliferação de piolhos e suspeita é de maus-tratos. Polícia Civil está investigando.

Uma menina de 5 anos está internada no Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, por causa de uma infestação de larvas de moscas na cabeça. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Conselho Tutelar, que fez a denúncia de suspeita de maus-tratos às autoridades.

De acordo com o conselheiro tutelar Anderson Araújo, responsável pelo caso, a menina vem sofrendo há meses e tudo começou com a proliferação de piolhos. “De tanto coçar a cabeça por causa dos piolhos, ela fez umas feridas. As moscas aproveitaram a ferida para depositarem seus ovos”, explicou Araújo.

Segundo o Conselho Tutelar de Olinda, a denúncia foi feita pelo próprio hospital, que se chocou com a situação da criança. “Fomos chamados na quinta-feira [6] para verificar o estado da menina e saber com quem ela estava no hospital. Foi a avó materna que percebeu as larvas e a levou imediatamente para o hospital”, apontou Araújo ao G1 nesta segunda-feira (10).

A menina morava com os pais em Águas Compridas, Olinda, Grande Recife. Questionados sobre a infestação pelos conselheiros tutelares, pai e mãe disseram que a criança fazia tudo sozinha, se arrumava e comia sem a ajuda de ninguém e reclamava se mexessem em seu cabeça. Por isso, as larvas teriam passado despercebidas.

“O que me surpreendeu é que eles não moram num lugar de extrema pobreza. Geralmente, em casos assim, a família vive uma situação de extrema pobreza. Porém, eles não. É uma casa humilde, mas limpa e organizada. Ali é um caso de negligência de um tamanho que não tem justificativa. Aquilo não é de um dia para o outro e sim meses”, pontuou Anderson.

Na sexta-feira (7) o Conselho Tutelar procurou a delegacia de Peixinhos, em Olinda, onde prestou queixa. A instituição ainda encaminhou um relatório para o Ministério Público de Pernambuco pedindo a destituição do poder familiar, ou seja, um pedido para tirar a guarda dos pais.

“Eles têm mais dois filhos mais novos, um de 2 e outra de 3 anos. A de 3 anos estava com lêndea na cabeça, mas já está sendo tratada”, contou o conselheiro. Ao ser liberada pelo hospital, a menina ficará com a tia ou a avó materna até que a Justiça decida seu destino.

Por telefone, a assessoria de imprensa do Hospital Maria Lucinda informou que a criança está bem e em observação. Entretanto, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, a equipe médica não pode divulgar mais detalhes do seu estado de saúde e procedimentos.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente de Paulista, no Grande Recife, que é responsável também pela área de Olinda.


Fonte: Por G1 PE

Febre amarela: confirmações de casos seguem aumentando no Espírito Santo

A cada novo boletim da secretaria de Saúde do Estado do Espírito Santo os casos de febre amarela aumentam. Na ultima semana eram 148 casos e o número já se aproxima de 160, sendo 70 óbitos. Este ano, até segunda-feira (10), a Sesa recebeu 572 notificações de suspeita de febre amarela. Cento e vinte e quatro notificações foram descartadas.
Muniz Freire (06), Domingos Martins (05), Brejetuba (04), Colatina (04), Irupi (03), Santa Maria de Jetibá (03), Ibatiba (02), Itarana (02), Laranja da Terra (02), Pancas (02), Afonso Cláudio (02), Conceição do Castelo (02), Venda Nova do Imigrante (02), São Roque do Canaã (01), Vargem Alta (01), Conceição da Barra (01), Cariacica (01), Iúna (01), Santa Teresa (01), Marechal Floriano (01), Santa Leopoldina (01) e Aracruz (01).
A Sesa ressalta que os casos confirmados neste boletim não são de casos recentes. A investigação foi concluída nesta data.
Os 154 casos confirmados são dos prováveis municípios de infecção: Ibatiba (21), Colatina (18), Brejetuba (09), Muniz Freire (09), Conceição do Castelo (08), Castelo (07), Domingos Martins (07), Afonso Cláudio (06), Pancas (05), Serra (05), Laranja da Terra (05), Itaguaçu (05), Marechal Floriano (05), Baixo Guandu (04), Itarana (04), São Roque do Canaã (04), Irupi (04), Alfredo Chaves (03), Santa Leopoldina (03), Santa Maria de Jetibá (03), Cachoeiro de Itapemirim (02), Iúna (02), Santa Teresa (02), Vargem Alta (02), Venda Nova do Imigrante (02), Cariacica (02), Marilândia (01), Fundão (01), Ibiraçu (01), Aracruz (01), Ibitirama (01), Muqui (01) e Conceição da Barra (01).
    fonte: http://eshoje.com.br

Campinas investiga caso suspeito autóctone de febre amarela; paciente é morador de Sousas


Idoso de 63 anos mora a 1 quilômetro de onde foram encontrados três macacos mortos com resultado positivo para a doença. Secretaria de Saúde diz que vai ampliar vacinação.

A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) confirmou, na tarde desta terça-feira (11), que investiga um caso suspeito de febre amarela no município. De acordo com a administração, o idoso de 63 anos mora na zona rural do distrito de Sousas, a 1 quilômetro de onde foram encontrados três macacos mortos com resultado positivo para a doença. O paciente está internado e o quadro evolui bem, segundo a Prefeitura. É o primeiro registro suspeito autóctone na cidade.

A Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado dos exames do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para confirmar a doença. Desde o início do ano, outros três casos suspeitos de febre amarela em moradores de Campinas foram investigados e descartados pela administração municipal. Todos os registros eram importados, ou seja, os pacientes haviam viajado para áreas de risco.

Os sintomas de febre amarela no idoso começaram no dia 2 de abril. A Secretaria de Saúde informou que equipes que atuam na vacinação contra a doença foram até a casa do paciente no dia 25 de março, para fazer a imunização, mas ele não estava. Foi deixado um aviso para que o homem fosse ao centro de saúde do bairro, no entanto, ele não compareceu.

Vacinação

De acordo com a Secretaria de Saúde, a partir de segunda-feira (17) a vacinação será estendida para todos os centros de saúde da cidade sem a necessidade de agendamento, mas o cronograma e as regras de imunização vão ser definidos na quinta-feira (13). O governo estadual disponibilizou 50 mil doses da vacina para Campinas nesta semana e vai enviar mais mediante solicitação do município.

Campinas recebeu, no final de semana, 26 mil doses para vacinar a população das regiões de Sousas, Joaquim Egídio, Vila 31 de Março, Village e parte do Taquaral. A Vigilância Epidemiológica ainda informou, em nota oficial, que já aplicou 76,3 mil amostras da vacina contra a febre amarela desde janeiro.

Mortes na região

Amparo (SP) e Monte Alegre do Sul (SP) confirmaram duas mortes provocadas por febre amarela na sexta-feira (7). Com isso, o total de óbitos causados pela doença subiu para três na região - o primeiro ocorreu em Paulínia.

Na quarta-feira (5), o governo do estado confirmou o primeiro caso autóctone de febre amarela na região. Trata-se de uma mulher de 40 anos, contaminada no bairro Girardelli, em Monte Alegre do Sul. O município ainda investiga outro registro suspeito.

Nesta terça-feira, Americana também confirmou que investiga um caso suspeito de febre amarela. Segundo a Prefeitura, um representante comercial de 46 anos está internado há três dias no Hospital Municipal e apresenta sintomas como febre, mal estar e icterícia (olhos e pele amarelados).

Macacos mortos

A Região Metropolitana de Campinas tem 20 macacos mortos por febre amarela em cinco municípios: Campinas (3), Amparo (6), Monte Alegre do Sul (9), Socorro (1) e Tuiuti (1).


Fonte: Por G1 Campinas e região

Americana, SP, investiga caso suspeito de febre amarela, diz Prefeitura


Representante comercial está internado há três dias no Hospital Municipal. Paciente também foi submetido aos exames para suspeita de outras três doenças, diz Prefeitura.

Paciente com suspeita de febre amarela está internado no Hospital

Americana (SP) confirmou nesta terça-feira (11) que investiga um caso suspeito de febre amarela. Segundo a Prefeitura, um representante comercial de 46 anos está internado há três dias no Hospital Municipal e apresenta sintomas como febre, mal estar e icterícia (olhos e pele amarelados).

A administração informou que o paciente também foi submetido aos exames para suspeita de dengue, febre maculosa e leptospirose. O resultado depende de avaliação Instituto Adolfo Lutz.

Segundo a assessoria, o representante tem quadro de saúde estável e não há previsão de alta.

Viagens

De acordo com o governo municipal, o representante comercial é morador do bairro Frezzarin e viaja para diversas cidades do estado de São Paulo. Entre elas estão Amparo e Monte Alegre do Sul, onde foram confirmados duas mortes provocadas por febre amarela na sexta-feira. Com isso, o total de óbitos causados pela doença subiu para três na região - o primeiro ocorreu em Paulínia.

"A Secretaria de Saúde está tomando as medidas necessárias, visando o combate ao vetor Aedes aegypti na área próxima ao local de residência. Quanto ao esquema de vacinação, este apenas será alterado por meio de orientação técnica da Secretaria de estado da Saúde, órgão responsável pelo fornecimento das vacinas", informa nota divulgada pela Prefeitura.

O governo do estado informou que novo balanço sobre casos deve ser divulgado até quinta-feira.

Imunização

Americana não está entre as cidades com recomendação de vacina contra febre amarela aos moradores. De acordo com a Prefeitura, por enquanto a orientação é para que elas sejam destinadas somente para quem planeja viajar para as áreas consideradas de risco.
Cidades com recomendação para vacina

O Ministério da Saúde atualizou, no dia 7, a lista dos municípios com recomendação para vacina contra a febre amarela. Campinas e outras 26 cidades da região integram a relação:
Águas de Lindoia, Amparo, Campinas, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Santo Antônio do Jardim, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tuiuti, Valinhos, Vinhedo

Fonte: G1 Campinas e região

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Idoso morre após tomar vacina de febre amarela

03 de Abril de 2017
Com 19 dias de intervalo, o Estado teve a confirmação da segunda morte por febre amarela. A vítima foi um idoso de 69 anos, cujo nome não foi divulgado a pedido da família e que morreu na quinta, dia 30, após ter tomado a vacina, no dia 19.
Ele estava internado no CHN (Complexo Hospital de Niterói) e era morador de Silva Jardim, onde havia sido imunizado. A cidade, a 113 km da capital, é vizinha a Casimiro de Abreu, onde foram confirmados os primeiros casos de febre amarela no Estado e também a primeira morte- de Watila Santos, 38 - registrada no dia 11 de março.
"Exames iniciais deram negativo para dengue, zika e chikungunya e positivo para febre amarela. Esperamos o resultado do teste que vai revelar se ele foi infectado pelo vírus vacinal ou silvestre", informou Tereza Abrahão Fernandes, secretária de Saúde de Silva Jardim.
Caxias tem suspeita
O Grande Rio tem o primeiro caso suspeito de febre amarela, de uma paciente de 31 anos, em Duque de Caxias. Ela foi internada no hospital Adão Pereira Nunes, domingo. O risco seria baixo, e os exames devem ficar prontos em sete dias.

Infestação de ratos e pombos preocupa andreenses



fonte:
Julia Alves
Especial para o Diário Online
Julia Alves/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
Atualizado às 15:00
Os moradores da Rua Estela, no bairro Vila Alpina, em Santo André, estão aterrorizados com uma infestação de ratos e pombos. Eles reclamam de um vizinho que tem criado as aves durante os últimos anos, atraindo os ratos para a vizinhança. O foco de saída dos roedores é a partir de um bueiro aberto na frente da residência do morador, que deixa alimentos à disposição de ambos os animais.

Segundo os moradores, nenhum órgão público da cidade tomou providências para resolver a situação. A comerciante Cecília Yamashiro, 59 anos, conta que o problema persiste há 20 anos. “Já realizei diversas denúncias sobre esse vizinho. Ele atrai os pombos para uma árvore que fica na calçada, os ratos saem de um cano no mesmo local. Infelizmente, moro ao lado e os animais invadem meu lar.”

Cecília também afirma que, durante as poucas vezes que a Prefeitura atendeu os pedidos para fiscalizar o local, os funcionários desistiram de resolver o problema e foram embora após serem recebidos a gritos. “Disseram que não poderiam fazer nada sem a permissão do morador, já que a árvore e o bueiro ficam na frente de sua casa. Um dos funcionários disse que cortaria apenas parte da árvore que estava invadindo a minha residência se eu lhe pagasse R$ 100.”

Com a grande quantidade de animais transmissores de doenças circulando pela vizinhança, a mulher teme que a situação agrave os problemas de saúde de seu marido, Seiithi Yamashiro, 59. “Já encontrei ratos comendo pombos mortos no meu telhado. Uma vez passei dias tentando matar uma ratazana que entrou na minha casa. Não deixo nenhuma sujeira ou comida exposta, mas eles entram mesmo assim.”

Os moradores da rua afirmam terem tentado conversar com o vizinho por diversas vezes, mas ele segue irredutível. “Esse homem grita e ofende qualquer pessoa que se aproxime da sua casa. A Prefeitura deu o prazo de um mês para resolver o problema, mas é muito tempo. Cada vez aparecem mais ratos”, conta a confeiteira Patrícia Lopez, 42.

O comerciante Jorge Bitencourt, 59, disse encontrar cerca de oito ratos por semana em sua residência. “Eu coloco armadilhas e venenos, porém os ratos continuam surgindo. Uma vez coloquei veneno nos canos, mas esse vizinho os retirou e jogou fora. Espero que a nova Administração tome alguma atitude”, finaliza.

A reportagem foi até o local e conversou com o morador, que não quis se identificar, mas disse que não irá tomar nenhuma providência. “Esse é o trabalho da Prefeitura (de Santo André). Já vieram aqui diversas vezes, mas foram embora pois não encontraram o rato”, afirma ele.

Em nota, a Prefeitura informou que possui diversas ordens de serviço em regime de urgência, inclusive inúmeras não atendidas em 2016, por isso a equipe está aos poucos normalizando a fila de demandas. Para essa região foi encontrado no sistema apenas uma solicitação recente e já está na programação do Departamento de Vigilância à Saúde atendê-la. Na tarde desta terça-feira, a Prefeitura esteve no local e realizou a desratização.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Casos de chikungunya disparam em Minas Gerais; uma morte é investigada


Dengue e zika, por outro lado, registram números cada vez menores

Mosquito Aedes aegypti é transmissor da chikungunya; Minas investiga primeira morte pela doença

Os casos de febre chikungunya têm crescido em Minas Gerais. De acordo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do estado (SES-MG), apenas este ano são 2.296 notificações. Os números dos primeiros meses de 2017 superam em quatro vezes o registrado em todo o ano passado (501 notificações).

O levantamento não explica quantas notificações são casos confirmados e quantas ainda são apenas suspeitas. Nesta semana, a SES-MG confirmou também a primeira morte suspeita por febre chikungunya no estado. A confirmação depende de exames laboratoriais.

Chikungunya pode levar à cegueira, afirma especialista

Assim como o vírus Zika e a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Após a infecção, os sintomas surgem entre dois e 12 dias. A vítima pode ter febre alta, dores intensas nas articulações e nos músculos, dor de cabeça, cansaço, mal-estar e manchas vermelhas na pele. Uma vez curada, a pessoa ganha imunidade para o resto da vida. Não há vacinas e a principal medida de prevenção é o combate ao vetor, sobretudo a partir da eliminação dos criadouros do mosquito.

Os primeiros registros da doença em Minas Gerais são de 2014. Naquele ano, houve 18 notificações, mas todos os casos foram de pessoas infectadas fora do estado. Somente em 2016, foram confirmadas transmissões de febre chikungunya em Minas Gerais.
Dengue e zika

A dengue, por outro lado, vem registrando números menores se comparado com o mesmo período de 2016. O boletim da SES-MG aponta que, em janeiro e fevereiro, Minas Gerais registrou 13.539 notificações para a doença. Nos mesmos meses do ano passado, já havia 198.098 registros da doença.

Neste ano, já foram registradas nove mortes suspeitas por dengue. Em 2016, foram 253 óbitos confirmados. Há ainda 39 casos em investigação.

Os casos de Zika também reduziram. Os dois primeiros meses de 2017 registraram apenas 283 notificações, contra 5.706 no mesmo período do ano passado.

O vírus Zika é apontado como provável causa da microcefalia em recém-nascidos. Por esta razão, existe uma preocupação redobrada com a infeção de gestantes. Neste ano, Minas Gerais registrou cinco casos confirmados da doença em mulheres grávidas, sendo três delas na capital mineira e mais duas no interior.


Fonte: Agencia Brasil

Brasil registrou quase 50 mil casos de dengue em 2017; doença é perigo também para grávidas


Especialista alerta para risco de aborto e parto prematuro


No mundo, doença transmitida pelo Aedes aegypti faz 25 mil vítimas fatais por ano
Apesar de os casos de febre amarela terem explodido no País e estarem preocupando os brasileiros, a dengue continua a ser uma doença preocupante e que tem passado desapercebida nos últimos meses. O Ministério da Saúde registrou 48.177 casos da doença no Brasil entre o início de janeiro deste até dia 18 de fevereiro, de acordo com último balanço da pasta. A região mais afetada é a Sudeste — que concentra 38,7% dos infectados pelo vírus no País.

A grande preocupação são as grávidas, alerta a pediatra e pesquisadora clínica do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, Consuelo Silva de Oliveira. De acordo com a médica, o vírus da dengue pode induzir na grávida infectada, o aborto e o parto prematuro — além de, possivelmente, algumas complicações para a saúde do bebê, alerta a médica.

— Em casos em que o vírus foi detectado dentro do útero, descobriu-se que o feto pode nascer com sintomas de dengue grave. Um dos mais conhecidos é o derrame cavitário, que é o acúmulo de líquido ou gás dentro das cavidades que envolvem o pulmão e o coração do recém-nascido, por exemplo.

De acordo com a pediatra, há quatro sorotipos do vírus da dengue circulando em território nacional. A situação preocupa porque, a cada ano, a doença mata mais de 25 mil pessoas no mundo.

Redução de casos graves

Apesar disso, felizmente, chama atenção ainda a redução no número de casos avançados da doença nestas primeiras semanas de 2017. De acordo com Ministério da Saúde, foram registrados apenas nove casos de dengue grave no Brasil este ano, enquanto no ano passado eram 315 casos no mesmo período.

Febre, dor de cabeça e fraqueza são sintomas de febre amarela; veja como se prevenir
Segundo Consuelo, os médicos no Brasil passaram a adotar a classificação de dengue grave — e não hemorrágica — para os casos mais avançados da doença em conformidade com recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A mudança de parâmetro aconteceu porque pesquisas constataram que a hemorragia não é a maior causa das mortes por dengue, ao contrário do que se pensava.

— Antes, muitos médicos esperavam o paciente sangrar para constatar que a dengue já se encontrava em estágio mais grave. Agora, já se sabe que não é bem assim. Como o vírus induz o organismo a perder líquidos — os líquidos saem dos vasos sanguíneos e vão para outros espaços —, a pessoa doente pode sofrer o chamado choque hipovolêmico.
Esse choque, de acordo com a médica, causa uma falha do sistema circulatório em manter um volume adequado de sangue nos órgãos vitais. “O que mata na dengue é esse choque, e não a hemorragia. Mas é sempre bom ressaltar que a dengue é, sim, uma doença potencialmente hemorrágica, em que as alterações na coagulação sanguínea levam ao sangramento de vasos na pele e órgãos internos”, completa.


Casos de chikungunya disparam em Minas Gerais; uma morte é investigada

fonte: Ana Luísa Vieira Zucchi, do R7

segunda-feira, 27 de março de 2017

Esses danos são causados por ratos.


Quatro casos suspeitos de Febre Amarela são registrados no Estado do Rio Grande do Sul


Havia onze casos suspeitos, sete já foram descartados

O mosquito fêmea transmite a doença

Quatro casos suspeitos de Febre Amarela no Rio Grande do Sul estão sendo investigados  pela Secretária da Saúde do Estado. Os casos estão sendo monitorados, segundo a Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS, Marilina Bercini e os pacientes serão submetidos a uma série de exames que vai confirmar ou não a enfermidade.

Nove municípios foram notificados, com os registros de 11 pacientes. Destes, sete já tiveram a suspeita descartada. Os quatro pacientes que ainda estão sob suspeitam, podem ter adquirido a doença infecciosa em viagens para outros estados. Marilina acredita que os registros não sejam de Febre Amarela, pois não há casos de óbitos de macacos, principais referências se há casos da doença.

A Secretaria ainda não informou quais são os municípios em que residem os pacientes sob suspeita.


Por: Redação Portal Gaz    

Eucaliptais são pontes para a febre amarela

Eucaliptais são pontes para a febre amarela

👤Fernanda Couzemenco

Não bastassem a desertificação, o esgotamento hídrico, a erosão do solo, a alteração do microclima e o ataque brutal à biodiversidade, as monoculturas de eucalipto também podem intensificar o problema da febre amarela no Espírito Santo.

Localizados entre fragmentos florestais de norte a sul, de leste a oeste do Estado, os eucaliptais – a serviço das multinacionais Aracruz Celulose (Fibria) e Suzano, além de fábricas de móveis e placas de MDF – servem de ponte para a expansão da área de contaminação pelo vírus da febre amarela.

Onde há macacos e outros animais, há mosquitos transmissores da doença no seu ciclo silvestre. Esses animais, por sua vez, também utilizam as copas dos eucaliptos para passar de um remanescente de floresta a outro, carregando então o vírus para mais e mais regiões da Mata Atlântica capixaba. “Eucaliptos funcionam como ponte para o vírus, sim”, afirma o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), infectologista e especialista em entomologia médica, um dos maiores pesquisadores sobre a febre amarela no país.

Um estudo mais detalhado sobre o trânsito do vírus no Espírito Santo está em curso, com apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa e à Inovação no Espírito Santo (Fapes), Ufes, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Vamos estudar a ecologia dos mosquitos silvestres, por onde passam, migram e se reproduzem, se por florestas primárias, secundárias, capoeiras, macegas e eucaliptais”, conta o cientista.

O que já se sabe é os mosquitos do ciclo silvestre da febre amarela – Sabethes e Haemagogus – gostam de “pequenas coleções de água”, como o interior de bromélias e taquaras, recessos nas rochas e até folhas largas que caem no chão, onde a água pode durar duas a três semanas.

Estados agiram tardiamente

Aloísio é um dos pesquisadores que faz duras críticas à forma com os governos de Minas Gerais e Espírito Santo reagiram aos primeiros indícios do surto, ainda em setembro de 2016, na região de Montes Claros, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. “De lá ela ganhou a calha norte do rio Doce, chegando ao Espírito Santo por Pancas, ao norte, e Irupi, ao sul”, relata.

O professor explica que em Irupi e Ibatiba são localidades que estão na divisa entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim. E que no norte capixaba o surto foi menos intenso em função da menor cobertura florestal. “Quando se fala em rio Doce, as pessoas pensam só na calha principal, mas ali é o local menos provável pro mosquito, pois tem menos mata. O que aconteceu foi a passagem pelas cabeceiras das bacias”, esclarece.
Esse é o caminho natural do surto: seguir a floresta. “O bloqueio vacinal por fronteira não funciona. Mosquito não conhece fronteira, ele segue o caminho da floresta”, esclarece. Quando o governo anunciava vacinação cautelar no noroeste capixaba, Aloísio criticava, em vão: “Ali não tem mata”.

Ciclo deve terminar ainda este ano

O infectologista acredita que o ciclo silvestre da febre amarela se encerrará no Espírito Santo até o final deste ano. O período de força máxima da transmissão já passou, a mortandade de macacos diminuiu e os casos em humanos também.

Há dois meses que os macacos morreram e o mosquito infectado vive até dois meses. Morrendo esses, a nova geração de mosquitos não vai mais se infectar e os macacos que sobreviveram ficaram imunes”, conta, descrevendo o fenômeno de “esgotamento de suscetíveis”, que será o responsável pelo fim do ciclo no estado.

Sobre o risco de um surto urbano, Aloísio descarta a possibilidade. “O risco de um ciclo urbano é mínimo”, afirma, com base no índice de infestação predial de Aedes aegypti no estado, que é 1% a 2%. É o suficiente para a dengue, mas ainda pouco para a febre amarela, que se dissemina em locais onde o índice é superior a 5%. “Somente em alguns bairros de periferias, em épocas de muita chuva, o índice chega a 5%”, conta.

Evolução e adaptação

Originário da África, o vírus da febre amarela ainda encontra no continente um campo largo para se disseminar, inclusive nas cidades, onde o índice de infestação com Aedes aegypti é de 15% a 40%!

O professor conta que, na África, os macacos evoluíram ao longo de milhões de anos, adaptando-se aos vírus, por isso as espécies de lá se infectam, mas não morrem. Semelhante adaptação evolutiva pode, talvez, explicar porque o Muriqui (Brachyteles hypoxanthus) passou praticamente ileso ao atual surto da doença em Caratinga/MG, enquanto a população de bugios ou barbados (Allouata) foi simplesmente dizimada.

O vírus chegou no Brasil por meio dos escravos africanos, nas cidades portuárias como Rio de Janeiro, Santos, Recife. Encerrado esse ciclo urbano, ele iniciou um ciclo silvestre, em direção à Amazônia. Agora, está retornando à Mata Atlântica, ainda no ciclo silvestre. “Pessoas que viajaram para a Amazônia sem se vacinar e voltaram à cidade, trouxeram a doença para Minas Gerais”, explica. “É um desatino. Ninguém deveria viajar para a Amazônia sem se vacinar”, reclama.

Na trilha dos mosquitos

No Espírito Santo, a vacinação cautelar já está bem avançada, em praticamente todos os municípios. O trabalho de Aloísio Falqueto e seus colegas, no entanto, apenas começou. Sua parte no estudo, voltado à coleta de mosquitos para medir o nível de infecção pelo vírus – 6.300 indivíduos coletados até agora – já passou por Santa Teresa, Pancas, Cariacica e Venda Nova do Imigrante.

O foco do entomologista está nas regiões mais acidentadas, onde há mais mata. É onde ele acredita também que o eucalipto pode trazer mais facilidades para a disseminação da doença, pois os eucaliptais interligam muitos fragmentos florestais. No norte e noroeste, o alerta é para as plantações próximas aos poucos blocos de floresta ainda existentes, basicamente na forma de unidades de conservação, como as Reservas Biológicas de Sooretama e Comboios (Linhares), e de Córrego do Veado (Pinheiros), e o Parque Estadual de Itaúnas (Conceição da Barra), entre outros.



sexta-feira, 24 de março de 2017

Após invasão de ratos, condomínio de luxo em Campinas encontra mais de 80 cobras

Após invasão de ratos, condomínio de luxo em Campinas encontra mais de 80 cobras

Cobra coral encontrada em condomínio de luxo em Campinas (SP)

Foto: Cobra recolhida por moradores no condominio em Campinas.

Os cerca de 2.500 moradores do Residencial Shangrilá, um condomínio de alto padrão na cidade de Campinas (SP), estão sofrendo com uma infestação de cobras peçonhentas. Desde julho do ano passado, mais de 80 serpentes, todas venenosas, foram capturadas no local.
Por sorte, até agora, ninguém se feriu com gravidade. No entanto, os moradores estão mais assustados desde a última segunda-feira (20), quando uma senhora, que não teve o nome divulgado, caminhava com seus cachorros pelo condomínio e acabou pisando em uma cobra. Ela foi levada até o Hospital de Clínicas da Unicamp, onde permaneceu por 16 horas até ser liberada. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a mulher não foi inoculada pelo veneno.
Lorene Scheidt, presidente da Associação dos Moradores do Parque Residencial Shangrilá, contou que a moradora acabou sendo picada no calcanhar por uma cobra filhote.
"O problema é tão sério que temos já um roteiro caso algum morador seja picado. Testamos pela primeira vez na segunda-feira. A moradora foi imediatamente levada ao Hospital de Clínicas da Unicamp, onde passou por todos os exames e foi medicada, antes de receber alta", contou Lorene. Em caso de picada, o socorro precisa agir rapidamente, já que o ferido pode sofrer insuficiência renal e respiratória e até mesmo morrer.
Segundo a presidente da Associação, também há a suspeita de que um poodle tenha sido picado por uma cobra. O cachorro foi encontrado morto em uma das casas. A presidente conta que o problema com as serpentes se agravou em julho do ano passado, após um incêndio de grandes proporções ter consumido as plantações de milho que cercam o condomínio.
"Depois desse incêndio, tivemos uma infestação de ratos silvestres. Eles se espalharam por todos os lugares, nas ruas, nas piscinas, parecia filme de terror. E com os ratos, vieram as cobras, que são os predadores naturais desses animais", explicou. "Como medida de contenção, selamos as bocas de lobo. Mas, dentro do condomínio, tempos uma mata ciliar muito grande. Aqui tem todo tipo de animal: bugio, macaco-tucano, capivara. A cobra achou um ambiente bom. O pior é que em janeiro elas acasalam e em fevereiro dão cria", completou.


Foto: Cobra é recolhida por moradores após ser encontrada em condomínio

A cascavel é a cobra mais comum no condomínio, mas os moradores já encontraram duas jararacas e uma coral, a mais venenosa. Segundo Paulo Anselmo Nunes Felippe, diretor do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da prefeitura de Campinas, a situação está sendo monitorada pelo poder público. De acordo com ele, as cobras capturadas no condomínio são devolvidas à natureza, a cerca de 1 km do residencial.
"As cobras controlam os roedores daquela região. Elas estão no topo da cadeia alimentar. Se a gente for soltá-las em outro lugar, os roedores voltam", explicou.
A medida adotada pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, porém, vem sendo questionada por alguns moradores. "Eles acham que as cobras voltam para cá, mas eu conversei com diversos especialistas que me garantem que as serpentes não têm esse tipo de memória. Acho que, na verdade, temos é muitas cobras vivendo aqui dentro do condomínio", disse Lorene.
Felippe entende que o problema das cobras é cíclico e que foi agravado pelo incêndio do ano passado. "O problema é que o condomínio fica na área rural, ao lado de uma grande plantação. Mas, agora, a tendência é a diminuição do número de cobras", falou.
Lorene Scheidt acredita que o grande problema foi a urbanização que causou um grande desequilíbrio ambiental na região. "Há 40 anos, aqui era uma fazenda conhecida como 'paraíso das cobras e reino das corujas'. Ou seja, desde aquela época as cobras já habitavam este lugar. Nós que viemos depois, invadimos o espaço e agora estamos sofrendo as consequências", disse.
Ainda como tentativa de conter o avanço dos animais, o condomínio está fazendo um trabalho de conscientização para que a sujeira gerada pelos moradores não atraia ratos e, consequentemente, mais cobras.

Thiago Varella

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP) 23/03/201704h00 > 
Atualizada 23/03/201714h34

Projeto da Fiocruz “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” dá início às liberações de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia na fase de expansão em Niterói


Os bairros de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira são os primeiros a receber o mosquito aliado no combate a dengue, Zika e chikungunya

O Projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil inicia a liberação dos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, na região de Praia de Baía de Niterói, nos bairros de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira. Essa é a etapa mais aguardada do método inovador e natural que reduz a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya. As liberações dos mosquitos acontecem após a conclusão das etapas de comunicação e engajamento comunitário que levam informação e dialogam com a comunidade visando tanto a disseminação do conhecimento sobre a metodologia quanto o esclarecimento de dúvidas.

A partir de hoje, os bairros receberão os Aedes aegypti com Wolbachia periodicamente durante alguns meses, dependendo da forma de liberação de mosquitos determinada para cada área. Além desses bairros, outros da região de Praia de Baía e toda a Região Oceânica de Niterói também receberão o Projeto, dando sequência à expansão neste municiípio em 2017.

A escolha de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira dá continuidade à implementação realizada em Jurujuba (bairro de Niterói) do projeto-piloto. Assim como no Rio de Janeiro, o Projeto dará continuidade a partir da Ilha do Governador, onde também foi implementado projeto-piloto, no bairro de Tubiacanga. A expansão chegará ao Rio de Janeiro em breve, em meados de 2017, onde atingirá cerca de 2,5 milhões de habitantes, em bairros das regiões norte, centro e sul, por um período aproximado de dois anos de duração.

“Estamos bastante otimistas com esta expansão do Projeto, pois teremos a oportunidade de trazer mais um método à população para reduzir a incidência dessas doenças transmitidas pelos mosquitos, agora em maior escala”, ressalta o pesquisador e coordenador geral do Projeto no Brasil, Luciano Moreira.

Segundo o pesquisador, os projetos-piloto realizados em Jurujuba e Tubiacanga deram a base necessária ao desenvolvimento do plano para a expansão, desde a implementação de um modelo de aceitação pública, o aperfeiçoamento da logística, de materiais, até a otimização dos processos de criação dos mosquitos e à integração de novos dados informatizados.

Formas de liberação

O Projeto utiliza duas formas de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a liberação de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é a liberação de Aedes com Wolbachia através do Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os mosquitos se desenvolvem. Os DLOs são colocados em áreas públicas e/ou propriedades privadas nos bairros que colaboram com a iniciativa. No interior do DLO há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias após a instalação, os mosquitos já estarão adultos e voarão para fora, por meio dos furos existentes no dispositivo. É importante ressaltar que o DLO não possui produtos químicos ou tóxicos.

O uso de duas formas de liberação é parte da busca por metodologias que sejam ao mesmo tempo mais eficazes, de melhor custo-benefício e mais adequadas à cada área de implementação. “Devido à diversidade de características das cidades brasileiras, em termos de estrutura urbana e ambiental, escolhemos a melhor estratégia para cada área a ser trabalhada”, explica Moreira.

O método é seguro e sem qualquer risco para a população, animais e o meio ambiente. Além disso, não utiliza nenhum tipo de modificação genética. Como objetivo, tem a meta de substituir, gradualmente, a população de mosquitos Aedes aegypti de campo pelos mosquitos com a bactéria Wolbachia. Isso acontece através do cruzamento dos Aedes aegypti, na medida em que a bactéria é passada naturalmente da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método .

Após as liberações, as populações de mosquitos das áreas são monitoradas para a verificação da presença de Wolbachia. Esta etapa deve perdurar por alguns meses.

Apoiadores e financiadores

O Projeto é uma iniciativa do programa internacional Eliminate Dengue: Our Challenge. No Brasil recebe financiamento da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde (Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis - DEVIT e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - DECIT/SCTIE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do CNPq e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro atuam como parceiros locais na implantação do Projeto, fornecendo contrapartida de pessoal e logística. O financiamento internacional inclui verba da Fundação Bill & Melinda Gates, via Universidade Monash na Austrália e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Mais informações no link


www.fiocruz.br/eliminaradengue