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quarta-feira, 29 de março de 2017

Casos de chikungunya disparam em Minas Gerais; uma morte é investigada


Dengue e zika, por outro lado, registram números cada vez menores

Mosquito Aedes aegypti é transmissor da chikungunya; Minas investiga primeira morte pela doença

Os casos de febre chikungunya têm crescido em Minas Gerais. De acordo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do estado (SES-MG), apenas este ano são 2.296 notificações. Os números dos primeiros meses de 2017 superam em quatro vezes o registrado em todo o ano passado (501 notificações).

O levantamento não explica quantas notificações são casos confirmados e quantas ainda são apenas suspeitas. Nesta semana, a SES-MG confirmou também a primeira morte suspeita por febre chikungunya no estado. A confirmação depende de exames laboratoriais.

Chikungunya pode levar à cegueira, afirma especialista

Assim como o vírus Zika e a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Após a infecção, os sintomas surgem entre dois e 12 dias. A vítima pode ter febre alta, dores intensas nas articulações e nos músculos, dor de cabeça, cansaço, mal-estar e manchas vermelhas na pele. Uma vez curada, a pessoa ganha imunidade para o resto da vida. Não há vacinas e a principal medida de prevenção é o combate ao vetor, sobretudo a partir da eliminação dos criadouros do mosquito.

Os primeiros registros da doença em Minas Gerais são de 2014. Naquele ano, houve 18 notificações, mas todos os casos foram de pessoas infectadas fora do estado. Somente em 2016, foram confirmadas transmissões de febre chikungunya em Minas Gerais.
Dengue e zika

A dengue, por outro lado, vem registrando números menores se comparado com o mesmo período de 2016. O boletim da SES-MG aponta que, em janeiro e fevereiro, Minas Gerais registrou 13.539 notificações para a doença. Nos mesmos meses do ano passado, já havia 198.098 registros da doença.

Neste ano, já foram registradas nove mortes suspeitas por dengue. Em 2016, foram 253 óbitos confirmados. Há ainda 39 casos em investigação.

Os casos de Zika também reduziram. Os dois primeiros meses de 2017 registraram apenas 283 notificações, contra 5.706 no mesmo período do ano passado.

O vírus Zika é apontado como provável causa da microcefalia em recém-nascidos. Por esta razão, existe uma preocupação redobrada com a infeção de gestantes. Neste ano, Minas Gerais registrou cinco casos confirmados da doença em mulheres grávidas, sendo três delas na capital mineira e mais duas no interior.


Fonte: Agencia Brasil

Brasil registrou quase 50 mil casos de dengue em 2017; doença é perigo também para grávidas


Especialista alerta para risco de aborto e parto prematuro


No mundo, doença transmitida pelo Aedes aegypti faz 25 mil vítimas fatais por ano
Apesar de os casos de febre amarela terem explodido no País e estarem preocupando os brasileiros, a dengue continua a ser uma doença preocupante e que tem passado desapercebida nos últimos meses. O Ministério da Saúde registrou 48.177 casos da doença no Brasil entre o início de janeiro deste até dia 18 de fevereiro, de acordo com último balanço da pasta. A região mais afetada é a Sudeste — que concentra 38,7% dos infectados pelo vírus no País.

A grande preocupação são as grávidas, alerta a pediatra e pesquisadora clínica do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, Consuelo Silva de Oliveira. De acordo com a médica, o vírus da dengue pode induzir na grávida infectada, o aborto e o parto prematuro — além de, possivelmente, algumas complicações para a saúde do bebê, alerta a médica.

— Em casos em que o vírus foi detectado dentro do útero, descobriu-se que o feto pode nascer com sintomas de dengue grave. Um dos mais conhecidos é o derrame cavitário, que é o acúmulo de líquido ou gás dentro das cavidades que envolvem o pulmão e o coração do recém-nascido, por exemplo.

De acordo com a pediatra, há quatro sorotipos do vírus da dengue circulando em território nacional. A situação preocupa porque, a cada ano, a doença mata mais de 25 mil pessoas no mundo.

Redução de casos graves

Apesar disso, felizmente, chama atenção ainda a redução no número de casos avançados da doença nestas primeiras semanas de 2017. De acordo com Ministério da Saúde, foram registrados apenas nove casos de dengue grave no Brasil este ano, enquanto no ano passado eram 315 casos no mesmo período.

Febre, dor de cabeça e fraqueza são sintomas de febre amarela; veja como se prevenir
Segundo Consuelo, os médicos no Brasil passaram a adotar a classificação de dengue grave — e não hemorrágica — para os casos mais avançados da doença em conformidade com recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A mudança de parâmetro aconteceu porque pesquisas constataram que a hemorragia não é a maior causa das mortes por dengue, ao contrário do que se pensava.

— Antes, muitos médicos esperavam o paciente sangrar para constatar que a dengue já se encontrava em estágio mais grave. Agora, já se sabe que não é bem assim. Como o vírus induz o organismo a perder líquidos — os líquidos saem dos vasos sanguíneos e vão para outros espaços —, a pessoa doente pode sofrer o chamado choque hipovolêmico.
Esse choque, de acordo com a médica, causa uma falha do sistema circulatório em manter um volume adequado de sangue nos órgãos vitais. “O que mata na dengue é esse choque, e não a hemorragia. Mas é sempre bom ressaltar que a dengue é, sim, uma doença potencialmente hemorrágica, em que as alterações na coagulação sanguínea levam ao sangramento de vasos na pele e órgãos internos”, completa.


Casos de chikungunya disparam em Minas Gerais; uma morte é investigada

fonte: Ana Luísa Vieira Zucchi, do R7

segunda-feira, 27 de março de 2017

Esses danos são causados por ratos.


Quatro casos suspeitos de Febre Amarela são registrados no Estado do Rio Grande do Sul


Havia onze casos suspeitos, sete já foram descartados

O mosquito fêmea transmite a doença

Quatro casos suspeitos de Febre Amarela no Rio Grande do Sul estão sendo investigados  pela Secretária da Saúde do Estado. Os casos estão sendo monitorados, segundo a Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS, Marilina Bercini e os pacientes serão submetidos a uma série de exames que vai confirmar ou não a enfermidade.

Nove municípios foram notificados, com os registros de 11 pacientes. Destes, sete já tiveram a suspeita descartada. Os quatro pacientes que ainda estão sob suspeitam, podem ter adquirido a doença infecciosa em viagens para outros estados. Marilina acredita que os registros não sejam de Febre Amarela, pois não há casos de óbitos de macacos, principais referências se há casos da doença.

A Secretaria ainda não informou quais são os municípios em que residem os pacientes sob suspeita.


Por: Redação Portal Gaz    

Eucaliptais são pontes para a febre amarela

Eucaliptais são pontes para a febre amarela

👤Fernanda Couzemenco

Não bastassem a desertificação, o esgotamento hídrico, a erosão do solo, a alteração do microclima e o ataque brutal à biodiversidade, as monoculturas de eucalipto também podem intensificar o problema da febre amarela no Espírito Santo.

Localizados entre fragmentos florestais de norte a sul, de leste a oeste do Estado, os eucaliptais – a serviço das multinacionais Aracruz Celulose (Fibria) e Suzano, além de fábricas de móveis e placas de MDF – servem de ponte para a expansão da área de contaminação pelo vírus da febre amarela.

Onde há macacos e outros animais, há mosquitos transmissores da doença no seu ciclo silvestre. Esses animais, por sua vez, também utilizam as copas dos eucaliptos para passar de um remanescente de floresta a outro, carregando então o vírus para mais e mais regiões da Mata Atlântica capixaba. “Eucaliptos funcionam como ponte para o vírus, sim”, afirma o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), infectologista e especialista em entomologia médica, um dos maiores pesquisadores sobre a febre amarela no país.

Um estudo mais detalhado sobre o trânsito do vírus no Espírito Santo está em curso, com apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa e à Inovação no Espírito Santo (Fapes), Ufes, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Vamos estudar a ecologia dos mosquitos silvestres, por onde passam, migram e se reproduzem, se por florestas primárias, secundárias, capoeiras, macegas e eucaliptais”, conta o cientista.

O que já se sabe é os mosquitos do ciclo silvestre da febre amarela – Sabethes e Haemagogus – gostam de “pequenas coleções de água”, como o interior de bromélias e taquaras, recessos nas rochas e até folhas largas que caem no chão, onde a água pode durar duas a três semanas.

Estados agiram tardiamente

Aloísio é um dos pesquisadores que faz duras críticas à forma com os governos de Minas Gerais e Espírito Santo reagiram aos primeiros indícios do surto, ainda em setembro de 2016, na região de Montes Claros, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. “De lá ela ganhou a calha norte do rio Doce, chegando ao Espírito Santo por Pancas, ao norte, e Irupi, ao sul”, relata.

O professor explica que em Irupi e Ibatiba são localidades que estão na divisa entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim. E que no norte capixaba o surto foi menos intenso em função da menor cobertura florestal. “Quando se fala em rio Doce, as pessoas pensam só na calha principal, mas ali é o local menos provável pro mosquito, pois tem menos mata. O que aconteceu foi a passagem pelas cabeceiras das bacias”, esclarece.
Esse é o caminho natural do surto: seguir a floresta. “O bloqueio vacinal por fronteira não funciona. Mosquito não conhece fronteira, ele segue o caminho da floresta”, esclarece. Quando o governo anunciava vacinação cautelar no noroeste capixaba, Aloísio criticava, em vão: “Ali não tem mata”.

Ciclo deve terminar ainda este ano

O infectologista acredita que o ciclo silvestre da febre amarela se encerrará no Espírito Santo até o final deste ano. O período de força máxima da transmissão já passou, a mortandade de macacos diminuiu e os casos em humanos também.

Há dois meses que os macacos morreram e o mosquito infectado vive até dois meses. Morrendo esses, a nova geração de mosquitos não vai mais se infectar e os macacos que sobreviveram ficaram imunes”, conta, descrevendo o fenômeno de “esgotamento de suscetíveis”, que será o responsável pelo fim do ciclo no estado.

Sobre o risco de um surto urbano, Aloísio descarta a possibilidade. “O risco de um ciclo urbano é mínimo”, afirma, com base no índice de infestação predial de Aedes aegypti no estado, que é 1% a 2%. É o suficiente para a dengue, mas ainda pouco para a febre amarela, que se dissemina em locais onde o índice é superior a 5%. “Somente em alguns bairros de periferias, em épocas de muita chuva, o índice chega a 5%”, conta.

Evolução e adaptação

Originário da África, o vírus da febre amarela ainda encontra no continente um campo largo para se disseminar, inclusive nas cidades, onde o índice de infestação com Aedes aegypti é de 15% a 40%!

O professor conta que, na África, os macacos evoluíram ao longo de milhões de anos, adaptando-se aos vírus, por isso as espécies de lá se infectam, mas não morrem. Semelhante adaptação evolutiva pode, talvez, explicar porque o Muriqui (Brachyteles hypoxanthus) passou praticamente ileso ao atual surto da doença em Caratinga/MG, enquanto a população de bugios ou barbados (Allouata) foi simplesmente dizimada.

O vírus chegou no Brasil por meio dos escravos africanos, nas cidades portuárias como Rio de Janeiro, Santos, Recife. Encerrado esse ciclo urbano, ele iniciou um ciclo silvestre, em direção à Amazônia. Agora, está retornando à Mata Atlântica, ainda no ciclo silvestre. “Pessoas que viajaram para a Amazônia sem se vacinar e voltaram à cidade, trouxeram a doença para Minas Gerais”, explica. “É um desatino. Ninguém deveria viajar para a Amazônia sem se vacinar”, reclama.

Na trilha dos mosquitos

No Espírito Santo, a vacinação cautelar já está bem avançada, em praticamente todos os municípios. O trabalho de Aloísio Falqueto e seus colegas, no entanto, apenas começou. Sua parte no estudo, voltado à coleta de mosquitos para medir o nível de infecção pelo vírus – 6.300 indivíduos coletados até agora – já passou por Santa Teresa, Pancas, Cariacica e Venda Nova do Imigrante.

O foco do entomologista está nas regiões mais acidentadas, onde há mais mata. É onde ele acredita também que o eucalipto pode trazer mais facilidades para a disseminação da doença, pois os eucaliptais interligam muitos fragmentos florestais. No norte e noroeste, o alerta é para as plantações próximas aos poucos blocos de floresta ainda existentes, basicamente na forma de unidades de conservação, como as Reservas Biológicas de Sooretama e Comboios (Linhares), e de Córrego do Veado (Pinheiros), e o Parque Estadual de Itaúnas (Conceição da Barra), entre outros.



sexta-feira, 24 de março de 2017

Após invasão de ratos, condomínio de luxo em Campinas encontra mais de 80 cobras

Após invasão de ratos, condomínio de luxo em Campinas encontra mais de 80 cobras

Cobra coral encontrada em condomínio de luxo em Campinas (SP)

Foto: Cobra recolhida por moradores no condominio em Campinas.

Os cerca de 2.500 moradores do Residencial Shangrilá, um condomínio de alto padrão na cidade de Campinas (SP), estão sofrendo com uma infestação de cobras peçonhentas. Desde julho do ano passado, mais de 80 serpentes, todas venenosas, foram capturadas no local.
Por sorte, até agora, ninguém se feriu com gravidade. No entanto, os moradores estão mais assustados desde a última segunda-feira (20), quando uma senhora, que não teve o nome divulgado, caminhava com seus cachorros pelo condomínio e acabou pisando em uma cobra. Ela foi levada até o Hospital de Clínicas da Unicamp, onde permaneceu por 16 horas até ser liberada. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a mulher não foi inoculada pelo veneno.
Lorene Scheidt, presidente da Associação dos Moradores do Parque Residencial Shangrilá, contou que a moradora acabou sendo picada no calcanhar por uma cobra filhote.
"O problema é tão sério que temos já um roteiro caso algum morador seja picado. Testamos pela primeira vez na segunda-feira. A moradora foi imediatamente levada ao Hospital de Clínicas da Unicamp, onde passou por todos os exames e foi medicada, antes de receber alta", contou Lorene. Em caso de picada, o socorro precisa agir rapidamente, já que o ferido pode sofrer insuficiência renal e respiratória e até mesmo morrer.
Segundo a presidente da Associação, também há a suspeita de que um poodle tenha sido picado por uma cobra. O cachorro foi encontrado morto em uma das casas. A presidente conta que o problema com as serpentes se agravou em julho do ano passado, após um incêndio de grandes proporções ter consumido as plantações de milho que cercam o condomínio.
"Depois desse incêndio, tivemos uma infestação de ratos silvestres. Eles se espalharam por todos os lugares, nas ruas, nas piscinas, parecia filme de terror. E com os ratos, vieram as cobras, que são os predadores naturais desses animais", explicou. "Como medida de contenção, selamos as bocas de lobo. Mas, dentro do condomínio, tempos uma mata ciliar muito grande. Aqui tem todo tipo de animal: bugio, macaco-tucano, capivara. A cobra achou um ambiente bom. O pior é que em janeiro elas acasalam e em fevereiro dão cria", completou.


Foto: Cobra é recolhida por moradores após ser encontrada em condomínio

A cascavel é a cobra mais comum no condomínio, mas os moradores já encontraram duas jararacas e uma coral, a mais venenosa. Segundo Paulo Anselmo Nunes Felippe, diretor do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da prefeitura de Campinas, a situação está sendo monitorada pelo poder público. De acordo com ele, as cobras capturadas no condomínio são devolvidas à natureza, a cerca de 1 km do residencial.
"As cobras controlam os roedores daquela região. Elas estão no topo da cadeia alimentar. Se a gente for soltá-las em outro lugar, os roedores voltam", explicou.
A medida adotada pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, porém, vem sendo questionada por alguns moradores. "Eles acham que as cobras voltam para cá, mas eu conversei com diversos especialistas que me garantem que as serpentes não têm esse tipo de memória. Acho que, na verdade, temos é muitas cobras vivendo aqui dentro do condomínio", disse Lorene.
Felippe entende que o problema das cobras é cíclico e que foi agravado pelo incêndio do ano passado. "O problema é que o condomínio fica na área rural, ao lado de uma grande plantação. Mas, agora, a tendência é a diminuição do número de cobras", falou.
Lorene Scheidt acredita que o grande problema foi a urbanização que causou um grande desequilíbrio ambiental na região. "Há 40 anos, aqui era uma fazenda conhecida como 'paraíso das cobras e reino das corujas'. Ou seja, desde aquela época as cobras já habitavam este lugar. Nós que viemos depois, invadimos o espaço e agora estamos sofrendo as consequências", disse.
Ainda como tentativa de conter o avanço dos animais, o condomínio está fazendo um trabalho de conscientização para que a sujeira gerada pelos moradores não atraia ratos e, consequentemente, mais cobras.

Thiago Varella

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP) 23/03/201704h00 > 
Atualizada 23/03/201714h34

Projeto da Fiocruz “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” dá início às liberações de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia na fase de expansão em Niterói


Os bairros de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira são os primeiros a receber o mosquito aliado no combate a dengue, Zika e chikungunya

O Projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil inicia a liberação dos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, na região de Praia de Baía de Niterói, nos bairros de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira. Essa é a etapa mais aguardada do método inovador e natural que reduz a transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya. As liberações dos mosquitos acontecem após a conclusão das etapas de comunicação e engajamento comunitário que levam informação e dialogam com a comunidade visando tanto a disseminação do conhecimento sobre a metodologia quanto o esclarecimento de dúvidas.

A partir de hoje, os bairros receberão os Aedes aegypti com Wolbachia periodicamente durante alguns meses, dependendo da forma de liberação de mosquitos determinada para cada área. Além desses bairros, outros da região de Praia de Baía e toda a Região Oceânica de Niterói também receberão o Projeto, dando sequência à expansão neste municiípio em 2017.

A escolha de Charitas, Preventório, São Francisco e Cachoeira dá continuidade à implementação realizada em Jurujuba (bairro de Niterói) do projeto-piloto. Assim como no Rio de Janeiro, o Projeto dará continuidade a partir da Ilha do Governador, onde também foi implementado projeto-piloto, no bairro de Tubiacanga. A expansão chegará ao Rio de Janeiro em breve, em meados de 2017, onde atingirá cerca de 2,5 milhões de habitantes, em bairros das regiões norte, centro e sul, por um período aproximado de dois anos de duração.

“Estamos bastante otimistas com esta expansão do Projeto, pois teremos a oportunidade de trazer mais um método à população para reduzir a incidência dessas doenças transmitidas pelos mosquitos, agora em maior escala”, ressalta o pesquisador e coordenador geral do Projeto no Brasil, Luciano Moreira.

Segundo o pesquisador, os projetos-piloto realizados em Jurujuba e Tubiacanga deram a base necessária ao desenvolvimento do plano para a expansão, desde a implementação de um modelo de aceitação pública, o aperfeiçoamento da logística, de materiais, até a otimização dos processos de criação dos mosquitos e à integração de novos dados informatizados.

Formas de liberação

O Projeto utiliza duas formas de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a liberação de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é a liberação de Aedes com Wolbachia através do Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os mosquitos se desenvolvem. Os DLOs são colocados em áreas públicas e/ou propriedades privadas nos bairros que colaboram com a iniciativa. No interior do DLO há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias após a instalação, os mosquitos já estarão adultos e voarão para fora, por meio dos furos existentes no dispositivo. É importante ressaltar que o DLO não possui produtos químicos ou tóxicos.

O uso de duas formas de liberação é parte da busca por metodologias que sejam ao mesmo tempo mais eficazes, de melhor custo-benefício e mais adequadas à cada área de implementação. “Devido à diversidade de características das cidades brasileiras, em termos de estrutura urbana e ambiental, escolhemos a melhor estratégia para cada área a ser trabalhada”, explica Moreira.

O método é seguro e sem qualquer risco para a população, animais e o meio ambiente. Além disso, não utiliza nenhum tipo de modificação genética. Como objetivo, tem a meta de substituir, gradualmente, a população de mosquitos Aedes aegypti de campo pelos mosquitos com a bactéria Wolbachia. Isso acontece através do cruzamento dos Aedes aegypti, na medida em que a bactéria é passada naturalmente da fêmea para os filhotes, que já nascem com a Wolbachia. Esse processo garante a autossustentabilidade do método .

Após as liberações, as populações de mosquitos das áreas são monitoradas para a verificação da presença de Wolbachia. Esta etapa deve perdurar por alguns meses.

Apoiadores e financiadores

O Projeto é uma iniciativa do programa internacional Eliminate Dengue: Our Challenge. No Brasil recebe financiamento da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde (Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis - DEVIT e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - DECIT/SCTIE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do CNPq e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro atuam como parceiros locais na implantação do Projeto, fornecendo contrapartida de pessoal e logística. O financiamento internacional inclui verba da Fundação Bill & Melinda Gates, via Universidade Monash na Austrália e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Mais informações no link


www.fiocruz.br/eliminaradengue

quarta-feira, 22 de março de 2017

Países exigem vacinação contra febre amarela


FEBRE AMARELA

Medida foi adotada por Nicarágua, Panamá, Venezuela e Cuba por causa do surto da doença em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 21/03/2017 16:33
Última Modificação: 21/03/2017 17:07

Devido ao surto de febre amarela ocorrendo em alguns estados brasileiros, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP, com registro de vacinação contra a febre amarela, passou a ser exigido dos viajantes procedentes do Brasil para entrar em países que constam na lista da Organização Mundial de Saúde – OMS como não tendo exigência vacinal. 
Até o momento, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba foram os países que alteração o status de exigência. Para verificar a informação atualizada sobre exigência vacinal contra a febre amarela do país de destino, clique aqui. 
Desta forma, os viajantes que partirem do Brasil com destino a esses países deverão apresentar CIVP válido, isto é, com registro de vacinação contra a febre amarela realizada pelo menos 10 dias anteriores à viagem.

Validade do certificado

Conforme diretriz da Organização Mundial de Saúde, para emissão do CIVP o viajante deve ter tomado uma dose da vacina contra a febre amarela, que terá validade para toda a vida. Desta forma, para pessoa que já realizou uma vacinação, basta apresentar o cartão nacional de vacinação com os dados da vacina para emissão do CIVP.
Para o viajante que não tiver nenhum histórico vacinal comprovado, deverá tomar uma dose para emissão do certificado.
O cartão nacional de vacinação deve estar preenchido corretamente com a data de administração e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

O que é o CIVP?

O certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela e / ou outras doenças, bem como outros métodos profiláticos, medidas tomadas para evitar a disseminação e doenças e contaminação. É exigido, por alguns países, como condição para a entrada de um viajante.
A possibilidade de exigência do CIVP é prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).
Atualmente, o CIVP é exigido apenas como comprovante de vacinação contra febre amarela. Tal exigência pode mudar a qualquer momento, dependendo do contexto epidemiológico mundial.

Como obter o CIVP?

A emissão do CIVP é gratuita e pode ser emitido nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, localizados em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Ainda, desde abril de 2011, o certificado pode ser emitido em Unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) credenciadas, como postos de saúde e hospitais, e nas clínicas particulares credenciados para essa finalidade.
Vale ressaltar, que os Postos da Anvisa não aplicam a vacina, apenas emitem o certificado. A vacina deve ser tomada nos serviços de saúde públicos e particulares, devidamente habilitados.
Quais os documentos necessários?
- Cartão de vacina e documentos pessoais.
São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos.
A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação.
A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.
Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré cadastro no endereço http://www.anvisa.gov.br/viajante, clicar na opção “cadastrar novo”.
Para visualizar a lista dos serviços de vacinação privados credenciados acesse o endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique sobre o link “Centro de Orientação à Saúde do Viajante” e, após, no link “Consulte a lista completa dos Centros).
Só o viajante pode assinar o CIVP?
Para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), é imprescindível a presença do interessado (viajante) nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.
Como se trata de um documento de validade internacional, a autoridade sanitária deverá garantir que a assinatura constante do CIVP seja idêntica à do Passaporte ou a da Carteira de Identidade (RG).
E quando se tratar de criança / adolescente menor de 18 anos?
a) Necessidade da presença do menor:
Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 (dezoito) anos quando seus pais ou responsáveis solicitarem a emissão do seu CIVP nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.
b) Necessidade de assinatura:
- Não é obrigatória a assinatura da criança ou do adolescente menor de 18 (dezoito) anos no CIVP, ainda que este já seja alfabetizado.
- Recomenda-se que a criança ou o adolescente assine o certificado, no caso de necessidade de apresentar outros documentos com a sua assinatura no país de destino para evitar eventuais transtornos.
Neste caso, orienta-se ainda que o responsável que solicitou o certificado verifique para que o CIVP seja assinado de forma idêntica aos demais documentos (Passaporte ou Carteira de Identidade) da criança ou do adolescente.
No caso de conexão ou escala em outros países há necessidade do certificado?
Dúvidas sobre a aplicação das normas de controle sanitário, incluindo a necessidade de apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia em países onde se faz conexão ou escala, devem ser esclarecidas com a representação do próprio país (consulados / embaixadas) ou com a empresa aérea que opera nesses destinos.
Em caso de perda ou extravio?
Em caso de extravio do cartão de vacinação, o usuário deverá se dirigir à unidade de saúde onde tomou a vacina e solicitar a segunda via do documento.
Também pode procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes da Anvisa para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Quais são os países que exigem o CIVP?

A consulta poderá ser realizada no endereço: http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique no link “Verifique as orientações para o país de destino”, e serão apresentadas recomendações para sua viagem e a indicação da existência ou não de exigências sanitárias. Se houver exigência sanitária, será necessária a apresentação do certificado CIVP.

Quando há contraindicação da vacinação?

Para casos em que a vacinação ou a profilaxia é contraindicação, deverá ser emitido o atestado ou certificado de isenção de vacinação ou profilaxia.
A emissão desse certificado pode ser realizada por um profissional médico, utilizando modelo de atestado de isenção.
O Centro de Orientação ao Viajante poderá chancelar os atestados médicos de contraindicação que estejam escritos em outros idiomas ou, no caso de atestados médicos que não atendam ao solicitado (modelo acima referido), poderá emitir um certificado de isenção.
- O que apresentar:
- documento de identidade original com foto. São aceitos como documentos de identidade a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte, a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação. A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.
- atestado médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia onde conste o nome do viajante e a contraindicação para o recebimento da vacina contra febre amarela. O atestado deverá conter o endereço completo e o telefone do consultório, bem como o CRM, assinatura e carimbo do médico responsável.
- emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico
No caso de emissão do certificado ou atestado de isenção de vacinação por profissional médico, deverá ser utilizado um modelo de atestado específico e deve-se observar:
- preenchimento completo e de forma legível dos dados;
- identificação do profissional médico e do local onde for efetuado o atendimento; e
- parecer médico de contraindicação de vacinação ou profilaxia.


Encontrou algum problema nesta notícia? Mande um e-mail para noticias@anvisa.gov.br.

ICB divulga campanha informativa sobre a febre amarela


O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) lançou um vídeo informativo sobre a febre amarela, em que os professores Margareth Capurro, do Departamento de Parasitologia, e Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia, explicam as diferenças entre o ciclo silvestre e o ciclo urbano da doença.
Os especialistas também falam sobre os fatores de risco para o acontecimento da febre amarela urbana e abordam os mecanismos de controle para evitá-la.
O vídeo integra a campanha sobre a febre amarela, lançada pelo Instituto em sua página oficial no Facebook, em janeiro deste ano.



OMS recomenda vacina contra febre amarela para áreas do Rio e de São Paulo


Viajantes internacionais que visitarem os estados de Rio de Janeiro e São Paulo devem tomar vacina contra a febre amarela. A recomendação é do secretariado da Organização Mundial da Saúde (OMS) e não é necessária para áreas urbanas de Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Campinas. A vacina já é indicada para regiões de outros três estados.

Foto: Pixabay/CCO

Foto: Pixabay/CCO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que todos os viajantes internacionais que se deslocam para o estado do Rio de Janeiro e São Paulo tomem vacina contra a febre amarela. A orientação não vale para áreas urbanas do Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Campinas. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (20) no comunicado Disease Outbreak News.

A OMS já recomendou a imunização contra a doença em todo o Estado do Espírito Santo, 69 municípios do sul e sudoeste da Bahia além de todo o território de Minas Gerais. Este tipo de determinação é um processo contínuo e atualizado regularmente pela OMS.

Na semana passada (17), o Grupo de Coordenação Internacional (GCI) para o Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de mais de 3,5 milhões de doses de vacina contra febre amarela para o Brasil, atendendo a pedido do Ministério da Saúde. Elas serão destinadas às áreas priorizadas pelo país.

O GCI é constituído por quatro agências: Organização Mundial da Saúde (OMS), Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC), Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

O Ministério da Saúde já confirmou 448 casos e 144 mortes por febre amarela em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente, o Brasil é afetado apenas pela febre amarela silvestre – transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Até o momento, não há qualquer evidência de que o mosquito Aedes aegypti, presente em zonas urbanas, esteja envolvido na transmissão.

Além do Brasil, cinco outros Estados Membros das Américas – Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Suriname – notificaram casos de febre amarela neste ano. A OPAS/OMS tem trabalhado para apoiar os países na resposta à doença, com equipes da organização presentes em diversas áreas afetadas e atuando com as autoridades de saúde nacionais e locais.

Vacinação

Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com a vacina em dia e se proteger de picadas de mosquitos. Para a OPAS/OMS, apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros.

Pessoas com mais de 60 anos só devem receber a vacina após avaliação cuidadosa de risco-benefício. A vacina contra a febre amarela não deve ser administrada em:

• Pessoas com doença febril aguda, com estado de saúde geral comprometido;
• Pessoas com histórico de hipersensibilidade a ovos de galinha e/ou seus derivados;
• Mulheres grávidas, exceto aquelas com avaliação de alto risco de infecção e situações em que há recomendação expressa de autoridades de saúde;
• Pessoas severamente imunodeprimidas por doenças (câncer, aids etc.) ou medicamentos;
• Crianças com menos de seis meses de idade (consulte a bula do laboratório da vacina);
• Pessoas de qualquer idade com uma doença relacionada ao timo.

Fonte: https://nacoesunidas.org/

Secretaria de Saúde confirma 3º caso de febre amarela no Rio de Janeiro


Terceiro caso foi confirmado nesta terça-feira (21) pelo Estado.
Morador de Casimiro de Abreu está internado no Hospital dos Servidores.
Paulo Henrique Cardoso e Juan Andrade
Do G1 


A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta terça-feira (21) o terceiro caso de febre amarela silvestre no Estado do Rio de Janeiro neste ano. O homem é morador da zona rural de Casimiro Abreu, no interior do Rio, e está internado no Instituto de Infectologia São Sebastião, no Hospital dos Servidores do Estado, na Rio. O estado de saúde é estável.

Dois casos da doença foram confirmados no dia 15 de março pelo Estado; Watila Santos, 38, morreu pela doença. Um Hospital de Campanha foi montado na cidade e intensificou a imunização, que segue no postos de saúde.

A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios, porém, o vírus é igual ao da febre amarela urbana, com os mesmos sintomas e evolução da doença.

Moradores buscam doses contra febre amarela

Cidade teve hospital de campanha montado após a confirmação da morte pela doença


A confirmação de 15 de março dava conta dos casos de Watila e do vizinho dele, de 37 anos, que segue internado no Hospital de Servidores. Não foi confirmada a relação entre o novo caso confirmado e Watila Santos.

Casos confirmados

A vacinação em massa em Casimiro de Abreu começou depois que o Governo do Estado confirmou dois casos de febre amarela na cidade. A família de Watila Santos, que morreu diagnosticado com febre amarela, foi vacinada em 15 de março: 12 adultos e nove crianças foram imunizadas.

A imunização dos parentes de Watila ocorreu na localidade de Córrego da Luz pelos agentes da Secretaria Municipal de Saúde.  A região fica a seis quilômetros de distância do Centro da cidade.

Número de casos

De dezembro de 2016 até 17 de março deste ano, o Ministério da Saúde recebeu 1.561 notificações de casos suspeitos de febre amarela no Brasil. Destes, 448 foram confimados, 850 são investigados e 263 foram descartados, segundo o Ministério.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio informou nesta segunda-feira (20) que há 35 casos suspeitos da doença em investigação e 21 casos foram descartadas.

O levantamento do Ministério da Sáude dá conta de três casos suspeitos no Estado. Segundo a Secretaria de Estado de Sáude, a divergência ocorre porque "a definição de caso no RJ é mais abrangente do que a do MS, tendo em vista a necessidade do Estado do RJ neste monitoramento".
 Fonte- G1 

terça-feira, 21 de março de 2017

Pombos são sugados por máquina enquanto tentam se alimentar em fábrica de pães russa (Reprodução)




Um vídeo que mostra pombos sendo sugados por uma máquina enquanto tentam se alimentar de grãos usados como matéria-prima viralizou na internet acompanhado da mensagem “Veja a moagem de grãos da Ambev… é puro malte”.
Acontece que as imagens não foram gravadas em nenhuma das fábricas da Ambev, e sim em uma fábrica de pães da Rússia. Os grãos que aparecem no vídeo são de trigo. Na ânsia por alimento, os pombos pousam na mistura de trigo e outros componentes, ficam com as asas empapadas e, sem conseguirem voar, são sugados pela máquina produtora de pães. O resultado é um vídeo impressionante, publicado em outubro passado e que já repercutiu em diversos sites de notícias estrangeiros.
Em nota, a Ambev esclareceu que o vídeo não tem qualquer relação com a companhia. E acrescentou: “Este é mais um caso de notícia falsa viralizada nas redes sociais. A Ambev se sente ofendida em ter seu nome relacionado à tamanha mentira divulgada de maneira irresponsável. A companhia preza pela excelência e qualidade do seu processo produtivo e se orgulha em manter mais de 1300 pontos de controle de qualidade na produção de suas cervejas desde o campo até o copo.”
 Fonte: Veja

quinta-feira, 16 de março de 2017

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Não matem os macados! Alerta do Ministério da Saúde

Não matem os macacos! Eles são aliados da saúde no combate à Febre Amarela

    Esses animais têm papel fundamental na vigilância da doença. Quem é responsável pela transmissão de febre amarela em humanos é um mosquito
    “Eles servem como anjos da guarda, como sentinelas da ocorrência da Febre Amarela”, explica Renato Alves, gerente de vigilância das Doenças de Transmissão Vetorial, do Ministério da Saúde. Esse é um alerta para que a população não mate os macacos, principalmente em regiões onde há incidência da Febre Amarela em humanos. Os macacos não são responsáveis pela transmissão, muito pelo contrário: esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção. A doença é transmitida por mosquito.  
    “É importante que a gente mantenha esses animais sadios e dentro do seu ambiente natural, porque a detecção da morte de um macaco, que potencialmente está doente de Febre Amarela, pode nos dar tempo para adotar medidas de controle para evitar doença em seres humanos”, defende o Gerente de vigilância das Doenças de Transmissão Vetorial.
    A Febre Amarela é uma doença que se mantém no ambiente, em um ciclo silvestre, e é transmitida por mosquitos. O macaco é importante, pois serve como indicador da presença do vírus em determinada região. É o que também defende o pesquisador e presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP), Danilo Simonini Teixeira. “Esses animais estão sendo mortos por conta de medo da população humana em relação à transmissão do vírus, e isso não ocorre. Se você mata os animais, vai haver um prejuízo, pois a vigilância não vai ser feita por conta do óbito daquele animal por uma pessoa”.
    Além disso, matar animais é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98. “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”, pode gerar pena de seis meses a um ano de detenção, mais multa. No bioma da Mata Atlântica, onde incide a doença, encontram-se primatas ameaçados de extinção, entre eles, o Bugio, o Macaco-prego-de-crista, além do Muriqui do sul e do norte.
    “É importante que a população tenha plena consciência de que os macacos não são responsáveis pela existência do vírus e nem por sua transmissão a humanos. Eles precisam ser protegidos. A morte desses animais traz enorme desequilíbrio ambiental, que não pode ser agravado pela ação do homem”, ressalta o diretor de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente, Ugo Vercillo. O vírus da febre amarela silvestre é transmitido por mosquitos (gêneros Haemagogus e Sabethes).
    OUÇA AQUI a reportagem da Rádio Web Saúde:
    Caso a população encontre macacos mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente o Serviço de Saúde do município ou do estado onde vive ou pelo número de telefone 136.  Uma vez identificados os eventos, o serviço de saúde avalia se ainda há a possibilidade de coleta de amostra para laboratório, se além desse animal que foi encontrado existem outros, se as populações de primatas da região ainda são visíveis e estão integrados, se foi uma morte isolada, ou se de fato é uma ocorrência que atingiu o maior número de primatas. Então o cidadão que estiver, por exemplo, em uma atividade de lazer ou trabalho na mata, e encontre o indício ou um macaco morto, deve avisar o mais rápido possível o serviço de saúde que vai tomar as medidas necessárias de vigilância de controle.
    Além disso, é possível denunciar a matança ou maus tratos de macacos pela Linha verde do Ibama (0800 61 8080). Na denúncia, podem ser encaminhadas fotos e vídeos que auxiliem na identificação do crime e de quem o cometeu, através do e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br.
    Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

    terça-feira, 14 de março de 2017

    Paris investirá R$ 5 milhões em ‘guerra contra os ratos’


    A prefeita Anne Hidalgo quer tornar a limpeza uma "prioridade" da cidade

    A prefeita de Paris anunciou nesse domingo que investirá 1,5 milhões de euros (5 milhões de reais) em um plano de limpeza da cidade. As prioridades da capital francesa são se livrar dos ratos que se espalham pelos seus parques e instalar mais cinzeiros públicos nas ruas.

    As medidas que devem ser implantadas incluem aumentar o número de funcionários e inspetores de saúde e saneamento nas ruas, expandir as horas de coleta de lixo e incentivar restaurantes e outros prédios comerciais a fornecer mais cinzeiros nas entradas e saídas dos estabelecimentos.

    Também como parte do plano de limpeza, a prefeitura deve comprar novas ratoeiras e cercar as mais de 30 mil latas de lixo da cidade com bases de madeira, para evitar que os ratos alcancem os resíduos e se propaguem.

    Os republicanos no Conselho da cidade criticaram as medidas da prefeita socialista. “Anne Hidalgo está tentando calar a sua oposição rapidamente anunciando novas medidas placebo, mas não há absolutamente nada de novo nisso”, disse o grupo em comunicado.

    Existem aproximadamente 6 milhões de ratos vivendo na região central de Paris — são quase 3 animais por habitante. A cidade sempre teve problemas com os roedores, mas a epidemia dos últimos anos atingiu proporções alarmantes e foi motivada, segundo as autoridades locais, pelo excesso de lixo nas ruas.

    Em dezembro, Hidalgo foi muito criticada por suas medidas de desratização da cidade. A prefeita chegou a ser acusada, inclusive, de promover um “genocídio de ratos”.


    Fonte: www.veja.abril.com.br/mundo

    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Saúde solicita a inclusão do estado do RJ na área de recomendação de vacina contra febre amarela


    Apesar de não haver registros, medida preventiva visa incluir a imunização no calendário

    O Rio de Janeiro será o primeiro Estado do país incluído na área de recomendação de vacina contra febre amarela sem que nenhum caso tenha sido registrado em seu território. O pedido de inclusão foi feito ao Ministério da Saúde pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última semana, com o objetivo de expandir a estratégia de vacinação como medida preventiva, que já vem sendo adotada pela SES em 30 municípios localizados nas divisas com Minas Gerais e Espírito Santo, estados onde há casos confirmados da doença. 
    Com a inclusão do RJ na área com indicação para vacinação, a SES estima que toda população do estado, observando as contraindicações, seja imunizada até o fim deste ano. Ao todo, a estimativa é de que serão necessárias cerca de 12 milhões de doses. Para a primeira etapa, já foram solicitadas 3 milhões de doses ao MS. A previsão é de que a imunização seja intensificada a partir da última semana deste mês.
    "O estado do Rio já vem adotando medidas preventivas, como a vacinação da população das cidades que estão próximas às divisas com os estados onde há confirmação de casos, estratégia que vem se mostrando eficiente uma vez que não há nenhum registro de caso da doença em humanos até o momento. Nossa equipe de Vigilância em Saúde vem acompanhando a evolução do cenário epidemiológico no país para que possamos fazer avaliações constantes e dessa forma, continuar nos antecipando, com foco na proteção da população fluminense", explica o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.
    A febre amarela urbana  é transmitida pelo Aedes aegypti
    Todos os 92 municípios terão seus estoques abastecidos para que possam organizar suas campanhas de acordo com as capacidades operacional e de armazenamento de cada um. A estimativa da SES e de que 1,5 milhão de pessoas sejam imunizadas por mês e, assim, até o fim do ano, o RJ alcance 90% da cobertura vacinal, dentro do público com indicação para a imunização. Todos os municípios serão orientados por equipes técnicas da SES para organização de suas campanhas de vacinação.
    "A expansão da indicação da vacina para todo o estado é continuidade das ações preventivas que estamos adotando desde o início do ano, com base no cenário epidemiológico dos estados vizinhos. Nossas equipes irão orientar os municípios para que possam organizar suas campanhas. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos às contraindicações da vacina e aos possíveis efeitos adversos", explica Alexandre Chieppe, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES. 
    Ações preventivas - Desde janeiro deste ano, a SES vem orientando aos municípios das regiões de divisa com MG e ES, com base na avaliação do cenário epidemiológico nestes estados. Até então, 30 cidades já estão imunizando seus habitantes - sendo que, em algumas delas, a indicação para a vacina se restringia* às áreas de divisa, e não à totalidade da população, com prioridade para a zona rural, uma vez que o vírus da febre amarela em circulação está sendo transmitido pelo vetor silvestre da doença. São elas: Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Itaperuna*, Laje do Muriae, Miracema, Natividade, Paraíba do Sul*, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São Francisco de Itabapoana*, Sapucaia, Três Rios*, Varre-Sai, Campos dos Goytacazes, Itatiaia, Quatis, Resende*, Rio das Flores, Valença*, Aperibé, Cambuci, Cardoso Moreira, Italva, Itaocara, Santa Maria Madalena, São Fidelis*, São Jose de Uba e São Sebastiao do Alto.
    Abastecimento - Mais de 1 milhão de doses já foram distribuídas a estes municípios, além de terem sido entregues aos demais municípios do estado para reabastecimento dos estoques.
    Vigilância intensificada – Para tornar o sistema de vigilância mais sensível aos possíveis casos de febre amarela no território fluminense, a subsecretaria de Vigilância em Saúde também orientou os 92 municípios do estado quanto à nova definição para casos suspeitos: as prefeituras devem intensificar a vigilância por meio da notificação de todo evento suspeito, visando a detecção precoce e resposta coordenada dos serviços de saúde pública aos possíveis casos. Para tornar o sistema de vigilância epidemiológica mais sensível, devem ser notificados para fins de investigação os casos de indivíduos com febre com até sete dias de duração, acompanhada de dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: cefaleia, mialgia, artralgia, vômitos, icterícia e manifestações hemorrágicas, residente ou procedente nos últimos 15 dias de áreas de transmissão de febre amarela.
    • Quem não deve se vacinar?
    Para a ação de vacinação implementada pela SES, são contraindicações: gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras - quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain Barrè, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; pacientes portadores de HIV; crianças menores de seis meses de idade; crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias. Nesta campanha, não serão vacinados bebês com idades abaixo de 9 meses e maiores de 60 anos.
    • Qual é a orientação para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal?
    A recomendação é para que a pessoa procure o serviço de saúde que costuma frequentar para tentar resgatar seu histórico. Caso isso não seja possível, a pessoa deve iniciar o esquema vacinal normalmente.
    • No caso das crianças que precisam se vacinar, quais são os riscos de receber a vacina contra a febre amarela junto com outras vacinas?
    A vacina de febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo em que as vacinas tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário vacina em atraso, ela pode tomar junto com a de febre amarela, com estas exceções citadas – tríplice e tetra viral. Já as crianças que não receberam nenhuma destas três vacinas e forem atualizar sua situação vacinal, a recomendação é para que elas recebam a primeira dose contra febre amarela e posteriormente, com intervalo de pelo menos 30 dias, deve ser agendada a vacinação com tríplice viral ou tetra viral.
    • O que é febre amarela?
    Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.


    Fonte: Jornal do Brasil